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Como tornar a loja física segura na pandemia?

Diante da pandemia pela Covid-19, o consumidor busca por elementos de segurança em loja, com receio de contaminação diante dos modelos tradicionais de varejo.

Patricia Cotti, do Ibevar. Foto: divulgação

A impressão de que a loja é um elemento de contaminação, faz com que os consumidores criem uma pré-resistência à circulação. E isso vai além das características de higiene, apesar de englobá-las.

“Lojas com exposição de muitos produtos, com filas, com gôndolas abrigando muitos produtos e muitas ilhas no caminho (o que sempre foi normal) dão ao consumidor a impressão de uma maior possibilidade de contaminação”, alerta a diretora executiva do Ibevar, Patricia Cotti.

Em entrevista ao Portal de Notícias da GS1 Brasil, a especialista afirma que, nesse cenário, o safety design ganha destaque e tem endereçado para estoques ‘invisíveis’; lojas mais clean; gôndolas mais baixas (com maior possibilidade de visualização); maior espaço de circulação (e reposicionamento das gôndolas e readequação das ilhas); organização de produtos (com maior espaçamento para o “toque” em um único e organização dos “cestões”); entre outros.

Acompanhe, a seguir, as dicas da especialista para propiciar uma loja física segura durante e pós-pandemia.

  • Utilização da máscara por todos os clientes e reforço pelo time;
  • Medição de temperatura corporal (e reforço da temperatura junto ao consumidor, para que ele saiba que isto está sendo realmente mapeado);
  • Revisão das regras de acesso a loja e horários de funcionamento, com base nas características de cada empresa, de forma a evitar aglomerações e garantir que os clientes mantenham um distanciamento de, pelo menos, dois metros;
  • Readequação das filas e caixas. Um erro muito comum é o espaçamento das filas, mas a abertura de caixas lado a lado (o que faz com que os consumidores mantenham distância na espera, mas se aglomerem no pagamento);
  • Ampla disponibilidade e acessibilidade aos sistemas de higienização das mãos e de produtos,  com soluções hidroalcóolicas;
  • Em lojas em que o toque do produto é corriqueiro, luvas descartáveis devem ser disponibilizadas para que os clientes possam escolher os itens de forma independente;
  • Instalações para lavagem das mãos e materiais de limpeza devem estar prontamente disponíveis para os funcionários;
  • Caixa com protetores contra espirros (por exemplo, painéis);
  • Incentivo do uso de meios de pagamento por aproximação e constante higienização dos meios de cartão comum;
  • Uso de luvas e máscaras pelos funcionários do caixa e da loja, independentemente do toque direto no produto. O consumidor deve ter a sensação de que se o toque ocorreu, estava protegido;
  • Readequação das gôndolas para layouts mais espaçados;
  • Readequação do mobiliário para que o consumidor tenha visibilidade de toda a loja;
  • Trabalho com iluminação, com lojas mais claras. A maior iluminação dá a sensação de uma maior limpeza;
  • Cartazes e informativos sobre prevenção e como ela está sendo tomada dentro da loja, com valorização do elemento humano e de saúde dos consumidores e funcionários;
  • Maior espaçamento na exposição de produtos.

Foto: iStock

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