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100 anos em 20: os avanços do e-commerce no Brasil

O comércio eletrônico completou 20 anos no Brasil e, neste período, fez varejo e indústria repensarem – e continuarem em reconstrução – seus modelos de negócios para atender às demandas e aproveitar as oportunidades do universo digital.

Para relembrar essa história e falar sobre tendências, o Summit MPE – promovido pela GS1 Brasil em 10 de agosto de 2019 na sede da entidade – apresentou a palestra “A evolução do e-commerce – 100 anos em 20”, conduzida pelo co-fundador da consultoria de desenvolvimento de negócios Singular Next, Ricardo Michelazzo.

O executivo falou sobre essa trajetória com base na sua experiência: ele é especialista em estratégia de e-commerce e implantou mais de 250 projetos em 17 anos, trabalhando como executivo em empresas como a Submarino.com, Grupo B2W, Grupo Claudino, além de sócio fundador da GS&COMM.

Evolução

Segundo Michelazzo, a história do comércio eletrônico no Brasil começa em 1996, com a Booknet, dedicada a venda de livros. Na época, a transação era diferente, pois  o pagamento ocorria no ato da entrega. As vendas com cartão de crédito online vieram de maneira discreta um pouco adiante, com a Americanas, e no caso de produtos de baixo custo. “Ninguém tinha coragem de adquirir artigos caros pela internet. Tanto que o formato se sustentou até 2001 praticamente apenas com artigos como livros, CDs e DVDs”, relembrou.

Mas, em 2002, com a Copa do Mundo – evento que sempre faz as vendas de TVs crescerem vertiginosamente – começaram as apostas em outras categorias. “As primeiras vendas de TVs começaram a surgir e foram acompanhadas pela linha branca e eletrônicos, iniciando o conceito de loja infinita e mostrando que o e-commerce tinha uma inteligência e potencial de expansão”, resumiu Michelazzo.

Tanto que, em 2005, o IPO do Submarino alcançou R$ 1 bilhão e foi uma mega explosão no mercado. Várias empresas passaram a fazer seus investimentos no e-commerce, mas de forma desorganizada e sem estrutura de pessoal, gestão, logística ou publicidade, ficando, assim, reféns das plataformas de busca. Até mesmo a indústria se atentou ao poder do e-commerce e passou a vender diretamente para o consumidor final por esse canal.

Ao mesmo tempo, para ganhar competitividade e não perder mercado, as lojas físicas começaram a unir os comércios online e offline (omnichannel), algo que, até hoje, ainda não foi completamente concluído.

Do store in store ao marketplace

O consultor da Singular Next relembrou outros momentos importantes nessas duas décadas da história do e-commerce, mas um deles, sem dúvida, teve um destaque maior: os marketplaces.

Na verdade, esse conceito começou de maneira discreta, com a Americanas vendendo produtos de empresas como Netshoes e Flores Online, modelo de negócios antes chamados de store in store (loja dentro da loja).

Agora denominado marketplace, esse conceito se tornou uma potência e trouxe à tona empresas gigantes, como Amazon, Alibaba e outras. “O Submarino, por exemplo, hoje, não compra quase nada. O maior vendedor da empresa é o Ricardo Eletro. Então, as empresas que antes eram competidoras, neste momento, são parceiras comerciais”, explicou Michelazzo. Ele prevê os marketplaces ainda como grande força nos próximos anos, assim como e-commerce B2B.

As mudanças mais marcantes do comércio eletrônico aconteceram nos últimos cinco anos e as próximas transformações tendem a ser cada vez mais rápidas. “Vamos olhar 20 anos nos próximos dois”, afirmou Michelazzo.

Quer adquirir mais conhecimento para a expansão dos seus negócios? Acompanhe os próximos Summits setoriais da GS1 Brasil.

Foto: pdp Filmes

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