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Como será a retomada para as PMEs após 2ª onda da Covid-19?

2020 foi um ano de muitos desafios para a economia brasileira devido à pandemia, principalmente para as pequenas e médias empresas (PMEs).

A chegada da vacina no País trouxe grandes expectativas de melhora do setor, que apostava suas fichas na recuperação do negócio já para o primeiro semestre deste ano.

Contudo, a nova onda da Covid-19 interrompeu, mais uma vez, a retomada das PMEs.

Uma pesquisa do Sebrae, em parceria com a FGV, mostrou que o crescimento do faturamento para as PMEs vinha se mantendo desde abril de 2020, o mês mais crítico da crise até então – quando a queda das receitas chegou a 70%.

Mas, o número voltou a cair novamente em 2021, no mesmo momento da segunda onda de contágio do coronavírus.

Em fevereiro deste ano, a queda média das PMEs brasileiras foi de 40% em relação à pré-pandemia, retrocedendo ao mesmo patamar de agosto do ano passado.

Efeito sanfona preocupa

Para o CEO e cofundador da BizCapital, o efeito sanfona é preocupante para os pequenos negócios e a retomada do setor deve vir, de fato, com a aceleração da vacinação no país, provavelmente no segundo semestre de 2021.

“Sem dúvidas, a maior parte das pequenas e médias empresas foi afetada, direta ou indiretamente, durante a crise. E o reflexo disso atinge não só o empresário, mas também seus funcionários, familiares e o mercado de uma forma geral”, comenta Ferreira.

Como lidar com a nova onda de Covid-19

Não existe uma fórmula pronta para a recuperação e sucesso das empresas.

Ferreira afirma que o mais importante é que o empreendedor faça um bom planejamento baseado nas particularidades do negócio, repense seu modelo de vendas e pesquise as possibilidades de negociar prazos, taxas de juros com fornecedores, e dívidas ativas neste momento de crise.

O setor têxtil, por exemplo, sofreu grande impacto na pandemia, mas a costureira e empreendedora há mais de vinte anos, Gilza Morett, conseguiu buscar alternativas para lidar com as dificuldades ocasionadas pela crise do coronavírus.

“Só fica parado quem não procura alternativas. Organizamos nosso negócio para adequá-lo às novas necessidades e demandas de mercado. Fabricamos máscaras, mudei o nosso estilo para roupas confortáveis, e ainda aproveitei para fazer panquecas por delivery”, comenta Morett.

De acordo com Ferreira, diante desse cenário, as PMEs devem carregar os aprendizados que exercitaram na marra para se manterem de pé nesse início de 2021.

“Quem precisa se reinventar, deve começar já a correr atrás do prejuízo e reestruturar seu planejamento financeiro. Aposte na retomada e participe ativamente dessa recuperação. Ainda há tempo para se reerguer e crescer”, finaliza o CEO.

Foto: iStock

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