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5 dicas fundamentais para o empreendedor evitar o burnout

A estafa mental e física por conta do trabalho é conhecida como síndrome de Burnout.

E esse tema é tão relevante que uma  pesquisa da International Stress Management Association (Isma-BR) estimou que 32% da população economicamente ativa sofria de sintomas de burnout.

Não à toa, este ano, a OMS (Organização Mundial de Saúde) classificou o burnout como doença ocupacional. O Brasil, inclusive, é o país mais ansioso do mundo (2019) e um dos líderes em casos de depressão.

Este cenário se intensificou nos últimos anos. Uma pesquisa global liderada pela Universidade Estadual de Ohio (EUA) apontou que o Brasil continua líder em índices de ansiedade e depressão, com um aumento de 25% em casos envolvendo essas duas doenças.

Empreendedor também pode sofrer um burnout

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Autonomia, flexibilidade, realização pessoal e liberdade são algumas das vantagens de ter seu próprio negócio, porém nem tudo são flores.

A responsabilidade de ter tudo centralizado em uma só pessoa e o excesso de tempo dedicado ao negócio, muitas vezes pode comprometer a saúde do empreendedor.

Por isso, o especialista em comportamento e gestão, Marcel Scalcko, alerta para a necessidade de desacelerar e diz que pequenos e médios empresários são os que mais precisam se autoconhecer para não adoecerem.

“Quando temos o nosso próprio negócio, trabalhamos muito mais horas. Quando isso acontece durante um longo período, sem férias e descanso, o corpo e a mente não aguentam. É uma rotina puxada, todas as decisões ficam centradas no dono, desde a contratação de funcionários, passando pelo pagamento de contas, atendimento ao cliente, prospecção. Por isso, precisam apostar no autocuidado. O empreendedor nunca tem tempo para cuidar de si, isso é a último coisa que passa na cabeça deles”, explica Marcel.

É hora de evitar o burnout

burnout super man

Segundo o especialista, se os empreendedores não separarem algumas horas por semana para cuidarem do seu bem-estar, poderão ter burnout, algo perigoso nessa profissão.

”Sabemos que a maioria dos negócios não se tornam bem sucedidos de um dia para o outro. E o burnout chega de mansinho, pode roubar suas horas de sono, alterar seu apetite, causar dores de cabeça, dificultar a concentração, sem falar no tradicional cansaço. Uma vez diagnosticada a síndrome, é necessário fazer acompanhamento com psiquiatra e psicólogo”, esclarece o especialista.

Para Marcel, o empreendedor com longa jornada de autoconhecimento dificilmente vai ser pego pelas circunstâncias que despertam o Burnout. Ele estará atento, presente, e percebendo o que está acontecendo em seu entorno e vai se proteger de alguma forma. Para evitar a doença, o especialista em comportamento, gestão e treinamento, Marcel Scalcko, dá 5 dicas:

1.Meditação – Se possível, todos os dias. Ajuda a aplacar os sintomas de ansiedade. equilibra, faz a pessoa ficar mais centrada.

2. Terapia – Ajuda olhar pra si e encontrar as origens emocionais e psíquicas dos seus problemas, dentro da sua história.

3. Alimentação – Uma dieta rica em frutas, verduras e legumes, pode garantir um bom funcionamento do corpo.

4. Atividade Física – Se possível, todos os dias. Aumenta a produção de serotonina e endorfina no corpo.

5. Mentoria e imersões – darão um norte para as pessoas se aprofundarem nos seus processos e ajudar a dar um rumo à vida. É um momento de aconselhamento e acompanhamento. O terapeuta pode fazer esse papel ou a pessoa pode optar por um outro profissional que faça essa mentoria.

O especialista ressalta que quem tem ou teve Burnout não deve passar pelo processo de coach, pelo menos por um ano. “O coach estende os limites das pessoas e nesse momento ela precisa reconhecer seus limites e não tê-los estendidos”, finaliza Marcel Scalcko.

Foto: iStock

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