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GIC completa 20 anos com novas soluções para automação do varejo

Irineu Fernandes, da GIC Brasil. Foto: Nicola Labate

Em 2021, a GIC Brasil completa duas décadas no mercado nacional, sempre com foco em desenvolver soluções inovadoras de gestão automatizada para o varejo alimentar, ampliando o portfólio de soluções.

Para celebrar essa data, o CEO da empresa, Irineu Fernandes, concedeu uma entrevista exclusiva ao Portal de Notícias da GS1 Brasil, contando um pouco sobre as forças da companhia, novas apostas e como tem operado para atender as novas demandas do varejo, especialmente diante da pandemia.

Com o avanço do e-commerce no varejo alimentar, a empresa está lançando a solução MESK, que integra etapas importantes da retaguarda física à demanda digital, que cresceu exponencialmente.

“Oferecemos soluções que chegaram para proporcionar uma operação ótima das lojas físicas. Assim, o uso do sistema RUB, que atua com a gestão em loja, foi intensificado. Também partimos para criar novas soluções para apoiar toda a expansão das vendas digitais, que têm gerado estresse na retaguarda física do varejo”, disse o executivo.

Acompanhe, a seguir, os principais momentos deste bate-papo.

Desde quando a GIC Brasil está no mercado brasileiro? Quais são as maiores forças entre produtos e serviços oferecidos pela empresa no País?

Estamos há mais de 20 anos no País e desde a década passada também atuamos nos mercados da Colômbia, Panamá e Angola.

Hoje, onde estão concentrados os principais investimentos da empresa?

Investimos principalmente em gente. Desde a criação de novas soluções até o dia a dia do atendimento aos nossos clientes, o capital humano faz a diferença dentro da cultura da inovação.

Profissionais com vivências e experiências diferentes, incentivados a criar com liberdade e com excelência.

De que forma a GIC foi impactada diante da pandemia? Quais foram as principais mudanças feitas para se adaptar ao novo cenário?

O setor supermercadista, que é o nosso foco, foi impactado diretamente por este cenário. A pressão por manter os negócios em atividade, as compras online e os desafios da inserção digital exigiram ajustes operacionais.

Acompanhamos tudo isso de perto e oferecemos soluções que chegaram para proporcionar uma operação ótima das lojas físicas. Assim, o uso do sistema RUB, que atua com a gestão em loja, foi intensificado. Também partimos para criar novas soluções para apoiar toda a expansão das vendas digitais, que têm gerado estresse na retaguarda física do varejo.

Quais novas soluções a GIC trouxe tendo em vista a aceleração da transformação digital e automação deste período?

Imagine que a pandemia gerou uma extraordinária demanda de pedidos pelo e-commerce sobre as estruturas internas da operação. Não era apenas sobre criar um site comercial ou um novo canal de vendas. Era também sobre dar vazão ao atendimento de pedidos e manter a retaguarda interna organizada.

Vem daí a atenção que demos ao lançamento da ferramenta MESK, justamente voltada para etapas cruciais das vendas digitais, como armazenagem, separação e compatibilização da organização de pedidos por canais de chegada.

Um exemplo. Criar as melhores rotas internas e processo de separação de pedidos recebidos por canais digitais diferentes como o e-commerce, WhatsApp, marketplaces e aplicativos, respeitando prioridades e prazos de entrega.

Numa linguagem mais técnica, parametrizamos e definimos critérios para as etapas físicas das vendas virtuais.

Como as novas soluções fornecidas pela GIC também resultam numa melhor satisfação do consumidor final?

Costumamos falar que a missão da GIC Brasil é ajudar a transformar o varejo alimentar melhorando e simplificando a experiência do consumidor. Nossos sistemas são capazes de identificar falhas nas movimentações de produtos, pessoas e processos dentro das lojas, como rupturas na exposição.

Ajudam a evitar perdas por prazos vencidos de validade, organizam fluxo de promotores da indústria, agilizam o checkout, enfim, otimizam toda a dinâmica interna.

O resultado disso, naturalmente, é o aumento da lucratividade do varejista. E isso só pode acontecer de uma forma: com os consumidores bem atendidos diante de uma experiência de qualidade. Um dos segredos é a capacidade de fazer diagnósticos de forma imediata e indicar tarefas de soluções instantâneas aos colaboradores.

Mesmo com a Covid-19, a empresa conseguiu crescer no período de um ano? Quais as projeções para 2021/2022?

O período não foi fácil para as pessoas e para o País. Talvez tenhamos sido favorecidos por atuarmos para um setor econômico que cresceu, o varejo alimentar, e nos tornamos mais competitivos.

O avanço no quadro de pessoal e os investimentos em novas soluções e no nosso laboratório, o GIC Labs, refletem o avanço que tivemos ano passado e são a base do que estamos projetando para este ano e o ano que vem.

Há lançamentos previstos?

Para o biênio 2020|2021, além das melhorias no produto líder de mercado, o sistema RUB de gestão, estamos lançando  novas soluções. Uma delas é o MESK, comentada há pouco nesta entrevista.

A outra solução é o sistema de automação de gestão por meio de reconhecimento de imagens, o GondolEye, que processa o reconhecimento através de câmeras fixas e do MIRUS, nosso robô.

Para 2022, já trabalhamos em um novo projeto, mais voltado a toda a cadeia de suprimento, não somente ao varejo alimentar, mas também às indústrias e suas necessidades ainda mais fortes de acompanhar o que acontece mais perto do momento da venda. Em breve, teremos novidades para compartilhar!

Para a GIC, quais foram os principais legados deixados pela pandemia?

Essa talvez seja a pergunta  que mais nos fazemos, como indivíduos e como players do mercado. Diria que a empatia é um dos legados principais, o respeito ao ser humano e suas necessidades básicas. Isso serve para cada um de nós e para todos os segmentos da economia.

O outro é sobre a enorme resiliência do varejo alimentar e de como dentro da própria cadeia diferentes segmentos precisaram se comunicar e entender melhor tudo o que aconteceu. Achamos que isso é um passo à frente para uma nova fase nas relações pessoais, comerciais e corporativas.

Qual a importância da parceria entre a GS1 Brasil e a GIC hoje?

Não deixo de repetir porque tenho isso forte em mim. É uma honra a parceria que temos com a GS1 Brasil.

O código de barras representa uma revolução digital que impactou diretamente a forma de fazer negócios no mundo físico e digital. Ele permite operações seguras, confiáveis e precisas, assim como as soluções da GIC Brasil.

Por isso, fazemos parte do Centro de Inovação e Tecnologia​ da entidade. Também valorizamos a importância da capacitação e transmissão do conhecimento. Somos vocacionados a andar lado a lado!

Fotos: Nicola Labate

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