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Hospital Universitário Regional de Ponta Grossa informatiza sistema de rastreabilidade

O Hospital Universitário Regional de Ponta Grossa (HU-UEPG) está implantando um sistema de rastreabilidade de materiais. A medida deve melhorar o controle dos materiais esterilizáveis e facilitar o fluxo de trabalho na recepção, limpeza, desinfecção e esterilização de instrumentais, roupas e demais artigos médico-hospitalares na Central de Materiais e Esterilização (CME).

A rastreabilidade dos materiais é uma das exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o Regulamento Técnico de boas práticas para processamento de produtos em saúde determinado pela Anvisa, rastreabilidade é a “capacidade de traçar o histórico do processamento do produto para saúde e da sua utilização por meio de informações previamente registradas”.

Até então, o registro dos materiais era feito de forma manual, em tabelas e planilhas de monitoramento. A enfermeira Anna Isadora Stremel, que trabalha na CME do HU, comemora a informatização do processo: “O sistema de rastreabilidade vai facilitar a rotina de trabalho e permitir que a equipe da CME gaste menos tempo preenchendo manualmente o controle e dedique mais tempo às outras atividades de limpeza, desinfecção e esterilização”.

Como conta a coordenadora da Central de Materiais e Esterilização do HU-UEPG, a enfermeira Camila Wolff, o uso de um sistema desenvolvido especificamente para este setor do hospital deve repercutir positivamente na atuação da CME. “O sistema permite que se faça o controle da quantidade de vezes que cada material foi reutilizado, onde está cada peça, como foi esterilizado, além de gerar relatórios e indicadores de perda de material e de reprocesso, que são as principais causas de gastos desnecessários no setor”, destaca Camila.

O software foi adquirido em conjunto com um pacote de instrumentos médico-hospitalares para videolaparoscopia e cirurgia geral, e a empresa fornecedora ofereceu nesta semana um treinamento do uso do software. Anderson de Abreu Silva, desenvolvedor do sistema de rastreabilidade “Rastro”, conta que este é um sistema de gestão que facilita o cotidiano de todas as tarefas da Central de Materiais e que traz como principal vantagem a melhoria no controle sobre o processo. “O sistema absorve o operacional e diminui o tempo gasto com o controle manual dos instrumentos e materiais”, destaca.

Central de Materiais e Esterilização

A Central de Materiais e Esterilização é um setor fundamental para o bom funcionamento do hospital. A equipe é responsável pela assepsia dos materiais médico-hospitalares e contribui de forma significativa para a redução de infecções hospitalares, numa atuação que é associada a todos os outros setores do hospital.

Neste setor, o material sujo ou contaminado é recebido, lavado e limpo. Depois disso, os materiais são embalados e preparados para a esterilização, que é feita por meios físicos (calor) ou químicos (através de soluções químicas). Os materiais esterilizados são acondicionados em uma área estéril, para então ser redistribuídos aos setores de origem.

Como conta Camila, coordenadora da CME, no HU-UEPG circulam cerca de 4500 materiais, como, por exemplo, tesouras, pinças, agulhas e roupas, dentre outros instrumentos e utensílios médico-hospitalares.

Fonte: Universidade Estadual de Ponta Grossa – 22/02/2019

Foto: iStock

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