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Google Analytics: como as mudanças impactam o e-commerce?

A sentença já está dada: em 1º de julho de 2023, o Google Analytics 3 será substituído pelo GA4. O prazo valerá para as propriedades standard, ou seja, gratuitas. Já para clientes 360, estende-se até outubro. Mas fato é que, em menos de um ano, uma versão mais moderna da plataforma entrará em cena, e essa mudança vai impactar o mercado como um todo. Para esclarecer o assunto, o CO-CEO da Corebiz, Felipe Macedo, esclareceu o assunto.

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Felipe Macedo, da Corebiz. Crédito: divulgação

“Eu sei que as palavras “nova versão”, “atualização” ou “mudança”, aliadas ao nome da big tech, podem assustar um pouco. Afinal, adeus zona de conforto! Novos métodos precisarão ser dominados para o sucesso das estratégias de comunicação. Não tem como negar que o Google Analytics é uma das melhores ferramentas para geração de dados e monitoramento do comportamento do seu cliente em todo o e-commerce. Por isso, precisa ser bem utilizada.

Na verdade, a chegada do GA4 revoluciona as análises de dados para o seu negócio. Nesse sentido, permite potencializar o monitoramento e alcançar insights importantes. Esse update também vai ao encontro do aprimoramento da conversão. É que o GA4 amplia a visão sobre eventos e dados. 

Por dentro das alterações do Google Analytics 

Quem já está ciente sobre o fim dos cookies de terceiros sabe que é muito importante cada vez mais contar com um mindset sem esse recurso. Nesse ponto, o GA4 é menos dependente e entrega mais segurança e compliance. 

O uso de machine learning é outro ponto fundamental que supera as limitações da versão anterior contemplada no Google Analytics. A coleta de dados foi aprimorada para abarcar a nova jornada do consumidor, independentemente do dispositivo utilizado. Outras novidades interessantes abrangem: enhance measurement; dados de app e web integrados no dashboard; mais facilidade no rastreamento de domínios; e analysis hub.

Além do mais, o modelo de dados a partir de eventos é muito mais flexível. Nas novas construções de público para uso no Google Ads, um usuário comum descobrirá a marca por meio de anúncios padrão no smartphone já na fase inicial da jornada, antes de converter por meio de um anúncio do Google Shopping específico do produto no computador no final daquela semana. 

Como serão os relatórios?

Super-requisitados na plataforma, os relatórios agora serão integrados/predefinidos versus personalizados; a integração será mais fácil com a BigQuery; mais dados serão enviados para o Data Studio; as métricas deverão ser definidas como usuários e sessões; e as conversões serão estabelecidas com mais flexibilidade. 

Enfim, ainda há muitos detalhes a serem mensurados a respeito do GA4. Mas, basicamente, os impactos e as tendências podem ser resumidos essencialmente em: mais preocupação para manter dados em um banco próprio e maior integração com BigQuery; melhor rastreio de comportamento do usuário por meio de eventos e parâmetros mais customizados e menos foco em sessões e atribuições; maior dependência de ferramentas de visualização de dados, como o Data Studio, e ausência de algumas métricas de costume do mercado. 

Portanto, meus caros, atesto que o GA4 é uma nova ferramenta de análise capaz de levar nosso conhecimento comercial ao próximo nível. Então, para quem ainda não fez a migração do Google Analytics para o GA4, sugiro começar. Há muito aprendizado a emergir, e ainda convenhamos: a ajuda de experts no assunto, para que tudo aconteça com agilidade e segurança, não é nada má. 

Como sabemos, a tecnologia avança com ou sem o nosso engajamento. Logo, é melhor que sejamos seus aliados, ou que viabilizemos os meios mais propícios para alcançarmos esse êxito”.

Foto: iStock

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