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Código de barras 2D: inovação e tecnologia pioneira no café

O café é uma das bebidas mais consumidas mundialmente e tem como o Brasil o maior produtor de café do mundo, com lavouras suficientes para cobrir 2 milhões de campos de futebol, como o do estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa.

Esta bebida global traz, cada vez mais, na sua produção muita inovação e tecnologia, oferecendo benefícios para toda a cadeia de abastecimento até chegar a mesa do consumidor. E, claro, tem o Brasil um celeiro de grandes novidades.

Um exemplo de sucesso é a Massimo Zanetti Beverage Brasil, que passa a ser com o Café Pacaembu, uma das marcas da holding Massimo Zaneti Beverage Group, empresa italiana no mercado de café, o pioneiro na adesão da tecnologia 2D no Padrão GS1 Digital Link para compartilhamento das informações dos produtos em suas embalagens.

A empresa, inclusive, passou a ganhar ainda mais destaque global pelo impacto positivo da iniciativa.

Massimo Zanetti Beverage Group

café

A sede da Massimo Zanetti Beverage fica em Vargem Grande do Sul (SP). Foto: divulgação

A Massimo Zanetti Beverage Group é uma das empresas mais importantes do mundo em produção, processamento e comercialização de café torrado em grãos e café torrado e moído, oferecendo qualidade de alto nível em todo o mundo.

Fundada e presidida por Massimo Zanetti, a holding é composta por uma grande rede de marcas, que está em constante e rápido crescimento a nível global. Atualmente, são mais de 40 marcas internacionais de renome, distribuídas em 110 países. Com o envolvimento de mais de 3 mil colaboradores, o grupo conta com uma ampla variedade de produtos: do café só chá e do cacau às especiarias.

O core business do grupo é representado pelo café em todas as suas formas e expressões, portanto todas as empresas que o compõem desempenham um papel fundamental em cada fase do ciclo de vida do café desde a aquisição da matéria-prima, torrefação, industrialização e comercialização.

No Brasil, a indústria está localizada em uma região privilegiada, que proporciona as melhores bebidas do país. Os grãos são provenientes do nordeste de São Paulo e do sul de Minas Gerais, regiões internacionalmente reconhecidas pela qualidade do café.

Desafios

caféA ideia do projeto da implementação do código 2D no Padrão GS1Digital Link nas embalagens do Café Pacaembu surgiu durante conversas da Massimo Zanetti Beverage Brasil e a GS1 Brasil, a fim de proporcionar a melhor experiência no compartilhamento das informações do produto e atendimento aos consumidores.

O objetivo firmado entre as organizações é para beneficiar toda a cadeia de abastecimento do café Pacaembu, além de proporcionar aos clientes ainda mais informação agilidade e segurança. Com a adoção à solução espera-se:

  1. O aculturamento de toda cadeia de abastecimento para adoção da tecnologia.

Escopos e entregas

caféA implementação dos códigos 2D já teve início em 2021 nos produtos Café Pacaembu e, em seguida, será realizado em Segafredo Zanetti, Nova Suissa e demais marcas do grupo.

Por enquanto, dois produtos já contam com a tecnologia, sendo o Café Pacaembu Gourmet Torrado em Grãos de 1 quilo e o Café Pacaembu Superior Torrado e Moído de 500 gramas.

Nilson Gasconi da GS1 Brasil. Crédito: divulgação.

É importante dizer que os códigos lineares continuarão juntos com os bidimensionais nas embalagens até que o varejo esteja adaptado a essa nova tecnologia. O que deve ser um caminho natural para os próximos anos por conta dos inúmeros benefícios.

“Os Padrões Globais da GS1 de códigos bidimensionais geram uma revolução nas rotinas de automação com o aumento da capacidade de compartilhamento de informações e de captura de dados. Além de promover agilidade à cadeia de abastecimento e redução de custos nos processos, o consumidor ganha mais informação e segurança. A tecnologia traz ganhos extremamente relevantes para atender aos enormes desafios logísticos em toda a complexa cadeia de abastecimento”, destaca o Assessor de Soluções de Negócios da GS1 Brasil, Nilson Gasconi.

Segundo ele, este projeto com a Massimo Zanetti é um grande exemplo da aplicação de tecnologia para inovação, no aspecto de experiência do consumidor, automação, agilidade e eficiência dos processos. “A tendência pelo dinamismo nos negócios é cada vez maior e a renovação do parque instalado de equipamentos e softwares são necessárias. Na ponta do processo, os leitores de código 2D são fundamentais para captura e compartilhamento das informações.”, ressalta.

A GS1 tem se esforçado para disseminar essa cultura em todo o mundo e há 50 anos colabora com a automação e hoje tem mais de dois milhões de empresas associadas em 150 países.

Flávia Simões Baldin da Massimo Zanetti Beverage. Crédito: divulgação

“Com o objetivo de difundir o verdadeiro espresso italiano no mundo, a Massimo Zanetti sempre busca estar à frente, sendo referência em inovação e tecnologia em todo o mundo. Com o Café Pacaembu, um de nossos produtos, certamente isso não seria diferente. Com essa tecnologia do código 2D no Padrão GS1 Digital Link, a indústria e o varejo terão muitos ganhos, como maior visibilidade do produto e interação direta com os consumidores. Contudo, a maior motivação para a implementação do código 2D foi a possibilidade de aproveitar todas as oportunidades que o digital pode oferecer, o que permite uma aproximação e uma maior interação com o consumidor.”, ressalta a Coordenadora de Marketing da Massimo Zanetti Beverage, Flávia Simões Baldin.

De acordo com Flávia, para a Massimo Zanetti, “é um prazer que um de nossos produtos, como o Café Pacaembu seja pioneiro na adoção dessa tecnologia que é, de fato, revolucionária. A otimização que os códigos 2D podem causar em todos os âmbitos que estamos envolvidos, sendo o social, ambiental e até mesmo o econômico, é algo que estamos mais do que preparados para receber.”, enumera.

Ganhos e benefícios

caféA capacidade de capturar, armazenar e processar a infinidade de dados que são gerados diariamente se tornou fator fundamental para a sobrevivência de empresas e para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Não seria nenhuma surpresa se houvesse uma transformação das rotinas nos processos de automação também nas cadeias de abastecimento, principalmente em uma das bebidas mais consumidas no mundo, como o café.

E ela começa pelo sistema de leitura dos códigos 2D nas embalagens dos cafés, que promove a evolução em velocidade de captura de dados, precisão, redução de custos e segurança do consumidor. Com essa tecnologia, a indústria e o varejo terão muitos ganhos, como agilidade e segurança nos processos além da interação direta com os consumidores.

Confira os benefícios da tecnologia 2D da GS1 para a Massimo Zanetti:

Rastreabilidade das embalagens do Café Pacaembu: o pioneirismo do projeto em uma indústria de café em aplicar os padrões GS1 promove a rastreabilidade de todas as embalagens na cadeia do setor de abastecimento, o que vai aumentar a eficiência já comprovada do sistema logístico da Massimo Zanetti e ampliar a interação direta com os consumidores.

Automação: os padrões GS1 proporcionam maior eficiência nos processos e revolucionam as rotinas de automação com o aumento da capacidade de captura de dados e compartilhamento de informações pelo Café Pacaembu. Além disso, visa diminuir a vulnerabilidade a erros com a agilidade de leitura do código 2D.

Segurança ao consumidor: além de promover agilidade à cadeia de abastecimento e redução de custos nos processos, o consumidor ganha mais informação e segurança.

Facilidade: os códigos bidimensionais padronizados pela GS1 para a Massimo Zanetti são o Padrão GS1 DataMatrix e o Padrão GS1 Digital Link, amplamente disseminados pela GS1 Brasil. O QR Code já faz parte da rotina dos consumidores brasileiros, cada vez mais exigentes no acesso a informações daquilo que consome. Com um aplicativo no smartphone já se consegue fazer a leitura do QR Code e receber em tempo real uma variedade maior de informações como, por exemplo, informações adicionais como GTIN, Nº Lote, data de Validade, sites, etc.

Segurança ao cliente do Café Pacaembu: o engajamento do consumidor da marca e a conexão com informações ampliadas sobre produtos é também uma das causas de transformação das práticas de gestão dos integrantes da cadeia de abastecimento, principalmente no varejo, para que as lojas protejam seus clientes de compra de produtos expirados, falsificados ou inseguros. Nos sistemas de varejo, o atendimento completo dessas necessidades dos consumidores exige maior qualidade da identificação e quantidade de informação.

Marketing: maior facilidade para realizar campanhas promocionais de todas as marcas pertencendo ao grupo, fidelizar os clientes e fornecer informações institucionais da marca e do produto.

Não só positivo para a marca e para os consumidores: a tecnologia reflete também nos pontos de vendas, com autenticação de produto, prevenção de perdas, gerenciamento de trocas e dados mais completos do produto e da marca.

Atenta ao futuro: há uma outra inovação que é o conceito do Phygital, uma união do mundo físico com o digital, impulsionado fortemente pelos marketplaces e pelos novos modelos de vendas no varejo. Os processos de automação para logística desse universo da Massimo Zanetti podem se beneficiar muito com os recursos da captura de dados em leitores 2D como melhor gerenciamento de estoques, integração de iniciativas de rastreabilidade com sustentabilidade, atendimento a regulamentações como gestão de data de validade e recalls.

Padronização global: o GTIN é hoje, o principal identificador dos produtos é o Número Global de Item Comercial (GTIN – numeração que acompanha o código de barras carrega), além do número de lote e de série. Quanto mais informações os sistemas de automação armazenarem em toda a cadeia sobre cada item, mais possível será rastrear a procedência dos produtos para segurança do consumidor e do paciente. O GTIN permanece como referência na captura de dados pelos códigos 2D.

Foto: iStock

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