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B2Mamy acelera projetos de mães empreendedoras

Com o propósito de capacitar e conectar mães ao ecossistema de inovação e tecnologia para que sejam líderes e livres economicamente, nasceu, em 2016, a B2Mamy Aceleradora.

A fundadora, Dani Junco, se uniu a mais três sócias nesse projeto quando tinha seu negócio em outra área e se tornou mãe. Na época, ela fez um desabafo nas redes sociais sobre suas dificuldades em ser mãe e empreendedora. Foi então que marcou uma reunião na qual esperava cinco mulheres e apareceram 80 para discutir o assunto. Surgia, ali, uma oportunidade de negócio.

A CFO e co-fundadora da empresa, Ju Lopes, foi uma das mães que se uniu a esta causa e contou essa história para o público presente no Summit MPE, evento promovido em agosto de 2019 pela GS1 Brasil em sua sede na capital paulista.

Além disso, mostrou a realidade das mães no mercado de trabalho. “Pesquisas apontam que, a cada 10 mulheres, quatro não voltam a trabalhar após a licença maternidade. E, das que voltam a trabalhar, mais de 50% é demitida nos primeiros dois anos da criança”, constatou Ju Lopes.

Essa situação, gera um gap enorme na economia. “Estudos mostram que a mulher gasta três vezes mais do que o homem depois que ela vira mãe, porque são decisoras da compra e compradoras por impulsividade. Assim, quando elas não têm trabalho, não conseguem devolver seus ganhos ao ecossistema”.

Revertendo as dificuldades

Diante dessa dificuldade no mercado de trabalho, muitas mães resolvem empreender e a B2Mamy as ajuda a desenvolver as habilidades técnicas para apoiar a gestão da empresa.

Desde a sua fundação, a B2Mamy já falou com mais de 7 mil mulheres presencialmente em eventos e cursos, ajudou a tirar mais de 720 ideias do papel e acelerou 200 empresas. Além disso, criou um grupo fechado no Facebook, chamado de B2Manas, que tem quase 3 mil seguidoras para trocar ideias de empreendedorismo feminino.

“Desenvolvemos um evento, que chamamos de B2Mamy Start, no qual a mulher leva sua ideia de empreendedorismo e tem 4 horas de mentoria, onde a fazemos pensar sobre os prós e contras daquele ramo. Empreender pode ser lindo, mas também precisa ser economicamente viável”, advertiu a executiva.

A B2Mamy tem, ainda, um programa de aceleração, dentro do Google for Startups. “Somos encubados por eles. Nosso programa de aceleração dura quatro meses. Hoje essa mulher participa de vários conteúdos e conexões, tanto com professores do Google, como com docentes da rede, fazendo com que ganhem habilidades para que sua empresa siga adiante. E sempre usamos a tecnologia como mote para que negócio ganhe escala”, contou.

Apoio da comunidade

Segundo Ju Lopes, as mães empreendedoras têm três grandes dores: necessidade de aprender novas habilidades, trocar experiências com um grupo, e solidão/medo de ser mãe e empreender sozinha. “Notamos que as questões de habilidades e da troca de experiências conseguíamos resolver, mas a solidão ainda era uma dor latente. Resolvemos, então, investir em um espaço próprio”, contou.

A ideia era criar um ambiente onde as mulheres pudessem fazer networking constante e mentoria, participar de workshops, encontrar possíveis sócias para seus negócios e, além disso, levar suas crianças para um espaço baby friendly.

Para viabilizar o projeto, a B2Mamy abriu um crowdfunding e, por meio dele, conseguiu doações de 295 pessoas (entre homens e mulheres) somando R$ 165 mil. Dessa forma, conseguiu abrir um espaço para as mães empreendedoras no bairro de Pinheiros, em São Paulo(SP), mediante o pagamento de uma mensalidade.

Com tantas conquistas, Ju Lopes finalizou a palestra no Summit MPE com a seguinte mensagem: “Nunca subestime uma mulher que quer ser um exemplo para o seu filho”.

Quer adquirir mais conhecimento para a expansão dos seus negócios? Acompanhe os próximos Summits setoriais da GS1 Brasil.

Foto: pdp Filmes

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