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Lives ainda são oportunidade de publicidade para marcas

O isolamento social provocado pela Covid-19 fez com que o consumo de mídias e serviços online disparasse globalmente. Nessa nova realidade, as lives (transmissões ao vivo) se tornaram não apenas uma forma de entretenimento, com shows e outras apresentações, como também uma maneira de as empresas continuarem se comunicando com seus consumidores.

Dados do YouTube, obtidos pela Revista Exame, indicam que as buscas por conteúdo ao vivo cresceram 4.900% no Brasil durante a quarentena.

No início da pandemia ocorreu um boom das transmissões ao vivo, que foram utilizadas por diversos setores e marcas. Agora, apesar das lives apresentarem uma estabilidade, ainda seguem engajando milhares de espectadores, sinalizando uma tendência.

Tanto que, nesta toada, surgiu um novo e fértil cenário para a exposição de marcas. Um levantamento da Kantar IBOPE Media mostrou que em 64 lives analisadas nos três finais de semana entre 25 de abril e 10 de maio, 60 delas tiveram algum tipo de ação, com destaque para as marcas de cerveja, meios de pagamentos digitais e varejo.

Vale um destaque, inclusive, para o uso de QR Code, que é bastante usado nas lives, fazendo a TV ser explorada de forma mais interativa e digital.

Por meio desse código, os patrocinadores conseguem realizar promoções e divulgar lançamentos aos consumidores que, apontando seus smartphones nas telas da TV, conseguem obter mais informações sobre produtos e participar instantaneamente das ações anunciadas.

Lives caíram no gosto do público

As transmissões ao vivo foram tão bem recebidas pela população em isolamento social que as rádios e alguns canais de TV aberta e por assinatura passaram a transmitir as lives em suas programações.

Dessa forma, embora o engajamento já tenha passado pelo auge registrado no início da pandemia, de acordo com dados divulgados na nona edição do Kantar Thermometer (estudo que analisa os impactos do Covid-19 no comportamento dos consumidores), as 61 lives monitoradas de 22 a 24 de maio geraram:

  • 1,2 milhão de tweets;
  • 163 milhões de impressões de tweets;
  • Média de 1553 autores por lives;
  • Média de 91% em sentimentos positivos ou neutros.

Oportunidade de comunicação para as empresas

Contexto e criatividade impactam na efetividade da publicidade digital e a informação e o entretenimento dão relevância às ações, segundo outra análise da Kantar IBOPE Media no Brasil, por meio do estudo global Dimension, que analisa o comportamento do consumo de mídia em oito países.

O levantamento indicou que as lives são uma oportunidade: entre os respondentes do estudo, 43% declararam serem mais propensos a notar publicidade nas plataformas que gostam de usar.

Entretanto, a análise da Kantar reforça que as incertezas trazidas pela pandemia, deixaram as pessoas mais vigilantes e críticas nas relações com a sociedade, os produtos, as empresas e as marcas. Agora, todos dão mais importância à valores como transparência, respeito e verdade.

Lives começaram no entretenimento

A força das lives começou por meio da música, que se constitui, hoje, como a forma de lazer preferida para 57% da população, segundo indica o levantamento do Target Group Index, da Kantar IBOPE Media.

Aliás, um estudo Inside Radio de 2019 indicou que 83% das pessoas ouvem rádio, entretenimento que é consumido por, em média, 4h33.

Desta fatia, quase que a totalidade do público (83%) declarou que ouvir música é uma prática recorrente.

E diante da pandemia esse hábito ganhou um novo formato diante das lives, que trouxe a milhões de pessoas a possibilidade de assistir shows de seus cantores favoritos sem sair de casa e de forma gratuita.

Entre os gêneros preferidos dos brasileiros, o Sertanejo liderou as primeiras lives de grande sucesso, segundo dados confirmados no levantamento Music Heat, realizado em parceria com a Crowley e também presente no estudo Inside Radio.

Em 8 de abril, por exemplo, a transmissão ao vivo da cantora Marília Mendonça reuniu, de acordo com o YouTube, aproximadamente 3,2 milhões de pessoas, constituindo uma grande “aglomeração virtual”.

Foto: Getty Images

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