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18% das empresas brasileiras são consideradas “inteligentes”

O Índice de Inteligência Empresarial, desenvolvido pela Zebra Technologies, mostra que 18% das empresas no Brasil podem ser consideradas “inteligentes”, em comparação com 8% registrados em 2018. A maioria das empresas, 70%, está em processo de transformação, contra 63% no ano passado. Em 2019, o investimento médio em Internet das Coisas (IoT) e em outras plataformas de tecnologia de dados foi de US$ 6,1 milhões, 45% a mais que no ano anterior. O estudo revela que 88% das empresas no Brasil esperam incrementar ainda mais essa cifra nos próximos dois anos.

A pesquisa consultou 950 tomadores de decisão de TI em nove países – incluindo o Brasil -, e analisou até que ponto as empresas estão conectando seu mundo físico ao digital para impulsionar a inovação em ambientes de orientação em tempo real, baseados em dados e com fluxos móveis de trabalho colaborativo.

Onze critérios são usados ​​como métrica, entre eles, visão da IoT, compromisso da organização, parceiros de soluções de tecnologia, plano de gerenciamento de mudanças, aplicação nos pontos de uso e padrões de segurança.

O Índice considera “inteligentes” empresas que alcançaram 75 pontos ou mais, o que vem aumentando ano a ano. Globalmente, as pequenas e médias empresas (PMEs) se destacam como as que obtiveram maior pontuação: média de 64,5 versus 61,5 registrada pelas grandes companhias. Entre as PMEs, 37% podem ser consideradas “inteligentes”, demonstrando que, muitas vezes, estão à frente de grandes corporações quando o assunto é IoT.

A maior evolução ficou por conta do setor de varejo, que impulsionado pela pressão do mercado para melhorar a experiência do cliente, passou da parte inferior do ranking de 2018 para quase o topo da lista em 2019, atrás apenas do setor de saúde.

“Quando lançamos o Índice de Inteligência Empresarial há três anos, muitas empresas ainda estavam tentando entender como as soluções IoT poderiam ser melhor aplicadas em seus ambientes”, diz Alessandro Matos, vice-presidente de vendas da Zebra Technologies na América Latina. “Agora, vemos um crescimento no sentido de urgência para melhorar a visibilidade das operações e oferecer inteligência acionável que atravessa todos os pontos da empresa. É por isso que as organizações estão demonstrando seu compromisso com a execução dos planos de IoT e é muito provável que veremos um aumento no investimento tecnológico nos próximos anos”, completa.

Resultados do estudo no Brasil

  • 18% das empresas brasileiras são consideradas “inteligentes”, 70% estão no caminho para a transformação e 12% ainda estão engatinhando na trajetória da transformação digital.
  • Os gastos anuais com IoT cresceram, em média, 45% em 2019, quando comparado com o ano anterior, chegando a US$ 6,1 milhões por empresa. Esperam aumentar esse valor para o próximo ano, 88% delas.
  • 66% já têm uma visão de IoT e estão, atualmente, executando planos na área; 39% estão implementando soluções de IoT em toda a empresa. Dos negócios restantes, 82% planejam implantar o IoT em toda a operação no futuro.
  • 98% realizam monitoramento de segurança de IoT e empregam padrões que garantem integridade e privacidade. Em 2018, o número era de 90%.
  • 67% das empresas brasileiras consultadas têm algum tipo de abordagem proativa voltada para segurança de TI e gestão de rede.

Principais conclusões em âmbito global

  • O ritmo da adoção acelera, aumentando os níveis de inteligência. As pontuações do Índice de Inteligência Empresarial aumentam à medida que mais empresas passam do estágio de exploração para o de implementação, atingindo 61,5 pontos. Isso representa um crescimento de quase seis pontos em relação a 2018 e de nove em relação a 2017, impulsionado principalmente pelo aumento dos níveis de “inteligência” das empresas de varejo e de transporte e logística.
  • O crescimento contínuo do investimento em soluções de IoT e em outras plataformas de tecnologia de dados. Em 2019, o gasto médio das empresas em todo o mundo foi de US$ 6,4 milhões, um crescimento de 39% ano a ano. Segundo o estudo, 86% das empresas esperam que esse número cresça nos próximos dois anos. Além disso, mais da metade das participantes esperam aumentar seu investimento entre 21% a 50%. Entre as empresas latino-americanas, 90% têm a expectativa de incrementar os investimentos em IoT e em mobilidade nos próximos dois anos.
  • As implementações de soluções inteligentes cresceram significativamente. Atualmente, 46% das participantes do estudo estão implementando soluções de IoT em toda a empresa, um aumento de 38% em relação a 2018. Outros 32% esperam implementar regionalmente em breve. Na América Latina, 36% das empresas estão implementando soluções de IoT em toda a empresa.
  • As empresas comprometem cada vez mais recursos com o monitoramento contínuo dos sistemas de dados, ou seja, a segurança é a prioridade. O estudo revela que 62% das empresas monitoram constantemente a segurança de soluções de IoT para garantir a integridade do sistema e a privacidade dos dados. Isso representa um crescimento de 4% em relação ao ano anterior e 13% em relação a 2017. Nesse ano, apenas 49% das empresas possuíam um protocolo constante de monitoramento de segurança e 47% o faziam periodicamente. Atualmente, 53% das empresas latino-americanas monitoram a segurança de sua IoT para garantir a integridade do sistema e a privacidade dos dados.
  • As empresas estão migrando para o ecossistema de soluções inteligentes a partir de um único parceiro. Quase 49% dos participantes do estudo indicaram que contam com um único parceiro estratégico para gerenciar toda a sua solução de “inteligência”, incluindo componentes e serviços fornecidos por terceiros.
  • As PMEs obtiveram uma pontuação mais alta do que as grandes empresas (64,5 vs. 61,5 pontos). Esses números são apoiados pelas PMEs que afirmam que suas empresas têm mais chances de ter uma visão da IoT hoje e estão executando planos relacionados (69% vs. 62%).

 Metodologia do estudo

  • A pesquisa foi desenvolvida on-line, entre 12 de agosto e 18 de setembro de 2019, com empresas dos seguintes setores: saúde, manufatura, varejo e transporte e logística.
  • No total, 950 tomadores de decisão de TI de nove países foram entrevistados, incluindo Estados Unidos, Reino Unido/Grã-Bretanha, França, Alemanha, México, Brasil, China, Índia e Japão. Cada uma das organizações tinha pelo menos 250 funcionários e uma renda anual de US$ 5 milhões. Os dados capturados pelas PMEs se concentraram em empresas com 50 a 249 funcionários.
  • Onze critérios foram usados ​​como métrica para entender onde as companhias estão no caminho de ser uma “Empresa Inteligente”: visão da IoT, compromisso da organização, parceiros de soluções de tecnologia, plano de adoção, plano de gerenciamento de mudanças, aplicação nos pontos de uso, padrões de segurança, plano de ciclo de vida, arquitetura/infraestrutura, plano de dados e análise inteligente.
  • Esses critérios foram identificados e definidos por executivos, especialistas do setor e aqueles que definem políticas corporativas em diferentes segmentos, durante o Simpósio de Inovação Estratégica de 2016: A Empresa Inteligente, organizada pela Zebra, em colaboração com o Harvard Technology and Entrepreneurship Center (TECH).
  • A estrutura de uma empresa inteligente é baseada em soluções tecnológicas que integram computação em nuvem, mobilidade e Internet das Coisas (IoT) para “detectar” automaticamente as informações dos ativos da empresa. Os dados operacionais desses ativos, incluindo status, localização, uso ou preferências, são subsequentemente “analisados” para obter insights que permitirão mobilizar a pessoa certa, no momento certo. Dessa maneira, eles podem “agir” com base em dados que são guias para que os usuários tomem decisões oportunas em qualquer lugar ou hora.

Imagem: iStock

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