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5G deve gerar R$ 5,5 trilhões para o Brasil, segundo estudo

A implementação do 5G deve gerar R$ 5,5 trilhões para o Brasil, com potencial de aumentar, em média, 1 ponto percentual no Produto Interno Bruto (PIB) do País por ano, entre 2021 e 2035.

O dado é de uma pesquisa feita pela consultoria OMDIA e a Nokia sobre o potencial do 5G para diferentes setores empresariais e para a economia brasileira, apresentada em julho em uma palestra online do evento Futurecom Digital Summit. O encontro antecipou as discussões da 22ª edição do Futurecom, evento de tecnologia, telecomunicações e transformação digital que ocorrerá em outubro, em São Paulo (SP).

No Brasil, o mercado aguarda o leilão de espectro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para adoção desta nova tecnologia, que trará transformações em todas as funções e níveis de negócios, impulsionando as inovações e impactando a sociedade como um todo.

O estudo da OMDIA indica seis verticais que serão as mais beneficiadas com a implementação do 5G no Brasil no período de 15 anos: tecnologia da informação e comunicações (US$ 241 bilhões); governo (US$ 189 bilhões); manufatura (US$ 181 bilhões); serviços (US$ 152 bilhões); varejo (US$ 88 bilhões); e agricultura (US$ 76 bilhões).

A avaliação leva em conta que 240 milhões de latino-americanos vivem em regiões sem oferta de banda larga e que 100 milhões estão em área de cobertura, mas não contratam o serviço por falta de recursos financeiros.

“São 60% dos domicílios sem banda larga fixa nessa região. E no Brasil, há 39% dos lares sem banda larga acima de 30 Mbits. Neste universo, há um grande potencial para as operadoras poderem incrementar a base de serviços com o 5G, com a oferta de banda larga fixa”, destacou o manager sênior da Americas OMDIA, Ari Lopes.

Segundo o chief solutions officer Latin America da Nokia, Wilson Cardoso, o 5G é um elemento-chave para o aumento da produtividade. “Com esse estudo, queremos abrir a porta da América Latina, começando pelo Brasil, para apresentar o real potencial desta tecnologia”.

Para o executivo da Nokia, a segurança é um ponto crucial. “Com o 5G tudo estará conectado, estaremos mais vulneráveis e suscetíveis a ataques que, certamente, não vão começar nos ambientes centrais das redes, mas podem iniciar por dispositivos de Internet das Coisas instalados nas casas, o que pode se propagar para dentro da rede. Temos que buscar um ecossistema que garanta que desde os dispositivos, passando pelos elementos de redes que concentra as informações dos sensores sejam seguros, combinem com câmeras de segurança ou logística e, assim, garantimos que esses dados sejam federalizados”, ressaltou Wilson, lembrando que a segurança de dados é dinâmica e baseada em Inteligência Artificial e Machine Learning.

Foto: Getty Images

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