Escreva para pesquisar

Marketplace ou e-commerce: qual seria a melhor escolha?

E-commerce e marketplace são conceitos que fazem parte importante do universo dos negócios digitais.

Sponsorb fala sobre a transformação digital

Fernando Moulin da Sponsorb

As compras na internet seguem uma aceleração crescente, e ainda parece haver muito crescimento potencial quando se pensa no que está por vir ao longo dos próximos anos.

Por isso, é fundamental entender algumas das principais diferenças entre esses tipos de plataformas que permitem realizar vendas pela internet, para escolher qual delas melhor atende à necessidade de sua organização.

“Por incrível que pareça, ainda há muitas pessoas que confundem os conceitos, possuindo pouca clareza acerca de semelhanças e diferenças entre ambos.. A escolha entre um ou outro influencia diretamente a estratégia, a imagem da sua marca, o relacionamento com o público, a lucratividade, a visibilidade na internet etc. O ideal é analisar as características de cada um e optar pelo modelo mais vantajoso para o seu negócio”, partner da Sponsorb, professor e especialista em negócios, transformação digital e experiência do cliente, Fernando Moulin.

E-commerce x marketplace

e-commerce

Partindo para algumas definições iniciais, o e-commerce “puro” seria uma loja online própria, que permita transações pela internet, em geral exclusiva de uma marca.

Já o marketplace funciona como um shopping virtual, em que várias lojas (de diferentes “donos”) vendem produtos no mesmo lugar, sob a coordenação de uma empresa que controla o “mercado” (plataforma).

“Entretanto, é possível dizer que “E-commerce” vai ao encontro de um conceito muito mais amplo. Na teoria, abarca todo tipo de comércio realizado por meios digitais, incluindo os próprios marketplaces. Pode ser 100% automatizado, com tramitação de pedidos de forma digital, de ponta a ponta, ou pode contar com operações de venda assistida, em que a conclusão da compra se dá por meio de um chat on-line ou qualquer outro canal integrado ao site. Também há autores e empresas que usam o termo “e-commerce” para denominar canais digitais que geram leads comerciais para posterior fechamento em outros meios de venda da transação”, destaca Fernando.

Já um marketplace é o análogo digital de um mercado que existe no mundo físico.

Ou seja, um espaço digital que agrega diversas lojas de vendedores (“sellers”) e recebe um fluxo variado de consumidores.

Os marketplaces são caracterizados pelo denominado “efeito de rede”: quanto mais “lojistas” interessados em vender seus produtos ou serviços e mais consumidores interessados em buscar num marketplace específico a resolução de suas dores, mais intensiva será a troca de informações e as transações, e mais valioso/poderoso o marketplace se tornará.

E-commerce de sucesso

dicas de sucesso para marketplaces

Segundo o executivo, um site de e-commerce, para ser bem-sucedido, precisa no mínimo uma boa usabilidade, visibilidade da marca de maneira orgânica ou paga, ser simples para fechar negócios e ajudar os consumidores a encontrar rapidamente o que estão buscando.

Já para se apostar em um marketplace, em adição a essas necessidades de operação de um e-commerce de sucesso, será necessário alto volume de investimentos para cadastrar sellers (vendedores do “mercado”) continuamente, ampliando o número de ofertas disponível na plataforma.

“Do mesmo modo, haverá necessidade de aportes massivos em marketing/mídia para atrair usuários e consumidores em potencial, tornando a presença no marketplace (comissionada) mais atraente. Os melhores marketplaces oferecem apoio com serviços de marketing, operação de mídia, logística, pós-venda e soluções financeiras para seus sellers – a custos que muitas vezes podem ser interessantes, se comparados ao desenvolvimento necessário para ter toda uma operação similar independentemente”, ressalta Fernando.

Mas como fazer a melhor escolha?

dúvida

Vale destacar que, para fazer a melhor escolha, o empreendedor deve buscar conhecimentos no mínimo iniciais nas áreas de marketing digital, tecnologia, analytics/análise de dados, gestão financeira e de estoques, operações logísticas, atendimento em redes sociais, CRM e técnicas de design e usabilidade.

“Trata-se de um aspecto muito importante, pois ajudará a melhorar os retornos dos investimentos em ambas ou quaisquer dessas plataformas”, enfatiza Fernando.

A disponibilização pela marca dos dois formatos de comércio virtual, seja uma plataforma de e-commerce próprio, seja a presença em marketplaces (próprio ou de terceiros) poderá vir a ser muito vantajosa para a maior parte dos negócios, a não ser que as taxas para operar em algum “shopping virtual” afetem demais a rentabilidade.

O e-commerce permite a gestão da operação própria e o domínio integral da jornada do cliente, enquanto um marketplace operado por terceiros possibilita ampliar a presença digital da marca e a geração de resultados, bem como ainda trazer novas fontes de receita e tráfego de clientes.

“Como se vê, há muitas possibilidades quando o assunto envolve esses dois modelos de negócio. Por isso, é importante compreender que um canal pode complementar o outro, mas o fator crucial para a tomada de decisão é entender profundamente o posicionamento de sua marca, as formas de monetização de seu negócio, e as demandas e necessidades de seus clientes”, afirma Fernando.

Testar continuamente e ter a consciência das complexidades de gestão nesses tipos de operação ajuda na busca de melhores resultados.

“Além disso, apostar sempre em inovação e ressignificar as estratégias no decorrer do percurso também são iniciativas que ajudam a trilhar um caminho positivo de evolução das vendas – e dos resultados, por extensão – no universo digital.”, finaliza Fernando.

Foto: iStock

Leia também

GTIN aumenta a virilidade nos marketplaces  

 

Tags

Send this to a friend