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Marketplaces contribuem para o crescimento do e-commerce

Um levantamento recente da CupomValido mostra que o Brasil lidera o ranking de crescimento das vendas online no mundo.

De acordo com a pesquisa, o mercado brasileiro deve aumentar 22,2% neste ano e estima-se um incremento das compras online de 20,73% a cada doze meses entre 2022 e 2025.

A expectativa é quase duas vezes maior que a média mundial, que é de 11,35%.

Fabrizzio Topper da ESPM. Crédito: divulgação

“Os marketplaces ampliaram o alcance da presença digital em todo o território nacional e, até mesmo, internacional e oferecem também a chance do varejista aprender a converter na internet em termos de argumento, preço, oferta, gestão logística e atendimento” diz o professor no curso de Pós-Graduação Empresarial em Gestão Estratégica de E-Commerce e Negócios Digitais da ESPM, Fabrizzio Topper, em entrevista concedida ao Portal de Notícias da GS1 Brasil.

Além de proporcionar muito aprendizado ao varejista, é bem verdade que o  e-commerce caiu no gosto do brasileiro e as vendas online aumentaram muito durante a pandemia.

“Colabora para isso o fato de termos um grande consumo de smartphones no país – com mais de um aparelho por habitante, o que facilita o acesso à internet-, tecnologias de pagamento bem desenvolvidas, investimentos em logística de última milha e um cenário bastante favorável para o desenvolvimento de marketplaces”, completa Raphael Mello, CEO da LTM.

E-commerce: números reforçam o que dizem os especialistas

comunicação

As vendas online registraram R$ 161 bilhões de faturamento em 2021, um crescimento de 26,9% comparado ao ano anterior.

O número de pedidos aumentou em 16,9% com 353 milhões de entregas, conforme levantamento da Neotrust, e o ticket médio atingiu R$ 455,00 por compra.

As expectativas para esse ano continuam promissoras, mesmo com a inflação e a evolução do PIB. A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) projeta crescimento de 12% para o e-commerce brasileiro em 2022.

Marketplaces contribui para o sucesso do e-commerce

conceito de ecommerce com imagem de teclado com carrinho caminhao e cartão

Para Mello, o setor de marketplaces contribui muito para o sucesso do e-commerce no Brasil, já que responde por quase 80% de participação do comércio eletrônico B2C (Business-to-Consumer), segundo o Ebit|Nielsen.

“A frequência alta de visitantes, o alto volume de busca por diversos produtos, a estrutura tecnológica, facilidade de pagamento digital e programas de fidelidade são alguns dos diferenciais que tornam o marketplace atraente para vendedores de diferentes portes, democratizando a venda online no país”, lembra Mello.

De acordo com Bruno Machado, diretor da Shophub, os marketplaces são cada vez mais acessíveis para vendedores (sellers) e prático para os clientes.

“Para pequenos empresários, é uma maneira de alcançar um público que dificilmente seria captado em lojas próprias”, comenta o executivo. “No entanto, é preciso saber usar a ferramenta para uma melhor gestão de resultados”.

O especialista salienta que os empreendedores que desejam aderir a esse modelo de comércio necessitam ter controle de custos. Segundo Machado, é preciso mapear os gastos para o fornecimento dos produtos antes de colocar o preço, evitando perdas financeiras.

“É preciso ajustar o preço, sempre calculando custos, para não quebrar caso haja uma alta demanda do produto com precificação errada no marketplace”, ressalta.

Crescimento dos marketplaces

marketplace de nicho

O primeiro trimestre de 2022 foi positivo para os principais players de e-commerce, como a VTEX, multinacional brasileira de tecnologia com foco em cloud commerce, e clientes como Sony, Walmart, Coca-Cola e AB InBev, que apresentaram um crescimento em receita e GMV (métrica que se aplica ao varejo online que ajuda as empresas a identificarem quanto de receita foi gerado pelos seus canais digitais em um período específico) de cerca de 30% em relação ao mesmo período de 2021

O Mercado Livre, principal player do e-commerce nacional e a empresa mais valiosa da América Latina, por exemplo, apresentou um crescimento de GMV de 32% em relação ao ano de 2012.

Já a Magalu apresentou um crescimento de 13% trimestral, com intensa participação do e-commerce. Mesmo após a reabertura das lojas físicas em todo o território brasileiro, que historicamente sempre foi o ponto forte desde o início da empresa, as vendas on-line representam mais de 72% de todas as vendas da empresa, número que até 2020 representava somente 53% de todas as vendas.

Nos últimos 2 anos, a Magalu cresceu cerca de 149% no número de vendas on-line, sendo o principal motor de crescimento acelerado do e-commerce, com 36% das vendas e cerca de 180 mil sellers vendendo de forma legal e formal.

A Americanas SA, antiga B2W, apresentou um crescimento no seu GMV de quase 22% e uma receita líquida de R$ 6,8 bi. A principal mudança estratégica da empresa foi o seu fortalecimento logístico, acelerando o tempo de entrega de produtos e permitindo também a compra e retirada nas lojas físicas de maneira mais eficiente, o que levou a um crescimento de 8% na base de clientes ativos.

Chama atenção que, apesar do cenário macroeconômico desfavorável, as pessoas passaram a comprar artigos que não eram usuais e que eram adquiridos somente em estabelecimentos físicos.

Categorias como farmácia, supermercado, itens básicos de higiene e beleza entraram no rol de produtos cada vez mais presentes, e até mesmo roupas tiveram um crescimento no e-commerce.

Só na VTEX, por exemplo, os itens de mercado e mercearia são responsáveis por 12% de todas as vendas na plataforma, sendo a terceira maior categoria, ficando atrás somente de moda e artigos de beleza.

Foto: iStock

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