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Empresa lança ecossistema de inovação para setor de alimentos

A Planta 2.0 acaba de lançar um ecossistema de inovação que integra consumidores, startups, big data e indústrias de alimentos para ajudar as empresas do setor a lançar novidades de acordo com as necessidades do mercado, seja em produtos ou serviços.

Evolução da Planta 1.0, plataforma de inovação colaborativa na área de alimentos colocada no ar há quatro anos para ouvir a voz do consumidor, a versão da Planta 2.0 ampliou os serviços e as relações com grandes empresas de alimentos e startups para otimizar o ambiente de inovação para a viabilização de soluções para o mercado alimentício.

“Nosso propósito é estimular a conexão entre as necessidades das indústrias e das pequenas empresas, além de trazer insights de consumidores para o desenvolvimento de novos produtos, potencializando a implantação de inovações para toda a cadeia produtiva”, explica o head da Planta 2.0, Daniel Mendes.

A Planta 2.0 possui uma equipe com expertise no mercado de startups, digital e segmento de alimentos, com sede em São Paulo (SP), e conta com o fomento da Duas Rodas, que atua na fabricação de aromas e ingredientes para as indústrias de alimentos e bebidas.

Programas de inovação aberta

A nova versão da plataforma turbinou o campo de atuação com dois programas simultâneos de inovação aberta voltados ao mercado de alimentação:

  • Voz do Consumidor tem a missão de captar ideias das pessoas sobre necessidades e expectativas de alimentos inovadores, que podem servir de insights para criação de produtos para equipes de pesquisa e desenvolvimento de empresas alimentícias;
  • Catálise é o outro programa de aceleração, com foco em resolver grandes desafios da cadeia produtiva do setor, estabelecendo a conexão das empresas alimentícias e startups do mercado, com o objetivo de trazer resultados práticos, como o desenvolvimento de novos produtos e serviços.

“O programa Catálise foi concebido para priorizar a atuação prática com foco em fechamento de negócios e métricas voltadas à obtenção de melhorias operacionais para as empresas de alimentação. Certamente, este é um grande atrativo para as startups, que terão a oportunidade de relacionar-se comercialmente com grandes empresas de forma efetiva”, explica Daniel.

De acordo com ele, as empresas que submeterem desafios por meio do Catálise terão uma visão clara a respeito das melhorias operacionais que esperam e o quanto desejam investir. Para alcançar esta assertividade, há etapas que foram definidas no processo para os participantes: aplicação, seleção, escopo, métricas de sucesso, entrega e avaliação. Além do papel de acelerador do processo, a Planta 2.0 irá acompanhar, juntamente com as indústrias se as métricas de sucesso combinadas durante o programa fora de fato alcançadas, para potencialmente seguirem com um relacionamento comercial maior com as startups envolvidas.

Plant based: o primeiro desafio

Os dois programas estrearam com um tema atual para o universo da alimentação, uma tendência global de consumo que tem avançado em diferentes categorias, trazendo grandes desafios para as indústrias, que é “Plant based” (alimentos à base de vegetais).

A cada quadrimestre a Planta 2.0 colocará no ar um novo tema, que chama de “causa”, conectado às necessidades do mercado para estimular a busca de insights e soluções para o setor que atendam os novos desejos dos consumidores.

Em paralelo às “causas”, a plataforma tem um canal aberto para as grandes empresas lançarem os seus desafios específicos de negócios em busca de parcerias com startups para o desenvolvimento de projetos de solução.

Big data traz insights sobre consumidor

Conhecer com profundidade hábitos, preferências, opiniões e perfil sociodemográfico dos consumidores permite trazer maior assertividade a iniciativas das empresas no lançamento de produtos e serviços. O serviço de big data e inteligência artificial da Planta, o Socialiment, foi concebido para oferecer informações que proporcionem insights importantes sobre o mercado consumidor.

“A indústria de alimentos, através da Planta 2.0, poderá ter uma visão mais clara do comportamento e dos anseios dos consumidores e uma conexão mais próxima com startups, atingindo assim vantagens competitivas para atender melhor aos anseios de um mercado cada vez mais exigente e conectado”, destaca o Head.

Webinares gratuitos

A plataforma reúne uma equipe de influenciadores, pessoas de conhecimento especializado na área da alimentação e da inovação, que compartilham textos, vídeos e conteúdos autorais voltados à área na plataforma.

Uma série de webinares e de cursos online gratuitos foram lançados em março e já abordaram temas como “Inovações em tempos de crise” e “Um banquete cultural”, atraindo mais de 300 inscritos dentre consumidores, startups, empresas e pesquisadores.

O próximo webinar, programado para o dia 21 de maio, será realizado em parceria com a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), sobre o tema “Investimentos em Startups nos tempos de crise”, com o palestrante Felipe Cardoso Gelelete, gerente de empreendedorismo e investimentos em startups e analista de projetos na Finep desde 2008.

Foto: Getty Images

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