Escreva para pesquisar

Nestlé cria laboratório de pesquisa sobre consumidor

O C.Lab é o novo laboratório de pesquisa da Nestlé, criado com o objetivo de entender e atender às novas demandas do consumidor no atual cenário. O projeto que começou a ser pensado no início deste ano,foi acelerado por conta da pandemia.

A companhia lançou o laboratório interno de pesquisa em abril para levantar e formatar ideias e tendências de consumo de forma mais ágil. Desde então, já foram realizados cerca de dez estudos, entre levantamentos sob demanda para as unidades de negócio da companhia, além de cenários de mercado.

A área de Consumer & Marketing Insights (CMI) é que coordena o C.Lab. “O laboratório nasceu com o objetivo de aumentar ainda mais a velocidade no tempo da pesquisa, somando a liderança e expertise do time de CMI com o conhecimento das demandas de negócio e atuação em parceria com consultorias de pesquisa especializadas. Com isso, aceleramos a busca pelos insights do consumidor e o direcionamento da estratégia para atuar em um cenário que exige decisões cada vez mais ágeis”, explica o head de CMI da Nestlé, Diego Venturelli.

“Com o C.Lab, aceleramos o processo de produção de pesquisas em quase 70%, reduzindo os custos em mais de 50%”, completa.

Tendências de consumo de alimentos na pandemia

O estudo “Tracking Covid-19 – Impacto no consumo de alimentos”, produzido pelo C.Lab, mostra que a categoria de alimentos e bebidas tem se mostrado uma das mais resilientes no atual cenário, mesmo para as pessoas que sofreram impacto negativo na renda mensal: 34% dos brasileiros que perderam renda durante a quarentena aumentaram os gastos com alimentos como frutas, verduras, leites, chocolates, biscoitos e carnes, número que sobe para 37% entre os que tiveram incremento de renda no período.

O levantamento também traz o impacto do novo coronavírus nos gastos com supermercado, educação, mobilidade, entre outros. Realizada em maio, a pesquisa envolveu 593 pessoas de 18 a 45 anos, de todas as regiões do Brasil e classes sociais.

De acordo com Venturelli, os dados reforçam o grande movimento de consumo dentro do lar e que esse novo comportamento deve se manter mesmo com o fim do confinamento. “Em países no estágio mais avançado da pandemia, é possível identificar que o hábito de cozinhar em casa se manteve”, diz.

A pesquisa aponta também que o consumidor tem mesclado produtos de alimentação saudável com os de indulgência na cesta de compras, o que demonstra um olhar para os benefícios do produto para a saúde e a busca por itens que tragam conforto no atual período sensível. “São os alimentos que ajudam a vencer ou superar a quarentena”, reforça Venturelli.

Esse perfil de desembolso tem acompanhado a própria mudança de comportamento do consumidor. No primeiro momento, em meados de março, houve uma maior demanda por compras para estoque em casa de itens tidos como essenciais – leites, cafés, cereais, nutrição infantil, entre outros. No início de abril, o consumidor foi se adaptando e reorganizando a demanda de uma forma mais equilibrada e ampliando a cesta de produtos para outros itens como biscoitos e chocolates.

Foto: Getty Images

Tags