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Edge computing é nova tendência tecnológica para 2020

A tecnologia de edge computing ou computação de borda – que possibilita fazer uma análise de dados mais ampla e rápida, gerando insights e ajudando a melhorar a experiência do cliente – deve ter um crescimento significativo nos próximos anos.

A estimativa é de que os serviços de nuvem aliados à edge cresçam 50% em 2020, sobretudo entre os provedores de cloud, companhias de telecomunicação e data centers. No Brasil, a edge computing já é usada por grandes plataformas de e-commerce, no segmento financeiro e de ensino a distância.

Mas o que é edge computing? Segundo o diretor de marketing da Azion, Eliezer Silveira Filho, a edge computing é um modelo computacional que agrega inteligência ao processamento de dados, códigos e regras de negócios, orquestrando cada processo a fim de garantir a melhor conectividade possível entre os dispositivos e o servidor mais adequado para o processo, com base em um conjunto de critérios que envolve, por exemplo, distância geográfica, disponibilidade e segurança.

“Com a implementação da edge computing para executar uma aplicação na web, é possível obter ganhos significativos em termos de: latência, tempo de resposta, conectividade, disponibilidade, segurança, escalabilidade e custos”, diz.

Segundo ele, “com o espaço que a transformação digital ocupou social e corporativamente, aspectos como eficiência, velocidade e segurança seguem cada vez mais importantes para o avanço da tecnologia. Dependendo do tipo de negócio, oscilações nesse sentido, mesmo que relativamente pequenas, podem gerar prejuízos, danos à experiência do usuário, perdas de oportunidades e vendas, exposição a dados sensíveis e descumprimento de cláusulas de Service Level Agreement (SLA). Superar essas e outras adversidades requer, antes de tudo, métodos de processamento modernos e inteligentes. Eis que entra em cena a edge computing”.

O executivo da Azion listou seis tendências para aplicação da edge computing em 2020. Confira.

1.Contribuição para a experiência do usuário

Segundo a Forrester, a experiência do usuário é a chave para a edge computing. Globalmente, 54% dos tomadores de decisão estão implementando a tecnologia porque acreditam que seu maior benefício é a flexibilidade para suportar demandas de Inteligência Artificial (IA).

A IA e o Machine Learning são imprescindíveis para identificar o comportamento do usuário e promover otimizações que possam impactar positivamente na experiência que ele tem com o aplicativo.

2. Expansão do ecossistema em nuvem

A edge computing impulsiona a capacidade de processamento de dados, fazendo com que as aplicações funcionem de maneira mais rápida e eficiente. A tendência é que a tecnologia ganhe um fôlego maior em 2020. Isso porque a variedade de produtos está crescendo e a edge computing, em processo de expansão, pode trazer uma série de vantagens competitivas a quem adotá-la.

3. Crescimento nas telecomunicações

A edge computing se tornou a maior área de interesse e investimento na indústria de telecomunicações, impulsionada pela necessidade de melhorar a experiência do usuário, bem como habilitar e dar suporte a novos modelos de negócios. A expectativa é de que as companhias de telecomunicações representem grande parte do crescimento da edge computing em 2020, sobretudo em função da chegada da quinta geração de Internet móvel, a tecnologia 5G.

Com a cobertura do 5G, a hiperconectividade será beneficiada pela banda larga de alta capacidade, que também viabilizará a conexão de diversos dispositivos sem perda de qualidade do serviço. A edge computing terá um papel fundamental para assegurar não somente o poder de conectividade. Questões como latência, disponibilidade e tempo de resposta também são otimizados por meio de sua implementação.

4. Aplicação de Blockchain em redes de edge

Numa definição básica, Blockchain é uma tecnologia que consiste no registro de dados em um bloco protegido por criptografia e que se aplica a diversas atividades, tais como transações de criptomoedas e cadeia de suprimentos. A edge computing permite que a comunicação entre um dispositivo e a rede de Blockchain aconteça com mais agilidade, sem os problemas de latência que a tecnologia enfrenta hoje em dia, dando suporte, assim, a novos tipos de aplicações baseadas em blockchain.

A necessidade de processamento mais rápido e eficiente será ainda maior nos próximos anos, pois o blockchain será usado para autenticar mais de 30% dos conteúdos em vídeo e notícias no mundo todo em 2023, por iniciativa de organizações e administração pública que têm em vista conter a disseminação de fake news.

5. Automação de tarefas que exigiam controle humano

A adoção de hiperautomação, que visa promover a automação de tarefas mais complexas que requerem controle humano, se destaca entre as principais tendências para 2020. A aplicação do conceito abrange tanto o uso de tecnologias avançadas quanto o aprimoramento da automação mais convencional. A partir desse ano, será mais comum nos depararmos com atividades sendo executadas por meio de Inteligência Artificial e aprendizado de máquina. Ao mesmo tempo em que há muita inovação por trás disso, as tecnologias avançadas trarão mais sofisticação e robustez a tarefas comuns, como monitoramento em tempo real e análise de dados.

Implantar a hiperautomação é um passo importante para a criação de espaços inteligentes e mais conectados. Nesse contexto, a edge computing viabiliza a prática ao fornecer escalabilidade, conectividade, processamento e latência mínima, além do baixo custo em relação a outros modelos computacionais.

6. Empoderamento da edge computing

Os recursos e as funcionalidades da edge computing estão se tornando cada vez mais aprimorados. De acordo com o Gartner, os dispositivos de edge complexos (veículos autônomos, robôs, drones, entre outros) estão influenciando diretamente nessa aceleração. A expectativa é de que se tenha no mundo, até 2023, 20 vezes mais dispositivos inteligentes conectados à edge do que em funções de TI convencionais.

“Com base nessas tendências, podemos afirmar que na era digital, os dados trazem desafios, mas também grandes oportunidades para a tomada de decisões, especialmente quando a prioridade é a experiência do cliente. A edge computing será o diferencial competitivo fundamental na guerra da informação digital e decisivo para a continuidade e sucesso dos negócios. Sair na frente nesta nova era da computação será fundamental para quem busca se diferenciar e maximizar resultados com segurança. Certamente 2020 será o ano da edge computing no Brasil”, afirma Eliezer Silveira Filho.

Foto: Getty Images

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