Escreva para pesquisar

NRF Retail’s Big Show: veja 10 grandes tendências do varejo

Em virtude da pandemia pela Covid-19, o maior evento de varejo mundial – NRF 2021 Retail’s Big Show – foi dividido em duas partes e a primeira delas foi realizada ainda no início do ano, mas totalmente online.

Tiago Mello, da Linx Digital. Crédito: DIVULGAÇÃO

Chamada de Chapter One, o encontro trouxe cases e tendências, mostrando como deve ficar o cenário do varejo neste ano.

Para avaliar esse primeiro ‘capítulo’ da NRF, o Portal de Notícias da GS1 Brasil convidou o diretor de Produtos da Linx Digital e curador do evento, Tiago Mello, que separou os principais insights. Acompanhe!

1. Serviço como nova experiência

O primeiro insight é que o varejo deve se tornar mais do que uma compra ou serviço: ele deve se desenvolver como experiência.

E uma das formas de alcançar esse objetivo é a subscrição, em que as pessoas pagam mensalmente para receber algum serviço/produto. Outra opção é o auto refil, que segue um pouco a ideia da subscrição, mas, nesse caso, o consumidor recebe mensalmente o refil de um produto, por exemplo, a comida do seu pet, e não precisa se preocupar mais com isso.

Os programas de membership, são outra forma que tem ganhado espaço, porque o cliente paga mensalmente por um serviço e recebe oportunidades exclusivas.

2.     Loja Phygital

O conceito que chamamos de Phygital tem tudo para se firmar: a ideia é integrar o ambiente do e-commerce com a loja física, num modelo em que o vendedor não espera mais o consumidor vir até a loja: ele leva a loja até o consumidor a partir de uma equipe de vendas digitalizada.

Mais do que isso, essa união dos canais tem potencial para levar a tal da experiência para o cliente, criando oportunidades para que ele use o produto comprado, mas também possa experimentar outros modelos – potencialmente uma venda futura. É o caso da Nike e seus clubes de corrida, por exemplo.

3.     Marketplaces

Os marketplaces, que ganharam espaço ao longo de 2020, se tornam, um dos pontos principais de mudança. Todo varejista, desde o pequeno ao grande, precisará estar conectado de forma eficiente e rápida.

Além disso, há uma movimentação para que lojas virtuais se transformem em marketplaces que ofereçam a retirada direto no próprio varejista. Dessa forma, a estratégia digital também pode gerar resultados expressivos nos estabelecimentos físicos.

4.     O varejo Digital First

Há pelo menos cinco anos que 80% do crescimento do varejo vem do digital. Com a pandemia, isso se acelerou a um nível que crescemos de três a cinco anos nas vendas de e-commerce. É como se já estivéssemos em 2024.

Pensando nisso, as marcas estão pensando na jornada digital primeiro, porque o e-commerce está “na mão” do cliente, com os smartphones e outros aparelhos.

E, além disso, o meio digital está buscando cada vez mais uma forma de levar experiência ao cliente – característica das lojas físicas –, pensando em conquistá-lo, já que há uma crescente onda nesse modelo.

5.     Reconquista de clientes (retargeting)

Pensando que o futuro é digital, um dos maiores desafios no universo online é convencer o cliente a finalizar a compra, ao invés de abandonar o carrinho ou apenas pesquisar o produto.

Sem a possibilidade do contato presencial, as estratégias de marketing digital ganharam força em 2020 e uma boa aposta para 2021 será o retargeting.

Estratégias de mídia, como disparo de e-mail marketing, promoções e distribuição de vouchers, entre outros, chamam a atenção do cliente no e-commerce e devem ganhar espaço como forma de estimular o consumidor a finalizar a compra.

6.     Dark Stores

Outro aspecto comentado na NRF 2021 e que vem crescendo cada vez mais são as dark stores, lojas sem acesso para clientes, que funcionam como Centros de Distribuição (CDs) em regiões geográficas estratégicas.

O foco é armazenar, separar e enviar pedidos, mas, diferente dos CDs tradicionais, são menores e, em vez de afastadas, ficam em grandes centros urbanos ou regiões de grande densidade populacional.

Inclusive, foi divulgada nesta NRF a 2ª parte da pesquisa da Blue Yonder, conduzida pela Researchscape International, que mostra que as dark stores estão no planejamento de mais da metade dos varejistas para os próximos 12 meses, com expectativa de dobrar em volume nos próximos dois a três anos.

7.     Live selling

Como vimos, a tendência do ambiente digital mudou. Levar experiência ao consumidor é o melhor caminho a seguir e o que todas as marcas buscam cada vez mais.

O live selling surgiu como uma forma de levar essa experiência, já que mantem o cliente no conforto da sua casa, mas entrega toda uma atmosfera especial a ele.

Aqui, o atendimento individual precisa ganhar força para que o cliente consiga ter, de fato, uma nova experiência de compra.

8.     Now costumer

Ao mesmo tempo em que a experiência virou o centro, o cliente também se transformou em “now costumer” – algo como consumidor imediatista.

Esse é o consumidor ansioso que se consolidou na pandemia, que quer tudo para agora e agilidade é regra para ele. É um cliente que não compara os produtos entre as marcas e, sim, as experiências que elas ofertaram.

O now costumer espera que você esteja online para atendê-lo rapidamente; que você seja ominichannel; e se essas experiências estiverem dentro do padrão de consumo que ele está acostumado, ele irá te recompensar comprando da sua loja.

9.     Varejo data-driven

As empresas estão cada vez mais focando nas tomadas de decisão baseadas em dados. Há uns cinco anos atrás, na NRF, surgiu a máxima de que dados seriam o novo petróleo, porque para que o dado tenha valor, ele precisa ser refinado e utilizado, ou seja, dados por si só não geram valor para a empresa.

Uma grande mudança aconteceu no último ano no cenário de coleta de dados, que foi a aprovação da LGPD no Brasil e a GPDR na Europa, leis de proteção de dados que transferem a propriedade dos dados da empresa para o consumidor final, fazendo com que cada consumidor tenha a opção de deletar do banco de dados de qualquer empresa.

Por isso, a nova máxima do varejo data-driven é que confiança é o novo petróleo. Para que você consiga ter e utilizar os dados para ajudar a marca a se comunicar melhor com cada cliente, o cliente precisará permitir e achar útil como você utiliza os dados dele.

10.  Comunidades ao redor da marca

Os consumidores estão cada vez mais olhando para as marcas a fim de suprir a sua descrença nas instituições formais da sociedade.

Isso faz com que as marcas para se fortalecerem precisem saber se desenvolver para criar um senso de pertencimento à uma comunidade aos seus clientes.

Para a geração Z, clientes com menos de 21 anos, o propósito que a marca defende já é um dos principais fatores que são levados em consideração na hora da compra.

Foto: Getty Images

Leia também

7 tendências de consumo no mundo digital para 2021

Tags

Send this to a friend