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O ano de 2022 foi marcado pela digitalização acelerada do mercado de varejo, o que representou o crescimento de 75% no e-commerce brasileiro.

Além disso, os últimos anos foram impulsionados pelas vendas online por conta de todo o cenário e novo modo de consumir da sociedade.

Fabrizzio Topper da ESPM. Crédito: divulgação

“Os marketplaces ampliaram o alcance da presença digital em todo o território nacional e, até mesmo, internacional e oferecem também a chance do varejista aprender a converter na internet em termos de argumento, preço, oferta, gestão logística e atendimento” diz o professor no curso de Pós-Graduação Empresarial em Gestão Estratégica de E-Commerce e Negócios Digitais da ESPM, Fabrizzio Topper, em entrevista concedida ao Portal de Notícias da GS1 Brasil.

Além de proporcionar muito aprendizado ao varejista, é bem verdade que o  e-commerce caiu no gosto do brasileiro e as vendas online aumentaram muito durante a pandemia.

“Colabora para isso o fato de termos um grande consumo de smartphones no país – com mais de um aparelho por habitante, o que facilita o acesso à internet-, tecnologias de pagamento bem desenvolvidas, investimentos em logística de última milha e um cenário bastante favorável para o desenvolvimento de marketplaces”, completa Raphael Mello, CEO da LTM.

Porém, para 2023 a expectativa é de consolidação de novos modelos de negócios, relacionamento econômico e meios de pagamento, mantendo a tecnologia como direcionadora de tendências para o e-commerce e competitividade do mercado.

Diante desse contexto, a ESHOPPER, ferramenta comparativa de mercado, que analisa a jornada de compra online (desktop e mobile), preparou um ebook com 7 tendências para o e-commerce no próximo ano. Confira os principais tópicos:

1 – Omnichannel

Estratégias omnichannel são responsáveis por melhorar a experiência e relacionamento com o cliente nos diferentes pontos de contato, tipo de e-commerce e canais de vendas.

Segundo pesquisa realizada pela All iN e Social Miner, em parceria com a Opinion Box, 60% dos brasileiros passaram a consumir de forma híbrida, utilizando o varejo online e o físico.

E um estudo divulgado pela Harvard Business Review confirma que 73% das pessoas combinam o ambiente físico e digital na hora de comprar.

É importante esclarecer que faz parte da estratégia omnichannel não só oferecer múltiplos canais de compra, mas também garantir que eles conversem bem entre si e que sejam integrados.

2 – Big Data

bid data em diversos setores

Usado para definir um grande volume de dados que analisados e interpretados podem prever ou responder algo, o conceito Big data recolhe informações que podem ser obtidas internamente ou externamente de fontes diversas, como cadastro de clientes, redes sociais, pesquisa externa, análises de mercado, etc.

O uso correto e estratégico dos dados, servem para otimizar diversas ações de escalabilidade do e-commerce como aumento do retorno sobre investimento (ROI), redução do custo de aquisição de cliente (CAC), mais tráfego de consumidores em seu e-commerce e maior taxa de conversão de vendas.

Dentre as implementações de frontend de maior destaque que podem contar com o auxílio de Big Data estão as estratégias de cross-sell, em que vitrines de recomendações de produto baseadas em dados de histórico de busca do usuário são dispostas durante a navegação.

3 – Inteligência artificial

inteligência artificial

A ferramenta que aterrissou no e-commerce e que veio pra ficar está tão em alta que às vezes, as utilizamos sem nem perceber. Existem comandos que funcionam para detectar spam, excluir comentários falsos e recomendar produtos ou postagens para aumentar o envolvimento do consumidor.

Dentre os diversos tipos de inteligência artificial para e-commerce a pluralidade se baseia no objetivo de trazer resultados com muito mais agilidade e praticidade para o cliente e para a loja.

São fatores facilitadores tanto para quem vende quanto para quem compra. A IA lê dados e os repassa, conforme programado.

Um case de sucesso envolvendo inteligência artificial é o Carrefour em 2020.

Através da aplicação de softwares para analisar os KPIs com mais facilidade e o desenvolvimento de serviços como a CARINA, uma espécie de assistente digital para o consumidor, as vendas do marketplace cresceram 61,7% comparadas ao mesmo período de 2019, representando 21,6% do GMV total no terceiro trimestre.

Recomendação inteligente, pop ups de retenção e experiência personalizada são exemplos funcionais da revolução digital causada pela entrada da inteligência artificial nos e-commerces.

4 – Mobile commerce

Como aumentar as vendas com redes sociais

Uma pesquisa realizada pela StartSe em parceria com o instituto Pesquisa na hora, mostra que nove em cada dez brasileiros já têm o hábito de fazer compras ou pagamentos online. Os dados apontaram que cerca de 57% dos consumidores têm costume de fazer compras ou pagamentos online com frequência. O número cresce para 86,3% quando se soma aqueles que usam meios digitais “às vezes”.

Quando se fala em mobile commerce, é preciso ter uma atenção especial sobre a performance do site que, em diversos casos, tende a ser menor na utilização do mobile quando comparada ao desktop. Com isso, é importante ressaltar que olhar para métricas que envolvam tempo de carregamento da página e para uma boa execução de implementações que podem afetar a performance são ações que podem garantir vantagem competitiva.

5 – Marketplaces

Em linhas gerais, o marketplace funciona como um “shopping virtual”, onde os interessados podem comparar preços, materiais e avaliações de vários profissionais. Já os vendedores podem divulgar seus produtos e serviços neste grande e-commerce.

Quem é dono do marketplace consegue intermediar negócios e lucrar com as conexões estabelecidas. Outra super vantagem é que o administrador de marketplace não precisa se preocupar com fornecedores, estoque, fabricação ou entregas de produtos.

Vale lembrar que normalmente, o dono do marketplace cobra uma comissão em cima das vendas realizadas ou uma mensalidade dos vendedores.

Por outro lado, o administrador do “shopping online” cuida do marketing e garante a visibilidade estratégica do seu negócio. Entre as vantagens da modalidade estão mais visibilidade, boom de vendas e escalabilidade.

A Amazon é um exemplo de marketplace tradicional, focado na vendas de produtos físicos.

No início, a empresa vendia seus próprios livros, CDS e DVDs online. Mas com a oportunidade batendo na porta, a empresa reagiu às demandas do mercado e se tornou um dos mais conhecidos marketplaces do mundo.

6 – Social commerce

social commerce

Social commerce nada mais é que uma estratégia de vendas que utiliza as redes sociais para se aproximar do consumidor e vender mais. Seja através de conteúdos, anúncios pagos, ações com influenciadores, o importante é chegar no objetivo final: converter o consumidor ativo nas redes sociais.

É importante lembrar que além de vendas, a rede social é uma excelente ferramenta para fidelizar sua clientela.

Entre as redes sociais, o Instagram é responsável por 87% das vendas, validando seu potencial para social commerce. Isso porque, grande parte do público consumidor economicamente ativo marca presença nesta plataforma.

7 – Personalização

black friday personalização

A personalização é uma estratégia que aposta na exclusividade e na individualidade de cada consumidor, oferecendo produtos, serviços ou experiências verdadeiramente impactantes na vida do lead interessado.

Mas para isso acontecer, é preciso identificar traços, características e necessidades, e só assim, oferecer soluções para cada pessoa ou grupos pequenos e específicos de pessoas.

Entre os tipos de personalização disponíveis para o e-commerce estão de produtos, conteúdo, navegação e atendimento

O mercado do comércio digital está se encaminhando para a geração de experiências cada vez mais personalizadas, não pensando apenas na personalização por segmento, mas na personalização por usuário visitante. Isso tudo traz o grande desafio para o varejo de se atualizar rapidamente na fortificação de suas equipes técnicas para acompanhar essas tendências, que variam de complexidades simples à complexidades altas no que diz respeito aos métodos de implementação.

Foto: iStock

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