Com a chegada de 2024, o varejo também começa a se preparar para acompanhar tendências e, principalmente, estar mais próximo do consumidor.
De acordo com a agência de classificação de risco Fitch Ratings, divulgado no início do mês de dezembro, o varejo terá um período de recuperação gradual, com a redução das taxas de juros, o controle da inflação e a diminuição da taxa de desemprego.
Para acompanhar esse movimento, o varejo passará por adaptações que envolvam mudanças da própria cultura organizacional e da adoção de novos mecanismos para integrar o setor no próximo ano.

Douglas Pena da Minha Quitandinha. Crédito:
Pietro Pozzebon
Douglas Pena, CRO da Minha Quitandinha reforça a importância dessa renovação no setor.
“É necessário buscar adaptações e soluções que atendam todas as pontas do varejo, beneficiando quem produz, quem distribui e quem consome”.
Para isso, o executivo listou algumas das tendências que serão destaque no próximo ano, confira:
Em 2023, houve um grande crescimento das lojas autônomas pelo Brasil, e essa tendência continuará no próximo ano.
Segundo um levantamento realizado pela Gouvea Consulting, empresa de consultoria de varejo, estima-se que existam mais de 5 mil estabelecimentos desse tipo no país.
Desta forma, pagamento por meio de totens, QR codes e outras formas de self-checkout ganham espaço em condomínios residenciais, corporativos e também em outros espaços, como até em estações de transporte público.
“O investimento no mercado autônomo é o reflexo de uma nova necessidade do consumidor, que deseja ter acesso aos produtos e serviços de forma personalizada, prática e tecnológica”, afirma o executivo.
Soluções de automação alinhadas à Inteligência Artificial (IA) oferecem mecanismos que facilitam processos de operação dos negócios, como gerenciamento de estoques, gestão personalizada às necessidades dos empreendedores, como um grande dashboard com todo o fluxo do empreendimento.
“A incorporação destas tecnologias contribuem para o aprimoramento estratégico da logística dos estabelecimentos, indo muito além da entrega ao consumidor final. Além disso, o uso de IA pode auxiliar na precificação de produtos, previsibilidade de compra e até mesmo nas projeções de vendas e faturamento”, explica Pena.
Como uma das consequências da automação, a digitalização integra o pacote de serviços e passa a ser essencial para proporcionar uma nova experiência ao cliente.
Incorporar ferramentas que promovam essa integração, como reconhecimento facial, aplicativo próprio para atendimento, o próprio self-checkout personalizado, alinhado a oferecer o melhor produto, com custo-benefício e facilidade na hora da compra, que pode ser feita até mesmo andar de baixo de casa, pode ser considerada uma das grandes tendências para 2024.
“Por menor que seja a interação digital, ela ainda é uma das principais ferramentas para gerar conexão e fidelização dos consumidores. Além disso, ela é essencial para entender a jornada do cliente”, comenta o CRO.
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