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Edge computing e inteligência artificial no varejo

Um dos principais setores da economia global, com previsão de ultrapassar os US$ 31 bilhões neste ano, o varejo tem encontrado na tecnologia um importante aliado para manter seu crescimento.

Mesmo perante alguns desafios, como a pressão inflacionária em grande parte do mundo, soluções de ponta como edge computing e inteligência artificial estão ajudando as empresas do setor a modernizar suas operações, levando à economia de custos e ao aumento de receita.

“A edge, juntamente com a inteligência artificial/aprendizado de máquina (AI/ML), também chamada de Edge AI, simplifica processos de gestão e amplia a personalização, oferecendo experiências mais aprimoradas aos clientes. Essa combinação de soluções pode ser usada para capturar interações e compreender as principais necessidades e anseios dos consumidores, ao mesmo tempo em que cria espaços de trabalho mais eficientes para os colaboradores”, afirma German Soracco, vice-presidente Commercial Sales para a América Latina, na Red Hat.

Edge AI desenhando o futuro do varejo

Edge computing varejo

A edge computing permite processar dados mais próximos de dispositivos, sensores e outras fontes de informação, possibilitando extrair insights em tempo real e aplicá-los em todos os processos do negócio: da logística à frente de caixa. A edge também habilita o uso de aplicativos baseados em inteligência artificial e/ou Aprendizado de Máquina (AI/ML), o que auxilia em uma tomada de decisão mais rápida e eficaz.

No varejo, isto significa aproximar os dados da loja, dos centros de distribuição e dos terminais dos clientes, como as máquinas de self-checkout.

O processamento de dados localmente reduz a latência e aumenta a performance, resultando em maior resiliência e inteligência operacional.

A análise de dados em tempo real personaliza experiências de compra e contribui para aumentar a receita dos varejistas, com soluções como etiquetas digitais, vitrines inteligentes, aplicativos móveis próprios, integração omnicanal e outros recursos de compras virtuais.

Tendências e padrões

inteligência artificial

A Edge AI ainda otimiza a alocação de pessoal, a gestão de estoques, o rastreamento de demanda e monitoram os principais indicadores de desempenho (KPIs), identificando tendências e padrões nos dados dos clientes. Isso é importante porque o consumidor deseja – e demanda – personalização.

Pesquisa realizada pela 451 Research nos Estados Unidos mostrou que a frustração em uma experiência de compra pode trazer ao setor US$ 37,7 bilhões em vendas perdidas a cada ano.

“Hoje, os consumidores esperam praticidade, facilidade e controle na hora da compra, seja ela na loja física, online ou em canais móveis.

Tal comportamento exige que os varejistas construam sistemas que apoiem o varejo omnicanal de ponta a ponta, incluindo gestão de estoque, gerenciamento do relacionamento com o cliente e sistemas de automação de marketing; algo que a Edge AI pode oferecer”, diz Márcio Serra Senior Manager de mercados financeiros e bancários para a Red Hat Brasil.

Personalização e segurança

Inteligência artificial IA

O poder de escolha e a personalização são as bases para a próxima década do varejo.

Assim, a implementação de dispositivos de Internet das Coisas (IoT), como sensores, câmeras e etiquetas de identificação por radiofrequência, são fundamentais para capturar dados sobre o comportamento do cliente, que podem ser analisados para oferecer experiências personalizadas e melhorar a fidelização dos consumidores.

Sensores que capturam o movimento e a interação, rastreando os níveis de atividade na loja, trazem insights que podem ser transformados em importantes estratégias de vendas.

Mas a tecnologia não se limita a ofertar bons produtos e serviços no momento certo e para a audiência esperada. A aplicação da edge computing com suporte de IA também tem um foco importante na segurança – uma preocupação constante para empresas de varejo, bancos, mineração, entre outras.

“O uso da edge e da inteligência artificial facilita a detecção de ameaças, podendo ser usadas para apoiar proativamente o monitoramento de segurança e prevenção de perdas por meio de métodos como vigilância por vídeo inteligente. Além disso, ajudam a controlar acessos, adicionando camadas de autenticação e melhorando as capacidades de resposta preditiva e proativa”, explica Alejandro Raffaele, head of Enterprise Sales, América Latina, na Red Hat.

Modernizar e integrar: as chaves para um varejo eficiente

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As soluções edge para o varejo podem ser pensadas em três níveis de implementação: no datacenter corporativo/nuvem híbrida, na plataforma de containers no(s) local(is) da loja e em uma variedade de dispositivos. Porém, nessa jornada de inovação, a tecnologia legada, normalmente com aplicações isoladas e monolíticas, aparece como um desafio.

Para abordar adequadamente a transformação do varejo, é necessária uma infraestrutura de TI moderna e unificada, preferencialmente construída a partir de uma base open source.

“O código aberto facilita a integração entre as soluções legadas e as tecnologias de ponta, a partir de plataformas que oferecem serviços de computação, armazenamento e rede mais perto de fontes geradoras de dados, como locais físicos de varejo”, explica Thiago Araki, diretor sênior de tecnologia para a América Latina na Red Hat.

Foto: iStock

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