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GS1 Brasil revela a 7ª edição da Pesquisa de Automação de Consumidores

Aplicativos, equipamentos inteligentes, internet 5G… A transformação digital atingiu em cheio na vida dos brasileiros e essa realidade pode ser comprovada por números.

Recentemente, a GS1 Brasil divulgou os resultados da 7ª edição da Pesquisa de Automação de Consumidores, realizada entre agosto e dezembro do ano passado e que ouviu quase 4 mil brasileiros maiores de 18 anos e pertencentes às classes A, B e C.

O levantamento explora a adoção de novas tecnologias pelos brasileiros, oferecendo um mapeamento sobre quais são os novos recursos presentes no cotidiano dos consumidores.

Além disso, o estudo traz aberturas por região, idade, gênero e classe, caracterizando, assim, a relação de diversos perfis de consumidores com a tecnologia.

Acompanhe, a seguir, os principais insights:

1. Acesso à internet

automaçãoA pesquisa revela que 98% dos consumidores possuem conexão Wi-Fi em seus lares e que, entre os equipamentos mais conectados à rede Wi-Fi, estão: televisão/smart TV (88%); notebook (88%); e desktop/computador (78%).

Em relação à qualidade dos dados móveis, a maioria dos entrevistados ainda utiliza a internet 4G (54%). A internet 5G é usada por cerca de um terço da população (33%), sendo que, deste contingente, 62% são da Classe A.

2. Aplicativos

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Serviços de comunicação, como aplicativos de mensagem instantânea, estão entre os mais difundidos, com 94% afirmando que utilizam WhatsApp ou Telegram, por exemplo.  Outros aplicativos também ganharam destaque em termos de adesão, como aplicativos de entretenimento (Netflix, Spotify…), com 91%; e aplicativos de redes sociais (TikTok, Instagram…), com 88%.

Os aplicativos menos difundidos correspondem a uma variedade de serviços pouco demandados por diversos fatores, seja por pouca penetração de novas tecnologias no mercado, como é o caso de Inteligência Artificial, seja por resistências culturais, como é o caso de aplicativos de relacionamento ou para buscar crianças na porta da escola. Ferramentas como o ChatGPT, por exemplo, são usadas por apenas 20% dos entrevistados.

A utilização de aplicativos também varia de acordo com a idade, gênero, classe social e região do consumidor. Aplicativos de e-mail, por exemplo, são usados por classes sociais mais altas; aplicativos de relacionamento são mais usados por homens; enquanto o apps de games são mais difundidos entre os mais jovens. Já a adesão de apps de restaurante/delivery é maior nas regiões sudeste e sul do país.

3. Veículos

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Da fatia dos entrevistados que possui carro (56%), mais da metade já apostou na automação de veículos com conexão do celular via bluetooth (54%). Sensor de ré (46%) e central multimídia (46%) são outros destaques. Evidentemente, as classes mais altas são as que mais investem nessas tecnologias.

Quando avaliadas as faixas etárias, observa-se um efeito semelhante: quanto maior a idade, maior tende a ser a renda e, assim, mais tecnológico tende a ser o carro. Sobre os veículos elétricos, a classe A foi a que mais aderiu à tecnologia, embora ainda seja um percentual bastante discreto (16%) deste grupo.

4. Eletrodomésticos/ eletrônicos

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Considerando o total dos entrevistados, são destaques equipamentos que ajudam no dia a dia do usuário e aqueles voltados para o entretenimento. A máquina de lavar roupa faz parte da vida de 80% dos consumidores; Smart TV’s, de 76%; e microondas, de 73%.

Para todos os itens, quanto maior a classe social, mais presente é o respectivo item. Em particular, para artigos potencialmente tidos como mais supérfluos, como aspirador de pó/robô e cafeteira, a diferença entre a parcela de membros da classe A que possui os equipamentos e de membros da classe C2 chega a 49 pontos percentuais (p.p.). Assistentes pessoais, como Google Home e Alexa, também são mais comuns entre as classes mais altas.

5. Itens pessoais

Entre os itens pessoais mais difundidos estão os acessórios para smartphones, como fones de ouvido sem fio (64%), carregador portátil (24%); e carregador de celular por proximidade (13%).

A Pesquisa de Automação de Consumidores também detectou que a faixa-etária de 35 a 44 anos mostra-se particularmente automatizada, potencialmente equilibrando os efeitos de renda (a qual tende a aumentar com a idade) e de estar antenada com as novidades do mercado de tecnologia (o que tende a ser mais comum entre os mais jovens).

6. Residência

Dos sete itens mais difundidos para casas, itens voltados para segurança foram destaque, como portão automático (35%); alarmes (28%); e circuitos internos de segurança (14%). Nos condomínios, o panorama é semelhante, com as preocupações com a segurança em destaque.

Metodologia da Pesquisa de Automação de Consumidores

O estudo foi realizado entre os meses de agosto e dezembro de 2023 e contou com um acompanhamento mensal dos resultados. Foram entrevistados 3.997 consumidores brasileiros maiores de 18 anos pertencentes às classes A, B e C.

Os resultados foram ponderados para representar o mercado brasileiro. O estudo corresponde a um levantamento é quantitativo online de autopreenchimento e foi realizado pela Offerwise a pedido da GS1 Brasil. A margem de erro é de 1,6 p.p.

Para mais informações sobre a Pesquisa de Automação de Consumidores e outros índices e estudos, acesse www.gs1br.org/indices-e-pesquisas.

Fotos: iStock

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