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Inovação impulsiona os negócios da Nestlé Health Science no Brasil

Partindo da premissa de que a inovação vai além dos produtos, permeando também os serviços, os processos, a gestão e a cultura organizacional, a operação brasileira da Nestlé Health Science, unidade da Nestlé focada em ciência nutricional que possui marcas como Nutren e Fiber Mais, vem acelerando uma série de projetos e inovações digitais neste ano marcado pela pandemia da Covid-19.

As iniciativas são implementadas com o apoio de tecnologias disruptivas, como Inteligência Artificial, big data, realidade aumentada e virtual, entre outras, sempre a partir da análise de tendências e de necessidades reais do público-alvo. Além disso, a empresa está de olho em outras tendências na área de healthcare, como Saúde 5.0. biometria e personalização.

Victor Vendramini, Ebusiness Head de Nestlé Health Science América Latina, contou para a reportagem do Portal de Notícias GS1 Brasil sobre as várias iniciativas de inovação da companhia que vêm fazendo a diferença nos negócios, a exemplo da realidade aumentada em embalagens.

victor vendramini da nestle health science

Victor Vendramini, da Nestlé Health Science – Foto: Divulgação Nestlé

“Colocamos um QR Code nas embalagens dos produtos e materiais para profissionais de saúde, como médicos e nutricionistas. Ao escanear o código, é possível acessar a embalagem virtual e ver, de forma lúdica, os benefícios do produto, a forma de preparo, a tabela nutricional, o site da marca, etc.”, explica Victor. “Além de promover uma experiência com realidade aumentada, essa solução tem uma contribuição de sustentabilidade, pois deixamos de imprimir muito material, e ainda ajuda a elevar a experiência do consumidor”.

Já a realidade virtual tem possibilitado reforçar o valor da nutrição junto àqueles pacientes que passam por uma internação. “Muitas  pessoas que são internadas têm problemas durante a internação não por causa da patologia em si, mas porque ficam mal nutridas. Então, criamos um projeto que ajuda os pacientes a terem uma experiência virtual dentro de hospitais”, conta. Funciona assim: a  empresa disponibiliza óculos de realidade virtual em 3 dimensões para o paciente, que consegue ver as informações sobre alimentação correta de uma maneira lúdica, como se um enfermeiro estivesse conversando com ele naquele momento.

A realidade mista também está nos planos da companhia, que  prepara o lançamento de uma solução para dezembro, em parceria com a Microsoft, segundo Victor.

Conteúdo sobre nutrição mais acessível

Tecnologia de voz foi outra aposta recente da Nestlé Healh Science, afinal, as buscas online por voz estão cada vez mais popularizadas. “O Brasil é o terceiro país no mundo que mais utiliza a busca por voz. Então começamos a ativar todos os nossos sites para ter essa funcionalidade”, conta Victor.

A empresa também voltou sua atenção para a acessibilidade, colocando em seu site um assistente virtual de Libras, que é capaz de fazer a tradução do conteúdo em tempo real.

Apoio ao consumidor sênior

Apostando cada vez mais no digital, em meio a pandemia, a companhia lançou, em parceria com o Facebook, um bot do WhatsApp com foco em ajudar as pessoas com mais de 50 anos, que, mais isoladas, precisaram da tecnologia para se comunicar, fazer compras, pagar contas, etc.  Lançada em maio deste ano, a ferramenta tem respostas para as dúvidas mais frequentes desse público e conteúdos educativos em linguagem simplificada.

“A gente imagina que as pessoas mais velhas têm dificuldade de usar um bot, mas não têm. É algo que não devemos subestimar, temos de estar abertos”, destaca o executivo.

Inovação aberta além do produto

conceito de inovação entre a equipe

Quando o assunto é inovação aberta, a Nestlé Health Science se apoia na seguinte lógica: 80% do investimento no core business vai significar 20% de retorno no longo prazo; e 20% de investimento em inovação, vai gerar 80% de retorno.

Uma das iniciativas criadas a partir disso foi o Nestlé Beyond Food, o primeiro programa global de aceleração de startups da companhia, desenvolvido pelo time brasileiro em 2019. Com um investimento de R$ 1 milhão, a companhia fez um processo formal para recrutar startups para ajudá-la a resolver “dores” e necessidades reais de negócios.

O processo seletivo atraiu mais de 500 empresas, praticamente todo o ecossistema brasileiro de startups da área da saúde, segundo Victor Vendramini. Ao final, duas foram selecionadas. “Existe uma oportunidade de entender melhor a jornada do produto junto ao nosso paciente. Essas duas startups estão trazendo soluções para conseguirmos entender o que acontece com o paciente no ambiente hospitalar depois que ele consome o nosso produto”, conta o executivo.

Segundo ele, esse projeto vem trazendo aprendizados importantes para a companhia. “O nome Nestlé Beyond Food foi proposital, porque queremos ir além do produto. A gente pode inovar em plataformas, relacionamento, cadeia de fornecimento, experiência de consumidor, gestão. Não dominamos a inovação em todos esses pontos e nem vamos dominar. E tudo bem! Podemos aprender. Tem gente que sabe mais do que nós, então que tal trazer essas pessoas para serem nossos parceiros?”

Tudo indica que esse posicionamento tem dado certo. Várias iniciativas de inovação citadas por Victor começaram na unidade brasileira, como Beyond Food, e foram replicadas para outros países. “Somos considerados um celeiro da Nestlé Health Science no mundo para pilotar inovações”, afirma.

Novo ciclo de open innovation em 2021

O próximo ciclo de inovação aberta da companhia será lançado neste mês de novembro com algumas novidades. “Neste ano, vamos direto dentro de incubadoras e de aceleradoras – como a Eretz.bio, do Hospital Albert Einstein – buscar as startups que se interessam em resolver os problemas que vamos apresentar”, conta Victor.

Além disso, nesta nova etapa do Beyond Food, a empresa vai propor desafios de negócios em novas áreas: distribuição do produto no varejo, impressão 3D, impressão 4D, plant-based, entre outros.

Essas iniciativas mostram que, enfrentando o desafio de ser uma empresa gigante e tradicional, a Nestlé Health Science caminha rápido na trilha da inovação. Para isso, passou a investir em uma estratégia e um ambiente interno propício para a inovação. “Em empresas muito grandes como a nossa,  não é simples mudar o mindset das pessoas. Por isso, estamos ajudando os colaboradores a saírem da zona de conforto e a terem um pensamento mais holístico”, reflete Victor.

Desta jornada de inovação, ele destaca um aprendizado que pode ser valioso também para outras empresas: “Não precisa ter o programa de inovação perfeito para começar a inovar. Basta começar! Seja no processo, no produto ou no serviço. Pode ser com apenas um funcionário. A partir disso vai se ganhando robustez. Inovação é testar, aprender, errar ou acertar”, resume Victor Vendramini.

Fotos: Getty Images

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