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O que esperar para o código de barras no futuro?

código de barrasO mundo mudou significativamente desde a chegada do código de barras, também conhecido como código linear e, com ele, as demandas por dados precisos aumentaram.

O tradicional código de barras nasceu com o propósito de fornecer uma numeração (GTIN) para identificação exclusiva dos produtos, funcionando como uma chave única para cadastro em bancos de dados mantidos pelo varejista. Por ter apenas uma dimensão, ele fornece esses dados exclusivamente na horizontal, o que acaba limitando a quantidade de informações que é capaz de armazenar.

Apesar da sua importância, ao longo dos anos, surgiram novas demandas que exigem do código de barras novas possibilidades, conforme afirma a CEO da GS1 Brasil, Virginia Vaamonde.

“Os consumidores estão constantemente exigindo mais informações sobre os produtos que compram, onde são cultivados e a melhor forma de usá-los e reciclá-los. Soma-se a isto o fato de que os varejistas estão ficando sobrecarregados com o grande volume de dados que vêm de várias fontes em diferentes formatos, o que é cada vez mais complicado quando se trata de recalls de produtos (coleta de produtos por contaminação, por exemplo)”, comentou a CEO ao Portal de Notícias da GS1 Brasil.

Código 2D: quando o futuro já é presente

código de barras

Diante dessa nova necessidade do mercado, nasceu o código 2D, também chamado de código bidimensional, que atualiza o código de barras tem como principal benefício a possibilidade de codificar muito mais dados.

“Ele pode conter detalhes como o lote e o número de série de um item, que são fundamentais para o setor da saúde, bem como as datas de validade, informação essencial para o rastreamento, por exemplo, de alimentos frescos. Esta codificação também pode alertar o varejista sobre a data de validade quando digitalizado no checkout, e o sistema poderá impedir a compra”, esclarece Virginia.

De fato, devido a sua alta capacidade de armazenamento de dados, o código 2D já tem sido largamente usado no mercado, com a capacidade de agregar os mais diversos conteúdos. Trata-se de um recurso inovador que pode ser explorado pelas empresas como uma nova ferramenta de marketing, proporcionando experiências únicas aos seus clientes que fortalecerão a reputação da marca.

Assim como um QR Code comum, um código 2D pode conter imagens, textos diversos, vídeos e os mais diversos tipos de arquivos digitais. As empresas podem incluir dados sobre como utilizar o produto, divulgar campanhas e até mesmo outros produtos através desse recurso.

Por exemplo: um produto alimentício pode conter algumas dicas de como utilizá-lo em receitas ou recomendar mais itens que possam combinar com aquele que já foi comprado.

Adesão acelerada

código de barras 2D

Apesar do código de barras ainda ser dominante, muitas empresas já passaram a adotar o código 2D, diante das infinitas possibilidades que esses padrões podem trazer para toda a cadeia, especialmente para o consumidor final.

E é fato que as empresas que aderirem primeiro a essa nova tendência são pioneiras num mercado onde as pessoas estão cada vez mais conectadas e adeptas à tecnologia.

No varejo, o foco desse recurso está no relacionamento com o consumidor, então aqueles que derem o primeiro passo não só estarão na frente da concorrência, mas também se mostrarão mais preparados para o futuro do comércio em grande escala.

Foto: iStock

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