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Demanda de supermercados e e-commerce requer logística 4.0

A ideia de que o isolamento social faz com que empresas e pessoas evoluam em tecnologia está cada vez mais latente. Marketplaces, supermercados e varejo de vizinhança de itens básicos, se tornam a garantia do abastecimento da população enquanto mantemos a quarentena. Diante disso, as oportunidades estão mais próximas das empresas alinhadas com o conceito de Logística 4.0.

Tanto para abastecer as gôndolas do varejo com a eficiência que o momento exige quanto para fazer com que os pedidos cheguem em prazos mais estreitos, a logística é a chave. A gestão da cadeia de abastecimento demanda identificação baseada em padrões de tudo que vai ser controlado – de produtos a unidades logísticas como paletes, contêineres e lotes – e a captura das informações de movimentação, desde o fabricante até a chegada das mercadorias no varejo.

O padrão mais comum e reconhecido globalmente para essa identificação e captura é administrado pela GS1, é o elo de interoperabilidade na complexa combinação de tecnologias. Um exemplo é a identificação GTIN – Número Global de Item Comercial, também conhecido como EAN, que é o nome deste tipo de código de barras

No País, a GS1 Brasil é a certificadora deste padrão e orienta tecnicamente os players como tirar mais proveitos do conceito da logística 4.0. Entre eles, estão as oportunidades de potencializar a eficiência nos processos automatizados no supply chain, reduzir prazos, aumentar a capacidade logística e diminuir custos operacionais. Como resultado, os integrantes da cadeia de abastecimento ganham mais produtividade, competitividade e fidelização dos clientes.

As empresas que pretendem intensificar suas vendas nas plataformas de e-commerce neste momento de crise têm buscado Alibaba, Google Shopping, eBay e Amazon, além do grupo CNova Marketplace, que opera as bandeiras virtuais Extra, Casas Bahia, Ponto Frio e Cdiscount.

Estas plataformas demandam o GTIN como a identificação de referência e aplicação do código de barras EAN para apoiar a logística de entrega aos clientes; a organização dos dados para utilização em ferramentas de analytics e inteligência artificial aplicados a análise de preferências, tendências de consumo; garantir a autenticidade do produto validando no CNP – Cadastro Nacional de Produtos da GS1.

E os consumidores, por estarem comprando mais pelos canais online, começam a perceber que o GTIN pode ajudá-los na consulta por um item específico no momento da compra. Nos portais de comparação de preços, por exemplo, evita-se que produtos similares sejam confundidos com o que se deseja.

Evidência disso é o resultado de pesquisa realizada pela GS1 Brasil com o apoio da GfK Brasil, a qual revela que o uso de aplicativos (apps) de comparação de preços tornou-se mais comum, com crescimento de 15 pontos percentuais de 2017 para 2019, sendo adotado por 37% dos entrevistados.

Os apps em que o usuário pode adquirir ou vender produtos lideram a lista na categoria Compras, sendo utilizados por 80% dos respondentes, seguida de apps de lojas (47%) e de leitor de código de barras (40%). Na categoria Serviços, aumentou o interesse por apps de restaurantes como os de delivery, que são acessados por 42% dos entrevistados, o que representa aumento de 9 pontos percentuais em relação a 2017.

Os números do estudo reforçam que muitos consumidores já estão se atualizando à uma realidade mais conectada. Em um cenário mais atual, com todos se adaptando às restrições impostas pela Pandemia do Covid-19, a adoção de novas tecnologias auxiliam a vida do consumidor. O futuro está aí e devemos nos preparar para uma vida muito mais online.

João Carlos de Oliveira é presidente da GS1 Brasil.

Foto: Marcello Vitorino

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