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Bastidores: as tecnologias por trás das grandes varejistas

Por conta das tecnologias, algumas comodidades, como a entrega super expressa ou o clique e retire, já são facilidades corriqueiras no dia a dia das pessoas.

Pode até ser uma ação simples, mas ao clicar em “confirmar compra” no app, uma diversidade de tecnologias é acionada nos bastidores do varejo para atender clientes cada vez mais exigentes e sedentos por agilidade. Uma delas é o sistema de gerenciamento de armazém (WMS).

Quando não se tem noção da complexidade de um armazém, é comum que se imagine os processos de compra e entrega de um produto iguais aos de uma loja, em que o atendente pega o item na prateleira e o entrega para o cliente. A realidade da operação de grandes varejistas, no entanto, é bem diferente.

Armazéns gigantes, que muitas vezes chegam a 100 mil m², com centenas de pessoas trabalhando e recebendo 50, 100 mil pedidos por dia, exigem um nível de administração e acuracidade muito elevado. As tecnologias, como o sistema de gerenciamento de armazém serve para controlar toda e qualquer movimentação envolvida, desde a visibilidade do que está para entrar até tudo o que sai.

Segundo Marco Beczkowski, Diretor de Vendas e Customer Success da Manhattan Brasil, o software gerencia de ponta a ponta todos os produtos, pessoas, máquinas e movimentações. “De forma resumida, o WMS tem que ter visibilidade do que vai entrar, acompanhar todo o recebimento e conferência, toda parte de controle de qualidade, armazenagem, ressuprimento dos endereços de expedição, a separação em si, a embalagem e por fim a expedição”.

Otimizar essa operação, com eficiência e uma boa velocidade, ao mesmo tempo em que mantém os custos baixos, é o objetivo de qualquer varejista. “É um balanceamento entre pessoas, trabalho, espaço, produtividade e demanda do cliente. O varejista precisa considerar o que foi prometido para o cliente: se eu vou ter que entregar em duas horas, preciso de uma tecnologia que me permita separar o produto em 20 minutos, por exemplo. O resto é em transporte até a casa do cliente”, exemplifica Marco.

Tecnologias de monitoramento: inovação evita ruptura de estoque

inteligencia artificial

Já no varejo físico, uma das dores da indústria é evitar prejuízos com a ruptura de estoque no ponto de vendas (PDV). Esse problema acontece quando o cliente deseja o produto, mas ele não está disponível na prateleira. Essas situações geram prejuízo, pois a venda não acontece.

Tecnologias como a  inteligência artificial podem evitar essas situações e ajudam a indústria a tomar decisões para melhorar a experiência do consumidor na hora da compra.

“O impacto de uma solução que usa reconhecimento por imagem e inteligência artificial gera dados altamente confiáveis. Isso permite rever estratégias e resolver os desafios da ruptura de estoque. O planejamento de reposição de produtos e a produtividade da equipe que atua nessa área são otimizados, assim, é possível focar nos problemas, agilizar a reposição e melhorar resultados”, explica André Krummenauer, CEO da Involves.

Foto: iStock

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