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Automação e dados ajudam hospitais e médicos sobrecarregados

Em época de pandemia, toda a atenção está voltada para as instituições e os profissionais da área da saúde, fundamentais no combate a doenças como a Covid-19.

Para auxiliar hospitais e médicos sobrecarregados, as instituições de saúde precisam estar equipadas com ferramentas e tecnologias que gerem eficiência e agilidade para garantir o melhor atendimento aos pacientes.

“Ao investir em automação, hospitais podem criar um banco de dados movido à Internet das Coisas, que conecta, instantaneamente e a partir de qualquer lugar, os profissionais a informações essenciais para a realização do trabalho de cada um, em prol do bem-estar e da recuperação mais rápida dos pacientes”, comenta o presidente da Zebra Technologies no Brasil, Vanderlei Ferreira.

Nesse sentido, o uso de dispositivos móveis permite acessar informações digitalizadas e acessíveis em tempo real, facilitando o trabalho dos profissionais de saúde, em termos de procedimentos, administração de medicamentos e identificação de exames e pessoas.

Uma pesquisa da Zebra sobre o uso da tecnologia em hospitais, mostra que, até 2022, 97% dos enfermeiros, 98% dos médicos e 96% dos farmacêuticos devem usar dispositivos móveis.

“Seguindo esta tendência, as empresas da área da saúde estão aumentando seu investimento em dispositivos móveis que coletam e exibem dados valiosos, minimizando os casos de erros humanos e tornando seus processos muito mais rápidos, o que é um imperativo em temporadas de crise como a que estamos passando com a Covid-19”, afirma Ferreira.

O estudo destaca também que o principal benefício do uso de dispositivos móveis pelos profissionais de saúde nos hospitais é a redução de erros em áreas como administração de medicamentos (61%) e rotulagem de coleta de amostras (52%).

As tecnologias móveis permitem que a equipe clínica gaste mais tempo ao lado do paciente. Isso porque, até 2022, a expectativa é que 91% dos enfermeiros acessem registros eletrônicos de saúde, bancos de dados médicos e de medicamentos (92%) e resultados de diagnóstico de laboratório (88%) usando um dispositivo móvel.

Os investimentos em mobilidade devem ajudar, ainda, a comunicação entre médicos e enfermeiros, a qualidade do atendimento ao paciente, e fornecer informações de localização em tempo real para agilizar os fluxos de trabalho.

Segundo o estudo, os Sistemas de Localização em Tempo Real (RTLS – Retail Time Location System) serão usados ​​para localizar desde equipamentos, suprimentos e produtos farmacêuticos até pacientes e funcionários. Essa visibilidade permitirá que os administradores aumentem a disponibilidade de leitos, o fluxo de trabalho da equipe e a segurança.

Código de barras auxilia a área da saúde

O presidente da Zebra Technologies no Brasil, também comenta sobre como outras soluções podem ser usadas para automação da área de saúde e suas principais funcionalidades.

“O código de barras, o mesmo que estampa a embalagem de produtos, é bastante usado para identificar pacientes, exames e medicamentos, oferecendo todas as informações relevantes, ao ser escaneado por um smartphone de uso hospitalar, por exemplo. A tecnologia ainda é valiosa ao monitorar e controlar suprimentos de produtos farmacêuticos, vacinas e bolsas de sangue. Além de indicar os níveis de estoque, eles também são sensíveis à temperatura, garantindo que vacinas e bolsas de sangue estejam sempre armazenadas em ambientes apropriados”, diz o executivo.

Segundo ele, há ainda devices que permitem a interação por voz e texto, mantendo toda a equipe informada e em comunicação constante. “Os profissionais também contam com a facilidade de tirar imagens em alta resolução, incluindo informações importantes ao histórico dos pacientes, permitindo a troca de opiniões com outros especialistas. Sistemas do tipo também são capazes de interpretar dados e emitir relatórios ou, até mesmo, alertas”.

De acordo com Ferreira, antes de investir em tecnologias do tipo, líderes de instituições de saúde devem estudar minuciosamente as necessidades de suas equipes e do ambiente hospitalar. “A implantação de smartphones e tablets de uso pessoal, por exemplo, não é recomendada, pois eles não são projetados para suportar quedas ocasionais ou desinfecção contínua. Além disso, também não possuem tanta capacidade de bateria ou oferecem a segurança necessária para a captura e armazenamento de informações médicas”, afirma o presidente da Zebra.

Foto: Getty Images

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