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IBEVAR calcula índice do medo da Covid-19 ligado ao consumo

O Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR) está monitorando diariamente as reações da sociedade à pandemia. Como resultado, construiu um indicador do medo, que procura captar o grau de medo dos indivíduos no atual cenário e correlacionar com algumas variáveis, como condições econômicas, casos reais da doença e informações divulgadas sobre a pandemia.

O estudo mostra que, a partir do início de fevereiro, há uma grande correlação entre o volume de informações sobre a doença e o medo. A partir do dia 19 de março, o índice do medo se mantém acima do índice correspondente ao volume de informações.

O medo cresce rapidamente, atingindo um pico em 21 de março, se descolando do número de casos reais da doença. Depois dessa data, o medo começa a diminuir apesar do número de casos da Covid-19 avançarem significativamente. “As pessoas se acostumam com essa situação, por isso o medo cai”, comentou o presidente do IBEVAR, Cláudio Felisoni.

Outro ponto do estudo analisou a intenção de consumo dos seguintes produtos: geladeira, fogão, televisão, máquina de lavar e micro-ondas. “Notamos uma queda abrupta na intenção de compra dessas categorias. Essa queda significativa ocorre mesmo naqueles itens que estavam crescendo antes da pandemia. As compras até se mantêm, porém num patamar bem abaixo do que o observado em 20019”, disse Felisoni, em entrevista ao Portal de Notícias GS1 Brasil.

Segundo ele, esse recuo também foi observado nas vendas da Páscoa, que foram 60% menores em relação às do ano passado, segundo levantamento do IBEVAR. “Para o Dia das Mães, o cenário não deve ser diferente”, afirmou.

“Com certeza, teremos um recuo do varejo em 2020. A gente projetava um crescimento de 3% a 3,5% neste ano, que seria um crescimento alinhado com o PIB. Mas vamos ter um retrocesso das vendas e isso terá relação com o tempo que a quarentena durar”, concluiu Felisoni.

O estudo do IBEVAR pode ser acessado em: http://ibevar.herokuapp.com/impactos_coronavirus. Segundo o Instituto, o método de análise baseia-se no levantamento e análise das informações coletadas nas redes sociais por meio da aplicação de ferramentas analíticas como: Data Mining, Cluster (Análise de Conglomerados) e NLP – Natural Language Processing.

Foto: Getty Images

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