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PicPay implementa pagamento com reconhecimento facial

O PicPay, fintech com uma carteira digital com 20 milhões de usuários, anunciou que começará a implementar o pagamento com reconhecimento facial em São Paulo, com o auxílio do Banco Original.

A tecnologia, já amplamente adotada na China, é considerada disruptiva em estabelecimentos comerciais brasileiros, principalmente no momento atual de pandemia, em que o contato físico – necessário em outras formas de pagamento, como em espécie ou com máquinas de cartões – é desaconselhado por especialistas.
A empresa aposta que o reconhecimento facial representa a nova fronteira da transformação digital em pagamentos, que continuará acentuada no mundo pós-Covid.

“O PicPay tem como propósito revolucionar a forma como as pessoas lidam com o dinheiro. Apostamos no QR Code lá atrás por ser uma tecnologia democrática e, após termos realizado mais de 5 milhões de transações por código, hoje vemos ele se popularizar nos estabelecimentos comerciais. Sem dúvidas, o mesmo ocorrerá com o reconhecimento facial e, novamente, queremos estar na vanguarda do setor”, explica CEO do PicPay, Gueitiro Genso.

O chamado “pagamento fácil”, com reconhecimento facial, chegará ao público após o fim da quarentena em São Paulo (SP). O primeiro local de implantação será no novo endereço do Banco Original, controlador do PicPay. A banco modernizou o prédio com reconhecimento facial nas catracas de acesso e no Café Original, com o apoio das empresas E-Vertical e WBA Gestão.

Por meio da divisão de Bank as a Service (BaaS), o Banco Original também ajudou no desenvolvimento do novo método de pagamento.

“Os pagamentos instantâneos e sem contato serão cada vez mais importantes para o processo de digitalização da economia e inclusão financeira da população”, afirma Raul Moreira, diretor executivo de Tecnologia, Produtos e Operações do Banco Original. “O reconhecimento fácil nesse contexto surge como uma tendência de ferramenta de digitalização, segurança e melhoria no atendimento do mercado, tanto para pagamentos instantâneos quanto para o e-commerce”, complementa.

Como mais um exemplo da digitalização de seus processos, o banco tem ampliado o uso de inteligência artificial no atendimento bancário e oferecido soluções para fintechs por meio da unidade BaaS. Da mesma forma, neste ano o PicPay montou uma estrutura para aplicação de IA e machine learning em todos os processos e áreas do negócio, com um time liderado pelo britânico Isaac Ben-Akiva.

Como funciona

Seguindo as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o reconhecimento facial pode ser utilizado apenas com o consentimento do consumidor. Por esse motivo, a novidade chega primeiro aos colaboradores do Banco Original, que já terão seus rostos cadastrados e suas autorizações emitidas para uso da tecnologia no edifício.

pagamento por reconhecimento facial do picpay credito ricardo cardosoNo café, após o caixa registrar o pedido, o usuário PicPay deve se posicionar em frente a um tablet para o reconhecimento facial. Com a confirmação imediata da identidade da pessoa, o atendente libera a cobrança direto para o aplicativo do cliente, que recebe uma notificação e precisa verificar o valor para confirmar a compra. Toda a operação dura em torno de 30 segundos.

“Como os dados para a transação estão todos cadastrados no celular do cliente, a operação é mais prática e segura. Isso é empoderar o consumidor, uma tendência cada vez mais forte e inescapável”, diz o CEO do PicPay, que enxerga caminhos de mudança no setor. “O mundo será outro no pós-pandemia e já estamos vivendo uma nova economia, com novos hábitos financeiros. No PicPay, avançamos em direção ao futuro dos pagamentos”.

Fotos: Ricardo Cardoso/Divulgação

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