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IDC prevê alta de 9,4% em investimentos em TI na AL em 2022

Os investimentos em TI seguem aquecidos apesar do cenário econômico. Mesmo com a pandemia, o mercado latino-americano de TI apresentou um crescimento de 8,5% em 2021, o que reflete a importância do setor no desenvolvimento econômico dos países da região.

O vice-presidente do Grupo IDC para a América Latina, Ricardo Villate, explicou que esse desenvolvimento ocorreu porque a indústria de TI continua sendo um motor econômico e, inclusive, deu suporte a outras verticais para que se modificassem e impulsionassem os processos de negócios.

“Para 2022, esperamos um aumento continuado nos gastos com TI, com um crescimento médio de 9,4%, à medida que as tecnologias permitiram, modificaram e aceleraram a dinâmica de continuidade dos negócios”, afirmou.

Segundo Villate, um exemplo disso é que o comércio eletrônico aumentou sua penetração entre 10 e 15% em todas as categorias, o que significa que os métodos de pagamento móvel alcançaram mais de 50% da população da América Latina.

Outro exemplo é que o modelo de trabalho pós-pandêmico se tornou remoto de forma permanente em pelo menos 40% das empresas.

Focos nos investimentos em TI

Nesse mesmo contexto, e decorrente da necessidade de aproveitamento da quantidade de dados gerada, até 2023, 40% das 5.000 empresas mais importantes da América Latina terão uma arquitetura de governança de dados para viabilizar DataOps; promover engenharia de dados com base em Machine Learning; reduzir os riscos de dados; e impulsionar a inovação.

Já até 2024, de acordo com a IDC, 1/3 dessas empresas formarão parcerias de compartilhamento de dados com partes interessadas externas por meio de ambientes seguros para aumentar a interdependência e salvaguardar a privacidade de dados e ativos de dados valiosos.

Os investimentos em TI na América Latina em software de gerenciamento de dados, que inclui integração e inteligência de dados, administração e desenvolvimento de banco de dados, bem como sistemas de gerenciamento, crescerão a uma taxa composta de mais de 16% nos próximos cinco anos.

“A pandemia de Covid-19 mostrou que as organizações que estavam no caminho para tornarem seus negócios digitais estão sobrevivendo muito melhor, mesmo sob pressão. O sucesso não se baseia mais em imaginar como será o futuro ou na luta para se adaptar a interrupções imediatas, e, sim, em inovação contínua como resposta aos desafios e oportunidades de cada momento. Por outro lado, os gestores perceberam que a inovação não é apenas interna; eles precisam estendê-la aos seus ecossistemas, incluindo parceiros de negócio”, pontuou Villate.

Foto: iStock

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