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NRF 2024: 25 tendências sobre o futuro do varejo

Anualmente, a NRF Retail’s Big Show NRF, maior evento de varejo do mundo, realizado em Nova York, aponta todas as tendências que devem marcar o setor.

Na edição de 2024, o encontro atraiu mais de 40 mil participantes de 100 países, e contou com uma significativa delegação de 4 mil brasileiros, se destacando pela sua diversidade e magnitude.

Transformando-se em um epicentro de ideias inovadoras, tendências emergentes e estratégias disruptivas, a NRF 2024 revelou as futuras diretrizes do varejo.

O Portal de Notícias da GS1 Brasil esteve presente no Seminário Digital Pós-NRF2024, organizado pela BTR-Varese, no Harvard Club.

Código 2D NRF2024

Eduardo Terra da BTR-Varese e Silverado Mendes da GS1 Brasil. Crédito: reprodução

Realizado um dia após o término da NRF, este evento foi enriquecido com uma série de palestras e não apenas forneceu insights profundos sobre as discussões da feira, mas também teve a presença marcante da GS1 Brasil, contribuindo ativamente tanto no palco quanto como expositora.

Descubra os principais insights!

Código bidimensional1

Aos poucos, a aplicação do código de barras vem sendo substituída pelo Código 2D e começa a ser utilizado em larga escala, beneficiando a indústria, o varejo e o consumidor. Essa transformação abre um leque de novas oportunidades e informações sobre produtos, algo de grande valor no mercado atual. Atualmente, existem mais de 1 bilhão de produtos codificados ao redor do mundo. Esse avanço tecnológico representa um marco importante, oferecendo diversas oportunidades de negócios e uma riqueza de dados sobre produtos.

  1. Mais resiliência no setor2

O varejo demonstrou uma grande capacidade de adaptação e resiliência diante de desafios como a pandemia e mudanças políticas. O setor, apesar das turbulências, manteve um crescimento constante, particularmente nos Estados Unidos, mostrando que a adaptação rápida às circunstâncias é chave para o sucesso.

  1. Explosão da Inteligência artificial (IA)2
Eduardo Terra

Eduardo Terra, sócio da BTR-Varese

A IA surgiu como um elemento transformador no varejo, impactando desde a precificação até o atendimento ao cliente. Esta solução atua como um copiloto no processo de tomada de decisão, trazendo eficiência e inovação para as operações de varejo. Nos mais de mil expositores da feira, 80% eram ligadas à IA.

  1. Varejo hiperautomatizado2

A adoção de tecnologias como robôs e drones está elevando o varejo a um novo patamar de automação. Essas tecnologias não apenas otimizam operações, mas também redefinem o modelo de negócio, tornando as operações mais eficientes e menos dependentes de mão de obra intensiva.

  1. Varejo orientado por conteúdo e retail media2

A jornada do consumidor está sendo cada vez mais influenciada por conteúdos que ativam o processo de compra. A emergência do “Content-Driven Commerce” sinaliza uma mudança nas estratégias de marketing, onde o conteúdo relevante se torna um motor principal para atrair e engajar clientes.

  1. Loja como hubs de experiências2

A loja física está se transformando em um hub central para diversas atividades, redefinindo seu papel tradicional. Com a integração do digital, as lojas físicas estão se tornando centros de experiência, distribuição e interação digital.

  1. Liderança para três dimensões2

O papel da liderança no varejo está evoluindo para abranger três dimensões principais: entrega de resultados a curto prazo, digitalização e sustentabilidade. Líderes eficazes precisarão equilibrar estas três áreas para garantir o sucesso em um mercado em constante mudança.

  1. Estratégias omnicanal 3

Claire Peters, vice-presidente Worldwide da Amazon

Hoje, o varejo precisa integrar as lojas físicas e digitais. É importante oferecer aos clientes várias opções para realizar suas compras, seja online ou nas lojas físicas, com rapidez e conveniência.

  1. Foco no cliente3

É preciso ouvir os clientes e adaptar estratégias para atender às suas expectativas e hábitos de compra. Se necessário, é preciso fazer uma pausa estratégica nas novas aberturas de lojas para reavaliar e refinar a proposta de valor para os clientes.

  1. visão de futuro e sustentabilidade3

É preciso construir a maior experiência de compra possível, focando na inovação e na sustentabilidade. Se faz necessário transformar a maneira como os clientes compram, oferecendo opções mais convenientes e acessíveis.

  1. Rentabilização da operação digital4
Joaquim Sousa, Diretor Executivo da GPA

Joaquim Sousa, Diretor Executivo da GPA

Uma das grandes discussões na NRF foi sobre tornar as operações de e-commerce mais lucrativas. A mudança para operações de Store Pick no varejo alimentício, por exemplo, pode ser um passo estratégico não só para simplificar a jornada do cliente, mas também para aumentar a rentabilidade do comércio digital.

  1. Enfrentar os desafios da transformação4,5

Há desafios enfrentados pelo varejo digital, especialmente em termos de rentabilidade e eficiência operacional. É preciso transformar as lojas, adaptar-se a esses desafios e manter a relevância no mercado em evolução. Para crescer e inovar, o primeiro passo é mudar de uma mentalidade de “sabe-tudo” para uma de “aprende-tudo”, promovendo a inovação e a aprendizagem contínua.

  1. Liderança no centro da transformação5
Irada Sadykhova, Senior Director of Organization Development, Microsoft;

Irada Sadykhova, Senior Director of Organization Development, Microsoft;

Mais do que nunca, é preciso liderar com clareza, gerar energia e entregar resultado. O líder mais do que tudo precisa se autêntico e honesto.

  1. Uso de tecnologia e análise de dados5

A tecnologia e a análise de dados são fundamentais na transformação. Ferramentas de colaboração e plataformas sociais, juntamente com análises de pessoas, ajudam as empresas a entenderem e responderem melhor às necessidades de seus colaboradores e clientes.

  1. Importância da cultura e valores corporativos6

É fundamental que os colaboradores tenham alinhamento com a cultura e valores da empresa. A aderência a esses princípios é ainda mais crucial em grandes corporações para garantir o alinhamento da equipe e o sucesso contínuo.

  1. Antecipação à regulamentação6
Patriciana Rodrigues, Presidente do Conselho de Adm – Pague Menos

Patriciana Rodrigues, Presidente do Conselho de Adm – Pague Menos

Não basta somente a empresa se adaptar às mudanças do mercado, mas é preciso ajudar a contribuir com o futuro do setor em que a empresa está inserida. Deve-se, inclusive, se antecipar à regulamentação, introduzindo novos serviços no varejo, demonstrando um compromisso com a inovação e liderança no setor.

  1. Novas tecnologias ao alcance do consumidor7

Humanoides com IA, hologramas, visual merchandising e realidade aumentada foram algumas das tecnologias incorporadas nas gôndolas, valorizando a área e tornando-a ainda mais rentável.

  1. Etiquetas eletrônicas7

Essas soluções, já bastante usadas em alguns países como os Estados Unidos, já é usual em farmácias, drogarias ou supermercados e se tornaram digital displays. Além de trabalhar com o conceito de princing, elas tornam possível conversar com o consumidor via dispositivos eletrônicos.

  1. Hiperpersonalização7
Grasiela Tesser, diretora executiva NL

Grasiela Tesser, diretora executiva NL

Quando se traz tecnologias para dentro do celular ou dentro do aplicativo, ou quando o consumidor está interagindo com a prateleira, é possível hiperpersonalizar a experiência. Então um desconto, por exemplo, pode ser único para aquele cliente. Nesse momento, o código bidimensional se torna chave, já que permite essa experiência.

  1. Mais robôs e automação nas operações7

Mais do que novas tecnologias visualmente interessantes para atrair o consumidor para o ponto de venda (PDV), será possível notar robôs atuando de todas as formas na gestão da loja, seja ajudando a incrementar planogramas, na segurança da loja, entre outras funções.

  1. Valorização da qualidade de dados7

A IA, de fato, deve explodir nos próximos anos, indo além do ChatGPT. Mas para que os resultados ocorram da forma esperada, a qualidade de dados é fundamental. A partir disso, as respostas e recomendações serão muito mais personalizadas.

  1. Concierge commerce8

Se a loja física tem um vendedor extremamente competente, por que ele deve ficar limitado às barreiras do físico? Por que esse vendedor não pode ajudar quem está com dúvidas no carrinho de compras online? A sociedade pede por quem escolha produto para eles. Prova disso são o live commerce, personal shopper, entre outros.

  1. Multicanalidade8

A frase “minha empresa só atua neste canal” precisa ser abolida do varejo. A companhia precisa estar presente em todos os canais.

  1. Live commerce9

Maxine Qi, Ads Product Solution Strategist – Ocean Engine

Esse tipo de estratégia de venda dá ao shopper a capacidade de fazer compras ao vivo no mundo. As pessoas aproveitam o momento para conhecer as novidades do mercado. Na China, já são 515 milhões de consumidores neste modelo.

  1. Key Opinion Commerce9

Os influenciadores seguem em alta com suas revisões e opiniões sobre produtos/marcas.

Referências Seminário Digital Pós-NRF2024

1. Silverado Mendes, Diretor de Relacionamento com Associados da GS1 Brasil;

2. Eduardo Terra, sócio da BTR-Varese;

3. Claire Peters, vice-presidente Worldwide da Amazon;

4. Joaquim Sousa, Diretor Executivo da GPA;

5.Irada Sadykhova, Senior Director of Organization Development, Microsoft;

6. Patriciana Rodrigues, Presidente do Conselho de Adm – Pague Menos;

7. Grasiela Tesser, diretora executiva NL;

8. Mariano Gomide, founder e Co-CEO da VTEX;

9. Maxine Qi, Ads Product Solution Strategist – Ocean Engine.

Foto: reprodução / Seminário Digital Pós-NRF2024

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