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Ao mesmo tempo em que 85% dos consumidores mobile no Brasil já fizerem compras pelo aparelho, 17% realizaram o pagamento por aproximação, por meio da tecnologia NFC ou MST.

Os dados são da pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre Comércio Móvel no Brasil, realizada por Mobile Time e Opinion Box, com internautas brasileiros que possuem smartphone. Foram entrevistados 2.024 brasileiros que acessam a internet e possuem smartphone entre 21 e 25 de agosto, respeitando as proporções por faixa etária, renda familiar mensal e distribuição geográfica desse grupo.

O pagamento por aproximação está disponível no Brasil há muitos anos, mas somente agora começa a ganhar adesão. “Há algum tempo, os lojistas tinham até medo de aceitar essa forma de pagamento por não a conhecerem, mas, agora, pelo menos nos grandes centros urbanos, os funcionários nos caixas já estão acostumados com o procedimento que deve ser feito para receber um pagamento desta forma. Com a maturidade dos lojistas e seus balconistas, a tendência é que esta modalidade venha a crescer”, prevê o editor do Mobile Time e coordenador da pesquisa, Fernando Paiva.

O levantamento também identificou que, entre aqueles que já chamaram uma corrida de táxi ou carro particular por meio de aplicativos, a proporção subiu de 66% para 75%, um aumento de 9 pontos percentuais em um ano.

Perfil dos consumidores que usam pagamento por aproximação

De acordo com a pesquisa, a proporção daqueles que costumam pagar por aproximação é maior entre os homens (21%) do que entre as mulheres (13%).

Também se destacam os públicos das classes A e B (23%) do que entre aquelas das classes C, D e E (15%), diferença que se explica pela necessidade de ter um smartphone moderno e um cartão de crédito.

Essa forma de pagamento é mais popular entre donos de iPhone (25,8%) do que entre aqueles com smartphones Android (16,6%).

E há uma diferença por faixa etária: quanto mais jovem, maior a probabilidade de já ter usado o smartphone para pagar por aproximação. No grupo entre 16 e 29 anos, 21% já testaram essa tecnologia. A proporção cai para 16% no grupo entre 30 e 49 anos, e é de 12% no grupo entre 50 anos ou mais.

Os aplicativos mais usados

Entre as principais descobertas desta edição da pesquisa, está a entrada dos aplicativos Uber Eats, Rappi e Amazon no ranking dos apps de m-commerce mais usados no Brasil.

No segmento de delivery de comida, iFood e Uber Eats crescem, enquanto apps menores perdem terreno. Entre os apps de corrida, o 99 registra recuperação, enquanto Uber perde espaço entre os usuários.

Entre as novas opções de meios de transportes, 9% dos internautas brasileiros já alugaram uma bicicleta via app e 4% optaram por um patinete elétrico.

Comércio móvel mais presente no dia a dia das pessoas

A utilização do smartphone como meio para a realização de compras online de produtos físicos segue crescendo no Brasil. Em quatro anos, de setembro de 2015 a setembro de 2019, a proporção de internautas brasileiros que já experimentaram esse recurso passou de 41% para 85%.

O uso recorrente do m-commerce também cresce. Outros 77% dos consumidores móveis afirmam que hoje fazem mais compras pelo celular do que seis meses atrás. E 75% deles fizeram alguma compra nos últimos 30 dias – um ano atrás essa proporção era de 71%. “Além disso, quem experimenta o smartphone para compras acaba deixando de lado o desktop. Vemos aqui uma consolidação do m-commerce no País”, conclui Paiva.

A pesquisa completa pode ser obtida em www.panoramamobiletime.com.br.

Foto: iStock

 

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