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HP investe em embalagem com código invisível

Um programa global da HP chamado Smart Packaging, iniciado na linha de impressoras multifuncionais, inovou com a aplicação de um código invisível na embalagem do produto, uma espécie de marca d’água, mas que não é vista pelo olho humano. Isso porque a impressão da embalagem não ocorre no modo convencional (em off-set, por exemplo), mas é digital. O case foi apresentado pelo gerente de operações de negócios da HP, Rafael Rapp (foto), durante o Summit 4.0, evento promovido pela GS1 Brasil, em maio, em sua sede na capital paulista.

A leitura do código pode ser feita com leitor de código de barras ou pelo smartphone por meio de aplicativo desenvolvido pela HP.  O código é serializável e associado ao EPC/RFID, tecnologia que a HP utiliza no Brasil há mais de dez anos. Isso significa que cada produto pode ter identificação exclusiva.

“Trouxemos essa tecnologia para a América Latina com o objetivo de diminuir custos; por questões de sustentabilidade, pois ajuda a reduzir a pegada de carbono; e para gerar maior interação com consumidor”, comentou Rapp.

Para promover uma experiência inovadora para o cliente final,  ao utilizar o smartphone para a leitura do código, ele é direcionado para um site mobile com informações sobre o produto: manual da impressora (pois a empresa não envia mais o folheto impresso), acesso ao site da HP, dados sobre onde solicitar a coleta do equipamento para reciclagem, etc. “O conteúdo sobre a impressora agora é todo digital”, disse Rapp.

O código invisível também contém informações sobre o caminho do produto ao longo da cadeia de abastecimento. É possível saber, por exemplo, para qual loja o produto foi vendido, o que pode ajudar em casos de roubo de cargas, considerando o alto índice desse tipo de crime no Brasil.

Aposta nas tecnologias 4.0

A HP investe atualmente na implementação de um centro de inovação de Smart Packaging em São Paulo, mais um passo no caminho da inovação que a companhia vem percorrendo há mais de uma década. “No Brasil, começamos com investimento de tecnologia de RFID em 2005. Hoje todos os cartuchos saem da fábrica com RFID. Tudo com tecnologia nacional”, contou Rapp.

A companhia também já adotou tecnologias como cloud e Big Data, usando o RFID como base. Assim, implementou o programa digital supply chain para acompanhar toda a produção em tempo real.  Além disso, a linha de cartuchos já está 100% automatizada e recentemente colocou robôs para montagem de computadores e notebooks.

Desde 2017, vem implementando os controles de vendas e manufatura que tinha em ambiente web também em aplicativo mobile. Assim, os funcionários acompanham os processos pelo celular. “Tudo isso para manter nossa operação competividade no Brasil. Precisamos adotar as inovações para reduzir custos e manter a operação local produtiva”, ressaltou Rapp.

 

Foto: Eliane Cunha

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