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Como mudou o comportamento do consumidor na internet?

A pandemia da Covid-19 impulsionou o surgimento de um novo perfil de consumidor pela internet, ao mesmo tempo que mudou a relação de produtos mais vendidos na rede.

Consumidores com mais de 55 anos aderiram ao e-commerce, enquanto os alimentos passaram à frente de categorias tradicionalmente líderes em venda on-line, como a de moda. Além disso, a sustentabilidade dos produtos e das entregas passou a ser considerada pelos usuários do e-commerce.

Estas são algumas das conclusões da pesquisa E-Shopper Barômetro 2020, realizada anualmente pela rede DPDgroup, a líder em entregas expressas da Europa e controladora da Jadlog, uma das maiores empresas de transportes de cargas fracionadas do Brasil e a transportadora privada mais utilizada pelo comércio eletrônico.

A pesquisa, identificou os impactos da pandemia no e-commerce e revelou uma mudança no ranking das categorias mais compradas, novos hábitos e expectativas dos e-shoppers.

Perfil do consumidor

Na avaliação de 81% dos consumidores on-line brasileiros, comprar pela internet é uma maneira de economizar tempo, e para 71%, de gastar menos. Segundo 64%, as compras no varejo virtual reduzem muito o estresse de comprar em lojas físicas.

Até 2019, 45% dos consumidores representavam 85% das compras on-line, mas, a partir de 2020, outros perfis de público aderiram ao e-commerce, entre eles, o consumidor on-line sênior, com 55 anos ou mais; que passou a comprar recentemente pelo e-commerce e que realiza as compras em lojas em que confia e é menos exigente em termos de opções de entregas.

As medidas de isolamento social, especialmente das pessoas mais velhas, influenciaram este novo perfil e afetaram os hábitos dos consumidores em geral, que passaram a experimentar marcas e lojas menores, em detrimento das grandes marcas.

O comércio fechado elevou a demanda pelo delivery e o uso de lockers. As entregas sem contato prevaleceram, e destacaram-se as opções flexíveis de entregas, como a possibilidade de escolher a data e hora.

As compras de alimentos, antes um produto de nicho, tiveram um crescimento de 95% na internet entre março de dezembro de 2020, superando a categoria moda e ficando no topo da lista.

O movimento dos consumidores de comer mais em casa na pandemia impulsionou a demanda por comidas saudáveis, guloseimas e refeições prontas. No geral, produtos tecnológicos, cosméticos, móveis domésticos do tipo faça você mesmo (DIY) e equipamentos esportivos também tiveram grande crescimento no período.

Consumidor atento à sustentabilidade

Segundo a pesquisa, a pandemia também trouxe uma conscientização maior por parte das pessoas em relação à sustentabilidade.

Os e-shoppers reavaliaram suas compras e o impacto ambiental delas, e isso se traduziu em forte crescimento do mercado de segunda mão, maior demanda por opções de entrega ecologicamente corretas e maior atenção à reciclabilidade dos produtos.

A explosão do e-commerce foi um fato, mas a dúvida daqui para frente é se os consumidores continuarão fiéis ao comércio eletrônico, se as compras de alimentos permanecerão no topo e se o interesse por lojas menores e desconhecidas vai continuar.

Estudos indicam que sim, de modo que a experiência geral de compra deve permanecer positiva e as empresas devem manter seus esforços para obter uma pegada de carbono reduzida, incluindo mudanças na entrega e fabricação de produtos.

Foto: iStock

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