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Pesquisa: brasileiros se preocupam com segurança de dados

A grande maioria dos consumidores já sofreu tentativa de fraude ou conhece alguém que tenha sido vítima e está atenta e apreensiva em relação a esses crimes e violações dos seus dados pessoais.

Essa é uma das principais conclusões da Pesquisa Observatório Febraban, da Febraban/Ipespe, divulgada neste mês.

O levantamento também mostra que, na pandemia, o relacionamento da população com o meio digital tornou mais aguda a preocupação com a segurança diante do aumento do uso de meios eletrônicos para transações financeiras, trabalho e compras.

De acordo com os dados da pesquisa, 42% das pessoas acreditam que seus dados estão mais seguros após a pandemia; um terço (33%) acredita que estão menos seguros e 22% não identificam alteração.

Já para os próximos cinco anos, 54% têm a expectativa de avanço na segurança e apenas 22% apostam que esses dados estarão ainda menos seguros. Percentual similar (19%) acredita que essa realidade não sofrerá alteração.

O papel da tecnologia na proteção de dados é polêmico

Enquanto 49% acham que o avanço da tecnologia facilita a violação de dados e as fraudes, 46% acreditam que os recursos da tecnologia ajudam a manter as informações pessoais mais seguras.

O acesso aos dados por empresas privadas e públicas é aceito em algumas situações, demonstrando que, em tese, as pessoas permitem a utilização de seus dados pessoais para melhorar a vida em sociedade: para prevenir ou evitar crimes (aceitável para 84%); prevenir fraudes e golpes com dados bancário (83%); prevenir fraudes e golpes em compras (83%); prevenir situações de suicídio e ajudar em casos de depressão (77%.); melhorar resultados educacionais (76%); desenvolver novos produtos e melhorar o atendimento aos consumidores (73%); desenvolver pesquisas médicas e científicas (71%).

As fraudes mais comuns citadas pelos entrevistados da região foram as que envolvem recebimento de mensagens ou ligação telefônica com solicitação fraudulenta, seja de dados pessoais ou bancários (43%), seja de depósito ou transferência de dinheiro para amigo ou parente (34%).

Além dessas: cobranças fraudulentas ou compras indevidas em seu cartão de débito ou crédito (29%); invasão do e-mail ou das redes sociais, com alguém assumindo o controle sem permissão (18%); clonagem de celular ou WhatsApp (também com 18%); tentativa de abertura de linha de crédito ou solicitação de empréstimo usando seu nome (15%); e invasão e acesso a dados bancários (14%).

86% tem medo de ser vítima de fraudes

A grande maioria dos entrevistados (86%) afirma ter medo de ser vítima de fraudes ou violações dos seus dados pessoais. Apenas 13% expressam pouco ou nenhum medo com essa situação.

Entre as precauções citadas para proteger os dados estão a escolha de senhas fortes (57% fazem sempre uso de senhas fortes) e a biometria (37% sempre usam). Um percentual considerável (36%) sempre ou frequentemente fornece seus dados quando realiza compras em sites ou lojas físicas; 42% fornecem às vezes e 20% nunca ou raramente o fazem.

No ambiente virtual, 33% sempre ou frequentemente aceitam a política de cookies; 36% aceitam às vezes e 27%, raramente ou nunca. Outro comportamento verificado é que 26% geram cartão online para uso por tempo determinado; 24% recorrem a esse serviço às vezes e 44% raramente ou nunca.

A maioria considera que a privacidade nos meios eletrônicos virou um mito, e que tudo, ou a maior parte, das suas informações podem ser acessadas. Por isso, é grande a cobrança por maior eficiência e endurecimento da legislação que trata da proteção de dados. A pesquisa conclui que o brasileiro está atento ao uso que as empresas privadas fazem dos seus dados pessoais.

A pesquisa

O levantamento foi realizado entre os dias 18 a 25 de junho, com 3 mil pessoas nas cinco regiões do país.

Os números comprovam a reação do consumidor diante de um já detectado aumento nas atividades ilícitas ligadas a dados pessoais. Segundo a FEBRABAN, no primeiro bimestre de 2021 os ataques de phishing, a chamada pescaria digital, cresceu 100% em relação ao ano passado, enquanto os golpes da falsa central telefônica e falso funcionário de banco tiveram crescimento ainda maior, de 340%.

Foto: iStock

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