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Presidente da Rosas de Ouro celebra parceria com GS1 Brasil

No Carnaval 2020, a Rosas de Ouro tem o apoio de vários parceiros para mostrar na avenida o samba-enredo Tempos Modernos, contando a história das revoluções industriais e os avanços da Indústria 4.0.

A GS1 Brasil é uma das parcerias da Rosas, ao lado de universidades renomadas e especialistas de tecnologia de diferentes organizações.

Para saber como está a expectativa para o desfile, a reportagem do Portal de Notícias da GS1 Brasil entrevistou a presidente da Rosas, Angelina Basílio, que também contou sobre a trajetória e as conquistas desta tradicional escola de samba de São Paulo.

Em uma conversa descontraída, durante um ensaio na quadra da Roseira, Angelina falou sobre a escolha do tema Tempos Modernos e a importância da parceria com a GS1 Brasil.

Confira a entrevista de Angelina Basílio, presidente da Rosas de Ouro

Conte um pouco sobre a história da Rosas de Ouro.

A Rosas nasceu em 18 de outubro de 1971, no bairro de Brasilândia, zona norte de São Paulo. Chama-se Sociedade Rosas de Ouro, mas a gente fala Escola de Samba Rosas de Ouro.

A Rosas de Ouro não é como outras escolas que nasceu como bloco, mas já nasceu como escola de samba. Os ensaios começaram na rua e, com o passar do tempo, entre 1977 e 1978, meu pai, Eduardo Basílio, avistou esse terreno que estamos hoje na Marginal Tietê.

Na ocasião, o então prefeito disse para ele: ‘esse terreno é um brejo’. E meu pai vislumbrou: ‘mas a cidade vai crescer e a Rosas de Ouro vai ser uma das maiores quadras de samba do Brasil’.

Em 1980, a sede terminou de ser construída e a Rosas nasceu para ser grande. Tanto que, até agora, têm sete títulos no Grupo Especial, do qual nunca saiu e está desde 1975.

Como nasceu o samba-enredo 2020 que ganhou o nome de Tempos Modernos?

Foi através de um parceiro que temos há muitos anos na Rosas de Ouro, a Mercedes-Benz. A ideia foi levantada logo na quarta-feira de cinzas do Carnaval de 2019, quando nos disseram que seria importante um trabalho de conscientização sobre a Revolução 4.0. Na hora pensei: ‘que monstro é esse?’ (risos).

Mas conversamos com a equipe da Mercedes e também com o Elcio Brito, da SPI, que é o mentor do projeto Tempos Modernos, e entendemos a importância desse tema.

Uma escola de samba precisa ser muito ousada e ter muita coragem para falar de tecnologia. E a Rosas de Ouro, com Tempos Modernos, está tendo essa coragem.

De que forma essa mensagem será levada ao público?

No desfile contaremos a história das revoluções, que começa com a revolução da máquina a vapor; depois, a segunda, com a energia elétrica; a terceira, marcada pela informatização e processamento de dados; e a quarta, que é a 4.0, que traz Inteligência Artificial, realidade aumentada, holograma e muitos outros recursos tecnológicos.

Aprendemos muito durante esses nove meses que estamos nesse projeto. Tivemos palestras para nossas lideranças e diretores de ala sobre tecnologia.

A nossa missão é popularizar essa questão da Revolução 4.0, desmistificar essa revolução. Mostrar que ela veio para auxiliar o homem e não ser o monstro que muitos imaginam por aí.

O carnaval paulistano é transmitido para cerca de 220 países e vamos popularizar e conectar todo mundo sobre a importância da Revolução 4.0. Inteligência Artificial, robôs, além dos padrões da GS1 como código de barras e QR Code, são o futuro.

Como o Carnaval é encantamento, magia, festa e folia, claro que fizemos a tecnologia não ficar dura ou fria. Afinal, a máquina mais perfeita é o homem, porque nenhuma máquina tem a emoção que o ser humano tem.

Como tem sido a parceria da Rosas de Ouro com a GS1?

A GS1 é um caso à parte. Não vou falar minha idade, mas quando encontro com professores da minha geração da FEI, USP e Mauá, que são universidades parceiras no Carnaval 2020, nós passamos por muitas fases das revoluções que contaremos no desfile. Vivemos a era da programação com cartões binários, processamento de dados, Cobol e outras linguagens antigas.

Mas, ao visitar a GS1, vemos que lá é o futuro. Quando visitei o Centro de Inovação e Tecnologia (CIT), vi as mãos robóticas atuando no controle do estoque, vi o controle de barras sendo usado nos supermercados de forma mais independente (self checkout), vi que esse código já é capaz, inclusive, de avisar no caixa o produto que está fora da validade.

Também no CIT, passei pela experiência do provador virtual, no qual você não precisa experimentar. No espelho, ‘a roupa se veste em você’.

Adorei essa visita. Abriu minha cabeça. Tanto que nossa fantasia, feita em parceria com a GS1, se chama Código do Futuro.

E como está a expectativa para o Carnaval 2020?

Temos muita fé, afinal, nenhuma escola de samba teve a ousadia de abordar o futuro, sensibilizar, esclarecer e popularizar um tema como esse.

É um grande desafio para a Rosas de Ouro. Estamos com os pensamentos muito positivos e ótimas expectativas. Aprendi em neurolinguística que temos de acreditar na vitória. Então, que a vitória venha!

Foto: Douglas Luccena

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