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Como as mães gostariam de ser representadas na publicidade?

De acordo com o IBGE, mais de 34 milhões de mulheres são chefes de família no Brasil, o que representa um aumento de mais de 100% em relação a 2001.

Elas estão no comando de 47,5% dos lares, e enquanto 92% se reconhecem como donas de casa, 83% se entendem como chefes de família, é o que aponta o mais recente estudo organizado pelo C.Lab, laboratório de pesquisas inhouse da Nestlé, em parceria com o Studio Ideias.

A pesquisa, realizada de maneira online com 700 mães chefes de família de todas as regiões do país, ouviu mulheres de diferentes classes sociais, entre 25 e 54 anos de idade e consideradas 100% provedoras financeiras da casa.

Apesar de 9% das respondentes mencionarem que a vida mudou para pior nos últimos cinco anos, 57% revelam que, apesar dos desafios, a vida mudou para melhor no mesmo período, enquanto 34% dizem que não perceberam mudança em nenhum dos dois sentidos.

“Esse estudo revela o quanto a pressão sobre a mulher ainda é grande, mas mesmo com tantas tarefas, elas seguem com um olhar positivo sobre a vida. Apesar de serem as responsáveis financeiras pelos lares, muitas delas ainda não compreendem a importância disso e se definem apenas como donas de casa, não como chefes de família. O peso é muito maior”, comenta a gerente de pesquisa de Mercado da Nestlé, Milena Shimizu.

Olhar próprio

O orgulho de ser quem são fala mais alto entre essas mães apesar de alguns empecilhos, 80% delas têm orgulho da mulher que se tornaram. No entanto, 65% acreditam que as mães chefes de família não são bem representadas na publicidade.

Além disso, metade das entrevistadas enxerga a tarefa de ser chefe de família como “um peso e um prazer”.

Quando questionadas como se sentem diariamente, essas mulheres apontam o cansaço em primeiro lugar, seguido por estresse, mas apesar desses pontos, elas também se sentem fortes e esperançosas. Apenas 48% das mulheres concordam com a frase “Eu escolhi ser chefe de família”.

Pontos de atenção

A pesquisa identificou temas para compreender melhor cada aspecto do que significa ser mãe chefe de família no Brasil. Foram elencados sete pontos e dentro deles analisadas as diferenças.

Papel social: nessa frente, a pesquisa identificou que ser mulher e chefe de família é diferente para homens e mulheres.

Na visão das entrevistadas, por exemplo, 64% concordam com a frase: “Um homem não seria capaz de dar conta sozinho do que eu faço”.

Trabalho | Renda: mesmo com todo o cansaço, 68% das entrevistadas concordam com a frase: “Apesar das dificuldades, prefiro me sustentar sozinha do que ser sustentada”, mas ainda assim elas sentem que o mercado de trabalho ainda não valoriza esses papeis, já que 44% dizem que “o fato de ser mãe cria dificuldades para a minha carreira”.

Além disso, elas pedem por mais respeito, 53% concordam a colocação: “Gostaria de ser mais respeitada no trabalho que estou hoje” como verdadeira.

Quase metade revela que não considera o salário justo, para 46% o fato de ser mulher faz com que ganhe menos do que deveria.

Consumo: a pesquisa identificou mistos de prazer e frustração entre as entrevistadas quando o assunto é consumo, 81% delas concordam que “entre comprar algo para mim e comprar algo para os meus filhos, geralmente opto por comprar algo para meus filhos”.

Na lista de prioridades, as necessidades pessoais ficam por último.

Futuro: a pandemia acabou mudando muitos planos para essas mulheres, que foram afetadas de diversas maneiras, mas que enxergam um futuro de oportunidades.

A preocupação maior segue com a família e 80% delas gostariam que as filhas crescessem com exemplos de figuras femininas fortes e independentes.

Foto: iStock

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