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Virginia Villaescusa Vaamonde, CEO da GS1 Brasil 

Paralelamente ao programa de imunização mundial contra a Covid-19, surge a a necessidade de uma identificação única, por meio de um registro digital seguro que aponte quando cada pessoa foi vacinada, data, local, imunizante, número de lote e data de validade, entre outros dados necessários para garantir a segurança do paciente e para que prestadores de cuidados com a saúde administrarem vacinas com confiança.

Nesse sentido, o novo relatório “Securing Trust in the Global Covid-19 Supply Chain”, publicado pela consultoria Deloitte, recomenda a adoção de padrões globais de identificação na cadeia de abastecimento do setor da saúde em todo o mundo.

Afinal, a identificação padronizada dos insumos e vacinas permite a sua distribuição rápida, eficiente e segura neste momento em que governos e empresas enfrentam desafios significativos no desenvolvimento e administração de vacinas contra o novo Coronavírus. Permite-se, assim, que cada ator desempenhe seu papel de maneira mais eficiente e com menos erros.

Neste cenário, os padrões da GS1 têm muito a contribuir. O estudo da Deloitte defende, inclusive, que adotar os padrões acrescenta um elemento de confiança em todos os níveis da cadeia de suprimentos que se estende aos próprios pacientes.

“Os padrões globais GS1 permitem que laboratórios farmacêuticos, empresas distribuidoras e prestadores de serviços de saúde sigam protocolos e medidas de segurança fundamentais para garantir confiabilidade, tanto para a própria vacina quanto para a capacidade de produzi-las”, diz o documento, enfatizando que “a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que todas as vacinas sejam identificadas com esses dados em um código de barras padronizado”.

Em paralelo, a Gavi Alliance e a Unicef também estabeleceram o uso dos padrões GS1 nas embalagens secundárias de vacinas.

De fato, a adoção de padrões é importante não só por atender as novas demandas do mundo digitalizado, como também para garantir transparência e ajudar a aprimorar a coordenação da cadeia de suprimentos, diminuindo o risco de desvio de vacinas, expiração de datas de validade e proliferação de imunizantes falsos.

Entretanto, embora a implementação de padrões GS1 continue a se expandir em larga escala no campo da saúde, eles ainda não são aplicados universalmente.

É hora de reverter esse cenário e garantir uma identificação globalmente única a fim de cumprir essa tarefa crítica, na qual o que está em jogo é a vida das pessoas.

Por Virginia Villaescusa Vaamonde

CEO da GS1 Brasil 

Foto: divulgação/iStock

 

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