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Pesquisa revela as tarefas administrativas mais odiadas

Os profissionais que atuam na área administrativa passam, em média, mais de três horas por dia realizando tarefas manuais e repetitivas no computador. Essas tarefas não fazem parte de suas atribuições principais e estão sujeitas a erros. Se, por um lado, o computador passou a ajudar o fluxo de trabalho, por outro, tornou algumas atividades  um fardo.

É o que mostra um estudo global encomendado pela Automation Anywhere, que atua na área de Automação Robótica de Processos (RPA, na sigla em inglês), com mais de 10 mil trabalhadores administrativos em 11 países (Alemanha, Austrália, Brasil, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Japão, México, Reino Unido e Singapura), durante o segundo semestre de 2019.

A pesquisa, realizada pela OnePoll, investigou o tempo gasto com tarefas administrativas digitais manuais e repetitivas, bem como as opiniões dos trabalhadores sobre o tema. Quase metade dos profissionais entrevistados acham a administração digital chata (47%) e uma subutilização de suas habilidades (48%).

A maioria (51% no total, chegando a 80% na Índia) disse que esse tipo de serviço atrapalha a realização do trabalho principal  e reduz sua produtividade como um todo (64%). Mais da metade (52%) dos participantes millennials acredita que seria mais produtiva se tivesse menos tarefas administrativas, um pouco acima da média geral, 48%.

Preenchimento de dados é a mais odiada

No topo da lista das tarefas mais odiadas está o preenchimento de dados em geral, como a inserção de dados manualmente em um computador ou em outro dispositivo.

Na sequência, o gerenciamento de tráfego de e-mails e organização de arquivos em pastas digitais, tais como documentos, planilhas, imagens ou PDFs. Completando o ranking das cinco tarefas mais detestadas, estão as tarefas de compilar relatórios de TI e de sistemas de software e gerenciamento de faturas.

A pesquisa revelou que as três mais odiadas também são as três tarefas administrativas com as quais os trabalhadores afirmam gastar mais tempo no dia a dia.

A administração digital como um todo afeta mais as mulheres – em média, elas acumulam 3,4 horas por dia nessas tarefas manuais “odiadas”, contra 2,8 horas dos homens. A média geral nos EUA é de 2,9 horas por dia, e, no Brasil, na Coreia e no México, esse tempo sobe para mais de 3,5 horas por dia. Esse número é o mesmo para funcionários do setor público em todos os países pesquisados, o que mostra que o serviço público é o setor com maior carga de trabalho administrativo.

As expectativas dos trabalhadores nesse sentido são apontadas no levantamento, com 69% dos entrevistados do setor público pedindo tecnologias de automação que se auto gerenciem sem tanto esforço manual.

Automação para eliminar processos manuais

Atualmente há robôs de software (bots) que podem realizar muitas dessas tarefas administrativas manuais. De acordo com a Automation Anywhere, com o expediente de 8 horas sendo a norma padrão global, o trabalhador comum perde 60 horas por mês com tarefas facilmente automatizáveis.

Ao automatizar essas tarefas repetitivas, os profissionais receberiam de volta um quarto de seu tempo de trabalho anual (4,5 meses) para focar em trabalhos mais importantes, aumentando a produtividade e o valor do negócio como um todo.

Quase todos os entrevistados afirmaram acreditar que a automação poderia facilmente eliminar tarefas administrativas digitais manuais e repetitivas que não são o foco de seu trabalho (85%) e acham que seriam mais felizes com essa mudança (88%).

Com o tempo liberado, afirmam que poderiam desempenhar melhor seu trabalho principal, melhorar a produtividade em seu departamento e buscar oportunidades de aprender novas habilidades.

“Liberar os profissionais a focarem em tarefas de maior valor é a principal promessa de uma força de trabalho digital. As empresas que aceitarem isso terão uma vantagem competitiva em produtividade dos funcionários e um aumento na capacidade de atrair e reter talentos valiosos”, afirma o diretor executivo de estratégia da Automation Anywhere, Stephen DeWitt.

Foto: iStock

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