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10 tendências para mídias sociais em 2019

A Kantar Media, que atua na área de inteligência de mídia, divulgou a quinta edição do relatório As Tendências das Mídias Sociais, em que traz algumas das maiores mudanças no cenário de mídias sociais e mapeia oportunidades para os profissionais de marketing e comunicação.

Desde novas formas de monetização das redes sociais até exemplos de como facilitar o relacionamento entre marcas e influenciadores, o relatório lista as 10 principais tendências para as mídias sociais durante este ano. Acompanhe.

1. Manter ou Mudar? Reinvenção do modelo de publicidade

Após passarem por um período desafiado, players, como o Facebook, estão revendo seus modelos de negócio, baseados na publicidade direcionada por meio de dados coletados dos usuários. A diversificação dos formatos é importante e deve, finalmente, começar a monetizar, reequilibrando gradualmente o volume de negócios dos gigantes das mídias sociais. Por exemplo, o Twitter está experimentando ofertas de assinatura e o LinkedIn oferece assinaturas premium aos usuários de acordo com suas necessidades.

2. Além da “algoritmização” de plataformas: um mundo de duas velocidades está surgindo

Recentemente, as mídias sociais têm passado por algumas mudanças. O Facebook, por exemplo, anunciou a eliminação do recurso “tendências”, que mencionava os tópicos mais comentados nas mídias sociais no momento. A crise de reputação, a ascensão deliberada da privacidade e a entrada em vigor do Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia (GDPR) proporcionam um quadro mais do que favorável para isso. O Google, por exemplo, comunicou, recentemente, anúncios sem personalização. O Twitter, por sua vez, lançou uma opção em suas configurações para desabilitar o algoritmo de rede social e restaurar a linha do tempo dos tweets. Provavelmente, veremos o surgimento de versões pagas, o que também pode reforçar esse fenômeno oferecendo versões “não algorítmicas”.

3. Plataformas dedicadas. Na era do “social por design”

Os editores não estão pensando duas vezes em revitalizar seus espaços de comentários com botões de reação ou dispositivos de co-criação, como o Brief, uma mídia que oferece aos leitores a oportunidade de votar no assunto a ser abordado na edição do fim de semana. Marcas que ainda não entenderam como as coisas são, precisam reinvestir em mídia própria e limitar a dependência das principais plataformas de mídia social. Sem substituí-las, é claro.

4. Mudando o Social Commerce. Abordagens multifacetadas tomando forma

Há vários anos, as principais plataformas sociais vêm experimentando em todos os lugares e expandindo os serviços para acionar a compra. O Instagram lançou o Instagram Shopping, novo recurso que permite que os produtos identificados em sua plataforma sejam comprados em um clique. Dentro desse clima, o Pinterest parece ter uma vantagem competitiva: 87% de seus usuários fizeram uma compra como resultado do conteúdo encontrado na plataforma.

5. Parcerias estratégicas prosperam. A diversificação acelera

Enquanto as aquisições de negócios estão em baixa, as parcerias estratégicas estão em alta e em áreas muito diferentes. Uma das mais notáveis do ano é o Data Transfer Project, um projeto de transferência de dados de código aberto lançado pelo Google, Microsoft, Twitter e Facebook. Aquisições de negócios e parcerias estratégicas são elementos inestimáveis na compreensão do futuro das empresas de mídias sociais.

6. O desgaste do influenciador de marca se instala. Como quebrar o impasse?

A ascensão dos ad-blockers e a crescente desconfiança do conteúdo das marcas levaram a uma grande mudança: os consumidores estão procurando cada vez mais seus colegas para informações e indicações pré-consumo. As marcas perceberam a tendência e alavancaram os influenciadores para aumentar sua visibilidade e vendas. Mas um erro em grande escala foi cometido: a influência foi tratada como qualquer outro canal de marketing, quando se trata, acima de tudo, de relações humanas e confiança.

7. De volta ao básico! O engajamento é a nova tendência

O engajamento da comunidade é uma parte crucial da estratégia de marketing online de uma marca e esses mecanismos não podem se limitar às plataformas sociais. De acordo com um estudo da Kantar TNS, três quartos dos consumidores pesquisados sentem que pertencem a uma comunidade. Além disso, cerca de metade deles estão dispostos a se envolver em uma comunidade criada por uma marca.

8. Hibridização de formatos. A grande mistura de narrativas criativas

O ano de 2019 será marcado pelos formatos criativos híbridos. A ascensão e a democratização do formato Stories no Instagram é uma boa demonstração. Mas o Stories também vai evoluir, com foco no áudio, que também está em ascensão. Podcasts de música, novas opções de música em vídeos, efeitos sonoros de todos os tipos: a experiência de áudio completa o arsenal do Stories.

9. O eixo estratégico do entretenimento. O show precisa continuar!

O entretenimento não é limitado às mídias sociais. A TechRadar informa que a Netflix e a Telltale Games firmaram um acordo para incorporar jogos em um serviço de streaming de filmes e programas de TV. De acordo com o relatório, a Netflix irá lançar seu programa piloto de videogame com a popular série Minecraft, Story Mode, da Telltale, bem como um projeto baseado em Stranger Things.

10. Os círculos chineses de experiência de marca. A mídia social interconecta estratégias globais de marketing

A chinesa Master Kong (do ramo de alimentos) adicionou interação ao seu anúncio lançado no iQiyi (a Netflix chinesa): os usuários que coletaram três emojis ao assistirem ao anúncio receberam um cupom de desconto de 12% para usar na variedade de massas da empresa. Enquanto os usuários estavam validando o cupom, a página da web em exibição era a da Master Kong dedicada ao varejista online JD. Essa interatividade chamou a atenção do público e o incentivou a usar o emoji personalizado da marca em plataformas de mídias sociais.

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