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5 tendências prontas para transformar o e-commerce

Com a chegada de um novo ano, os profissionais do e-commerce brasileiro estão se preparando para aplicar novas tecnologias e aprimorar a eficiência de suas ofertas de produtos e experiência do cliente.

E por um bom motivo, já que pesquisas esperam um crescimento de até 57% no mercado de comércio eletrônico no Brasil em 2024.

Para se posicionar no mercado em mais um ano promissor, Marcelo Costa, Country Manager da Sellesta no Brasil, listou cinco tendências-chave que prometem revolucionar as tecnologias, ambientes e expectativas do setor.

1 – IA Generativa

É claro que 2023 será lembrado como o ano em que todos fomos apresentados às plataformas de IA Generativa mais famosas, como ChatGPT e Midjourney, mas 2024, certamente ficará marcado como o ano em que essas tecnologias foram implementadas em larga escala para fins comerciais.

O que isso significa para o e-commerce? Em primeiro lugar, os chatbots estarão interagindo com os consumidores desde o primeiro contato até a jornada do cliente pós-venda, indo além. Algoritmos de machine learning também serão capazes de fornecer recomendações de produtos contextuais sofisticadas, altamente ajustadas e não invasivas com base no comportamento do cliente. 95% dos consumidores não têm um produto específico em mente ao navegar, portanto, um widget com IA pode fazer algumas perguntas, fornecendo recomendações rápidas e úteis com base em suas respostas, melhorando as taxas de conversão em 15%, como no caso da varejista argentina de perfumes de luxo omnichannel, El Balcón.

Da criação de descrições mais atrativas de produtos até o fornecimento de insights e análises para fornecedores de e-commerce de todos os tamanhos e orçamentos, o impacto da IA generativa será sentido em quase todos os lugares. É esperado que o lançamento de produtos, os funis de compra e a criação de imagens se tornem mais simplificados e eficientes, tanto para o vendedor quanto para o consumidor.

2 – Omnichannel

omnichannel

Seja por meio de aplicativos de marca, como a Nike, que integra experiências em lojas físicas com opções de compra online, ou pela capacidade de aplicativos de mercado de terceiros, como o Mercado Livre, que oferece serviços financeiros, o omnichannel está prestes a dominar este ano.

Os varejistas devem verificar se estão utilizando todas as tecnologias mais recentes para garantir a experiência de compra de marca mais perfeita e unificada.

No Brasil, um estudo da ABComm mostrou que os canais favoritos para realizar uma compra online são sites e lojas virtuais (63%), seguidos por marketplaces (60%), como Amazon e Mercado Livre, e aplicativos de marcas próprias (49%). Vale lembrar que, assim como o comércio eletrônico, o omnicanal depende da conveniência, então, os vendedores devem garantir que estão alcançando os clientes por meio de seus canais preferidos. Seja via WhatsApp, com um chatbot amigável e conversacional, ou por meio de aplicativos de marketplaces de terceiros, com informações de produtos atualizadas e outros recursos de mídia digital como vídeo e até realidade aumentada, proporcionando aos clientes a melhor compreensão possível do produto que estão comprando.

3 – Pagamento no e-commerce

black friday

Já vimos o surgimento de pagamentos com um clique lançados pela Amazon, mas em 2024, é esperado que esse impulso seja levado ainda mais longe, como a adoção generalizada do reconhecimento facial como uma forma de pagar quase sem pensar.

Quanto mais imperceptível o pagamento, mais fluida é a experiência do cliente. Por outro lado, isso sempre criará tensão com a outra grande prioridade dos clientes brasileiros de comércio eletrônico: segurança.

No entanto, a crescente adoção de protocolos de segurança avançados e relativamente sem atritos, como o 3DS 2.0, processo de autenticação que passa por três domínios essenciais de pagamento, deve permitir que vendedores online acelerem o processo de compra sem economizar na segurança e confiança do cliente.

Uma pesquisa recente mostrou que 92% dos brasileiros abandonaram uma compra online por medo de fraude. É por isso que os profissionais do setor devem garantir um forte compromisso com métodos de pagamento seguros, ao mesmo tempo em que mantêm um funil de compra suave.

4 – Retail media

comunicação esg megafone

Com o planejado fim gradual dos cookies de terceiros já em andamento, novas estratégias de publicidade estão em ascensão, e o retail media é um exemplo especialmente proeminente.

Considerada a ‘terceira onda’ da publicidade digital (após motores de busca e mídias sociais), o retail media viu um crescimento empolgante nos Estados Unidos, com os gastos com anúncios de mídia no varejo nos EUA estimados para mais que dobrar de US$ 41 bilhões, em 2022, para US$ 85 bilhões até 2026.

Simplificando, este conceito envolve marketplaces de terceiros permitindo que marcas anunciem seus produtos diretamente em seus próprios sites e aplicativos, como Amazon e Mercado Livre, alcançando os consumidores enquanto fazem compras.

Mais de 131 milhões de brasileiros estão conectados à internet por uma média de três horas e 45 minutos todos os dias, e 90% deles estão navegando no varejo enquanto estão online. Portanto, não é de surpreender que o retail media esteja começando a ser mais reconhecido, já que essa nova estratégia é atualmente utilizada por 54,8% das empresas no Brasil que investem em publicidade digital, ficando atrás apenas das mídias sociais, ferramentas de busca e publicidade programática.

As vantagens da publicidade no retail media para o e-commerce são diversas, como dados granulares sobre o comportamento e as compras dos clientes, permitindo insights sobre tendências, preferências e hábitos de compra dos consumidores. Essas informações podem ser usadas para otimizar layouts de lojas, seleção de produtos

Os anúncios em retail media também podem ajudar os varejistas a construir o reconhecimento de sua marca e conquistar novos clientes. Ao veicular anúncios em suas plataformas, é possível apresentar aos compradores produtos e serviços que, de outra forma, poderiam passar despercebidos. Não apenas isso, mas ao combinar IA e uma solução de retail media como o Amazon Ads, da Sellesta, os vendedores podem reduzir seu ACOS (custo de publicidade de vendas) e automatizar uma grande parte das configurações e integração, alcançando crescimento rápido, insights acionáveis e uma vantagem competitiva com menor orçamento e esforço.

5 – Realidade aumentada no e-commerce

realidade aumentada

O ano de 2024 reunirá muitas das tecnologias recentes na busca por uma jornada do cliente mais simplificada, personalizada e segura, mas também proporcionará novas maneiras de envolvê-los e melhorar totalmente a sua experiência. Liderando o pacote de tecnologias que melhoram a experiência do cliente, está a Realidade Aumentada (AR). Embora tenha se mostrado promissora com produtos de nicho de comércio eletrônico como móveis, vidros e eletrodomésticos, em 2024 a AR deverá revolucionar grandes mercados on-line, como moda e até mesmo turismo.

Servirá, também, para aumentar a imersão do futuro omnicanal e ‘phygital’ do comércio eletrónico. Por exemplo, embora os clientes possam ver a aparência de uma máquina de lavar na cozinha apenas usando o telefone, eles também podem “experimentar” sapatos virtualmente em uma loja física.

Foto: iStock

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