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Com Coronavírus, e-commerce amplia venda de itens de saúde

Pesquisa do Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce, mostra que em fevereiro de 2020 o varejo digital registrou queda de 7,7% no volume geral de vendas em relação ao mês anterior.

No entanto, a venda de itens de saúde disparou em fevereiro, com aumento de 177,5% no volume de compras de nebulizadores e inaladores e de 165% nas vendas de gel antisséptico. Essa alta tem relação com o crescente medo do Coronavírus no País, que tem provocado também a queda expressiva nos níveis da Bolsa brasileira e a redução da projeção para o PIB deste ano.

Segundo as informações levantadas pelo Compre&Confie, no período de 1 a 19 de fevereiro foram realizados 10,1 milhões de pedidos no varejo online, valor que representa queda de 7,7% em relação ao período anterior à divulgação da doença (de 4 a 22 de janeiro, de acordo com a pesquisa).

Nos dias de fevereiro analisados, o faturamento do setor foi de R$ 4,1 bilhões, queda de 5,2% em relação ao mesmo período de janeiro. “O Coronavírus tem influenciado diferentes setores e, no e-commerce, o anúncio da doença colabora para traçar o panorama de queda nas vendas no período. Com consumidores mais cautelosos durante o mês, houve redução significativa em pedidos e faturamento”, destaca o diretor executivo do Compre&Confie, André Dias

Apesar da redução, o prazo de entrega praticamente não sofreu alteração durante o período analisado: passou de 8,9 dias em janeiro para 8,2 em fevereiro.

Cresce a venda de produtos de saúde

Por outro lado, a preocupação dos brasileiros com a saúde puxou para cima as vendas de itens de saúde. De acordo com o estudo, nebulizadores e inaladores registraram aumento de 177,5% nas vendas em relação a janeiro e as vendas de gel antisséptico tiveram incremento de 165% no período.

“A venda dos itens relacionados à saúde mostra a preocupação dos brasileiros nesse período. A importância da prevenção e de manter a saúde em dia especialmente com as variações de temperatura pelas quais o Sudeste vem passando reforçam essa tendência”, destaca André.

Categorias que menos venderam em fevereiro

Os segmentos que apresentaram queda mais significativa em número de pedidos durante o mês de fevereiro foram: câmeras, filmadoras e drones (redução de 42,3% em relação a janeiro); papelaria (-30,5%) e games (-30%). Outras categorias que apresentaram considerável queda foram: eletrônicos (-19,4%);, suplementos e vitaminas (-14,7%) e brinquedos (-13,1%).

A categoria de moda e acessórios, carro-chefe de volume de vendas pela internet, apresentou queda de 10,9% no período.

“Registramos uma queda menos representativa para itens que possuem maior influência da produção nacional. Já categorias que dependem de componentes da China e outros países como, por exemplo Eletrônicos, podem estar relacionadas com o receio em consumir em adquirir produtos de países com maior incidência de casos do vírus”, analisa André Dias.

Foto: Getty Images

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