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Bertucci traz inovação e tecnologia no setor de uniformes

“Quem disse que uniforme precisa ser feio?”. Esse foi o questionamento que motivou a Bertucci Smart Uniforms a inovar no setor de uniformes, oferecendo vestimentas confortáveis, personalizadas, bonitas e inteligentes. O CEO da empresa, Sergio Bertucci, contou essa história de reinvenção e sucesso durante o Summit MPE, evento promovido pela GS1 Brasil em agosto de 2019, na sede da entidade, em São Paulo (SP).

O grande diferencial é que o tecido utilizado pela Bertucci emprega nanotecnologia, que pode proporcionar mais de 10 benefícios diferentes, dependendo do interesse do usuário – uniformes com repelência a sujidades; antimicrobianos, que não geram cheiro de suor e criam barreiras químicas e biológicas; térmicos, que podem esquentar ou esfriar, entre outras variantes.

Os uniformes também são favoráveis ao meio ambiente. “A lavagem das peças economiza 40% de água e 60% de produtos químicos na comparação com um tecido comum. Além disso, gasta-se 40% menos energia para a secagem”, explicou Bertucci, salientando que os uniformes com nanotecnologia têm custo entre 10% e 12% superior àqueles que não adotam a solução e oferecem 50% mais durabilidade em relação a uma peça tradicional.

A empresa estuda a aplicação de logística reversa, na qual os uniformes usados passariam por um processo de reaproveitamento do tecido, para se tornarem novas peças.

Uma amostra da nanotecnologia aplicada aos uniformes pode ser conferida no Centro de Inovação e Tecnologia (CIT), da GS1 Brasil. A parceria da organização com a Bertucci também se estende à aplicação de padrões, já que todas as peças recebem etiquetas RFID para otimizar os processos de rastreabilidade e controle de estoque.

Dicas de empreendedorismo 

Antes de criar a empresa, em 2015, Sergio Bertucci passou por outras experiências como empreendedor. Em 1998, por exemplo, lançou, junto com a ex-mulher, a marca Just, na qual participava como estilista. Com campanhas estreladas por modelos como Fernanda Lima e Daniella Sarahyba, a marca chegou a ter cinco franquias, mas não vingou. “Faltou controle, administração, capital de giro”, lamentou. A saída foi vender metade do negócio para outro sócio, mas continuou sem sucesso, desta vez, por falta de sinergia de ideias. 

Em 2006, então, Bertucci entrou no segmento de uniformes e trouxe o toque da moda para segmento. O negócio durou 10 anos.

Essas experiências trouxeram ensinamentos importantes, como conhecer o segmento em que se pretende atuar. “Antes de abrir um negócio em determinada área, primeiro, conheça o setor, trabalhe como funcionário e veja se é do jeito que imagina. Leia todos os livros possíveis sobre o tema”, disse.

Outra dica do empresário é manter o máximo de profissionalismo possível – sem misturar as contas pessoais com as da empresa e tendo cautela na hora de estabelecer sociedades ou escolher profissionais. “Procure não envolver parentes ou amigos num negócio. As chances de perdê-los e de não alcançar o resultado esperado é grande”, finalizou.

Quer adquirir mais conhecimento para a expansão dos seus negócios? Acompanhe os próximos Summits setoriais da GS1 Brasil.

Foto: pdp Filmes

 

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