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Oportunidades para o ponto de venda em 2021, segundo a Nielsen

Depois de um ano com “lockdowns” e isolamento social, varejistas e fabricantes de bens de consumo de algo giro (também conhecidos pela sigla em inglês FMCG) tiveram que se adaptar rapidamente aos desafios da cadeia de suprimentos, decretos governamentais e às mudanças nas prioridades dos consumidores.

Diante desse cenário, como varejistas e fabricantes vão tratar as mudanças e os comportamentos no varejo, aproveitando os melhores locais de venda (lojas alvo), e-commerce, sortimento e promoções? A Nielsen listou alguns insights, apontando oportunidades para as quais as empresas devem ficar atentas em 2021. Acompanhe.

Bens duráveis

A Nielsen prevê uma continuação da necessidade de consumo em casa na primeira metade de 2021. Para vencer dentro da loja:

  • Os fabricantes devem otimizar a distribuição de produtos, para garantir sua disponibilidade nas categorias mais procuradas.Também devem prever a evolução da categoria para quantificar o impacto de suas vendas, e ajustar seu inventário conforme o comportamento do consumidor.
  • Os varejistas devem garantir que têm os produtos certos em lojas e centros de distribuição, baseados nas novas mudanças nos padrões de compra.
  • Fabricantes e varejistas devem trabalhar juntos com foco nos bens de consumo não duráveis, para impulsionar fluxo de pessoas na loja, tamanho da cesta, lucros, fatia de mercado e fidelidade.

Sortimento

Considerando que um terço dos consumidores globais foram financeiramente impactados pela pandemia, e que o desemprego disparou em várias partes do mundo, a previsão é de que o aperto de cintos continue em 2021. É provável que os shoppers também se mantenham cautelosos quanto ao risco de contaminação ao comprarem em locais públicos, já que a vacina começa a ficar disponível lentamente. Segundo a Nielsen:

  • Os fabricantes devem racionalizar seu sortimento para satisfazer as necessidades das carteiras restringidas, bem como o aumento do consumo em casa.
  • Para os shoppers restringidos, lançar tamanhos de embalagem e produtos econômicos que satisfaçam a necessidade de acessibilidade dos preços; para os protegidos, lançar embalagens tamanho família e com bom custo-benefício, que satisfaçam as necessidades de consumo em casa.
  • Otimizar a distribuição de produtos com a visibilidade mais eficiente dentro da loja.
  • Gerenciar problemas de distribuição e falta de estoque de forma rápida e eficiente. Esses fatores, quando não tratados de forma adequada, podem ser as principais barreiras para o sucesso.

Lojas-alvo

O local é um determinante essencial de crescimento e, para vencer a Nielsen recomenda:

  • Fabricantes e varejistas devem identificar suas novas lojas alvo.
  • Maximizar a ativação dentro da loja em suas lojas alvo.
  • Ajustar as estratégias de distribuição e vendas, em relação às novas lojas e aos novos consumidores.
  • Varejistas devem avaliar sua estratégia imobiliária, com base nos novos locais de compra.

Promoções

Baseado no impacto da pandemia sobre as finanças dos consumidores, bem como na mudança em suas preferências, há uma oportunidade para fabricantes e varejistas usarem preço e promoções da maneira correta, para gerar receita incremental. Para vencer:

  • Não ignorar as promoções. Varejistas e fabricantes também devem estar alinhados em relação à função das promoções e sobre como fomentar incentivos mutuamente benéficos aos consumidores.
  • Conquistar a fidelidade do shopper, impulsionar o crescimento da receita e proteger o ROI, investindo em promoções nas categorias e canais corretos, utilizando os mecanismos promocionais corretos e executando-os no momento certo.
  • Elaborar promoções que atendam às necessidades e ao comportamento dos consumidores – aumentar promoções de produtos que não precisam de refrigeração e podem ser inventariados.

Vida após a pandemia

À medida que as primeiras doses da vacina forem administradas e os efeitos da pandemia diminuírem, permanece a interrogação sobre se varejistas e fabricantes serão ágeis o suficiente para responderem às mudanças nas prioridades dos consumidores e no comportamento do shopper. Assim, as dicas da Nielsen são:

  • Racionalizar seu sortimento para criar espaço na gôndola para produtos e inovações que atendam à crescente necessidade dos consumidores por atributos de higiene, saúde e imunidade.
  • Varejistas físicos devem explorar a utilização dos mais recentes modelos analíticos, para criar promoções que possam efetivamente competir com os varejistas online.
  • Se ainda não o fizeram, os varejistas físicos devem elaborar estratégias para atender ao shopper omnicanal.

Foto: Getty Images

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