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Estudo aponta os impactos da falta de tecnologia na saúde

A Royal Philips, empresa que atua na área de tecnologia de saúde, acaba de divulgar o estudo anual Future Health Index, que mostra os desafios de 16 países com relação a três indicadores no sistema de saúde: acesso, satisfação e eficiência. Segundo o CEO da Philips Brasil, Renato Garcia Carvalho, os resultados brasileiros mostram que o sistema do País não tem seu valor percebido em eficiência e efetividade e está abaixo da média de 16 países. “Isso nos revela um espaço para melhora no sistema de saúde e uma oportunidade para educar o mercado nacional sobre como a tecnologia e os novos modelos de negócio podem melhorar o acesso e a qualidade de cuidados, assim como a redução de custos”, destaca.

Os dados revelam que, apesar de o Brasil estar abaixo da média no quesito análise de dados, a população (25%) assim como os profissionais de saúde (30%) no País, são a favor do uso de ferramentas de assistência médica habilitadas por Inteligência Artificial que forneçam orientação, possibilitando um impacto positivo no processo de melhoria da assistência médica hoje.

Insights da pesquisa da Philips sobre tecnologia em saúde no País

• Com índice de 8,97 (contra a média de 28,57 entre os demais países), a os pontos de coleta de dados no Brasil é baixa pela falta de um prontuário eletrônico universal.
• No que diz respeito à análise de dados, o Brasil possui um dos níveis mais baixos entre os países participantes do FHI, como mostra os quase 32 pontos de diferença entre o País e a média dos 16 países (Brasil 6,44 contra 38,39 na média). O baixo resultado pode ser atribuído ao baixo gasto per capita no uso de inteligência artificial em diagnóstico preliminar e no planejamento terapêutico.
• Mais de ¾ dos entrevistados no Brasil acreditam que serviços de saúde conectados são importantes para aperfeiçoar os cuidados em todas as fases do contínuo da saúde. Enquanto 80% concordam que é importante melhorar a saúde geral da população, muitos indicaram que usariam tecnologias para a saúde se profissionais da área recomendassem (43%) ou se houvesse subsídio do governo (51%).
• A adoção de dispositivos vestíveis para atividade física está abaixo da média entre os 16 países, potencialmente devido a uma falta de infraestrutura de tecnologia que possibilite outros usos para esses aparelhos.
• Considerando os índices do estudo em relação ao Brasil, há oportunidades de investimento em soluções de telemedicina, diagnóstico e tratamento. As fraquezas na infraestrutura de tecnologia podem estar obstruindo a adoção de facilitadores digitais, colocando o País abaixo da média dos 16 países para os cuidados de saúde.

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