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Presença feminina nos conselhos de empresas tem alta discreta

O estudo global Women in The Boardroom – Uma Perspectiva Global, realizado pela Deloitte, mostra que as mulheres ocupam apenas 16,9% dos assentos nos conselhos das empresas em todo o mundo. Desde 2017, a presença feminina teve um aumento discreto: 1,9%.

No Brasil, a situação não é diferente, pois somente 8,6% dos conselhos são preenchidos por mulheres, uma elevação de 0,9% em relação à edição da pesquisa de 2017.

Culturas desatualizadas no local de trabalho, preconceito e falta de apoio são alguns fatores que impedem a presença feminina nos cargos de liderança. A pesquisa destaca que as mulheres ocupam apenas 4,4% das posições de CEO e 12,7% das de CFO.

“É comprovado que o aumento da participação feminina no mercado de trabalho pode influenciar, de forma positiva, o PIB global nos próximos anos. Apesar do longo caminho a seguir, já podemos ver um bom movimento nas empresas brasileiras como horários flexíveis, orientação e treinamento. Em conclusão à pesquisa, destacamos uma conexão entre o aumento do número de mulheres servindo nos conselhos e o desejo de um tipo mais inclusivo de capitalismo”, diz a sócia e ex-líder do Comitê de Crescimento da Deloitte, Patricia Muricy.

O relatório da Deloitte, realizado pela MSCI ESG Research Inc., coletou dados sobre a diversidade nos conselhos de administração de cerca de 8.648 empresas, em 49 países da Ásia-Pacífico, Américas e EMEA (Europa, Oriente Médio e África). Os dados foram coletados a partir de 15 de dezembro de 2018 e, com base neles, a sexta edição da pesquisa Women in the Boardroom incluiu análises globais, regionais e por país dos progressos alcançados em direção a uma maior diversidade nos conselhos de administração.

Desafios nos conselhos de empresas brasileiras

De acordo com dados da Deloitte, alguns projetos são discutidos pelo governo brasileiro e pela ONU para aumentar a representatividade das executivas nas empresas.

Um projeto de lei que introduz cota de gênero de 30% de mulheres em conselhos, até 2022, está sendo elaborado e discutido pelo governo, assim como o Programa Ganha-Ganha – exercido pela ONU Mulheres, União Europeia e Organização Internacional do Trabalho -, que tem como objetivo promover o empoderamento feminino econômico e de liderança, por meio de premiação das empresas que promovem cultura de equidade de gênero e empoderamento das mulheres no país.

Já o 30% Club, lançado este ano no Brasil, tem como propósito alcançar 30% de mulheres nos cargos de diretoria da Bolsa de Valores brasileira B3 IBrX, até 2025. Além disso, algumas empresas já investem em programas internos para mulheres executivas, como é o caso da própria Deloitte.

Em 2017, a Deloitte Brasil decidiu seguir os Princípios de Empoderamento das Mulheres, cartilha da ONU Mulher, por meio de um Comitê dedicado à questão de equidade de gênero. A companhia também possui programas de treinamento, orientação, networking, apoio à liderança, e à implementação de programas de maternidade e paternidade, trabalho flexível, entre outras iniciativas.

Foto: Getty Images

 

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