Escreva para pesquisar

Pesquisa revela que percepção de preço vai além da etiqueta

Quando se trata de preço, a percepção dele é fundamental – tão importante quanto o preço em si. Em um universo em que os varejistas enfrentam margens de lucro cada vez menores, o entendimento dos fatores que influenciam a percepção de preço pode ser a chave em termos de criar uma real vantagem competitiva.

Além disso, os varejistas precisam fazer com que seus diferenciais nesse sentido sejam notados em meio à poluição informativa.

O estudo “A percepção de preço no setor de supermercados no Brasil“, produzido pela dunnhumby, que atua na área de ciência de dados do consumidor, revelou que 39% da satisfação dos clientes com os supermercados está ligada aos preços e promoções praticados pelos varejistas.

De acordo com a análise, realizada com mais de 2.500 consumidores de 12 grandes redes de supermercados brasileiras, pouco mais da metade dos consumidores (53%) declara conhecer bem os preços nominais da loja de preferência.

Mesmo assim, 68% dos respondentes percebem os varejistas de escolha como mais baratos do que a concorrência e 82% afirmam estar satisfeitos com a relação custo-benefício oferecida por o supermercado preferido.

Preço justo

Esse conjunto de dados revela que a percepção de preço não está relacionada apenas às etiquetas nas gôndolas. Conforme aponta a dunnhumby, há uma conjunção de fatores que determinam se um preço é “justo” na opinião do consumidor.

Isso porque, para o consumidor, o preço nominal é importante, porém o que prevalece é a ideia de valor que se forma na mente como critério de avaliação para as despesas cotidianas.

A dunnhumby entende que existem sete pilares envolvidos nesse processo, cuja articulação resulta em uma experiência de valor, servindo de fundamento para fixar a percepção geral do consumidor em relação ao supermercado.

No levantamento, a empresa analisou o peso desses pilares na satisfação. A distribuição, encabeçada pelos preço e promoção (39%), engloba também o sortimento de produtos (26%), a experiência do consumidor na loja (14%), a comunicação com a marca (9%), ofertas personalizadas (7%) e o oferecimento de marca própria (5%).

Com isso, o estudo mostra que a simples comparação de preço absoluto em que a guerra de preços entre os varejistas se ancora, é simplista e ineficiente, uma vez que a percepção de preço é constituída de várias dimensões.

“Somente entendendo as expectativas e o comportamento dos consumidores os varejistas podem criar uma estratégia de precificação que encontre o equilíbrio entre o preço pago e o valor percebido. Para conseguir isso, os varejistas devem adotar uma estratégia de preços que integre as percepções dos clientes em cada decisão”, afirma o diretor de Preço e Promoção para América Latina da dunnhumby, Rogerio Aversa.

Foto: iStock

Leia também

Millenials valorizam tecnologia na experiência de compras

Tags

Send this to a friend