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Projeto Pomar Urbano ganha rastreabilidade com Código Verde

Lançado com o intuito de devolver vida às margens do Rio Pinheiros, na capital paulista, por meio da recuperação da vegetação ciliar, o projeto Pomar Urbano completa 21 anos em 2020 com uma novidade: a rastreabilidade das plantas por meio do Código Verde – iniciativa da parceria entre a Reservas Votorantim e a GS1 Brasil.

O Pomar Urbano é uma iniciativa da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA) do governo do Estado de São Paulo em conjunto com a Empresa Metropolitana de Água e Energia S.A. (EMAE). Para execução do projeto, as duas margens do Rio Pinheiros foram divididas em trechos e contam com o apoio da iniciativa privada para implantação de projeto paisagístico, revitalização e manutenção.

“Durante os 21 anos do Pomar Urbano, mais de 50 empresas privadas foram parceiras. Atualmente, os trechos da margem oeste (esquerda) contam com a parceria do Grupo Votorantim, por meio da Reservas Votorantim, e da Pinheiro Neto Advogados. Já a margem leste (direita) tem o apoio do Grupo Telefônica”, contou o assessor da Coordenadoria de Parques e Parcerias (CPP) da SIMA, Vivaldo Rodrigues de Paula Neto para a reportagem do Portal de Notícias GS1 Brasil. 

A Reservas Votorantim renovou a parceria com o Pomar Urbano neste ano para ajudar a executar a projeto paisagístico, incluindo a aplicação do Código Verde.

parque estadual pomar urbano as margens do rio pinheiros

Mudas do projeto Pomar Urbano, na capital paulista – Foto: Divulgação SIMA

O coordenador de negócios da Reservas Votorantim, João Francisco Whitaker Dias explica que as plantas do Pomar Urbano são derivadas do Legado das Águas, maior reserva privada de Mata Atlântica do País localizada na região do Vale do Ribeira, interior de São Paulo, e administrada pela Reservas Votorantim.

O Legado das Águas possui um viveiro com capacidade para produção de 200 mil plantas por ano, de mais de 80 espécies nativas. Dessa forma, a companhia contribui para enriquecer o trecho oeste do Rio Pinheiros com flores e frutos nativos da Mata Atlântica, como quaresmeiras, manacás, ipês, araucárias, pitangueiras e jabuticabeiras.

“No Legado das Águas, por meio do Código Verde, temos garantia de origem, devido ao processo de rastreabilidade automatizado, desde a origem das plantas, a identificação das matrizes [a árvore que fornece a semente para a produção da planta] até o produto final. É algo inédito no mercado. Uma ação que impede a coleta de sementes ou plantas ilegalmente”, destaca Dias.

Além da gestão e controle feitos pelo Legado das Águas, qualquer pessoa, com seu smartphone, pode acessar os dados da planta por meio da leitura do QR Code contido nas etiquetas que acompanham as plantas, que direciona para um site com informações sobre a espécie (nome científico, informações gerais e curiosidades) e dados para acompanhar desde o processo de germinação até o estado atual da planta.

Para o assessor da CPP, Diogo Mendonça Miyahara, a identificação das espécies contribui para o planejamento das ações de conservação e preservação nos trechos, além de propiciar o monitoramento dos projetos, bem como a atratividade das espécies de fauna associadas a revitalização do Rio. “A iniciativa trará mais interatividade para o Pomar Urbano e será uma importante ferramenta de educação ambiental”, acredita Miyahara, acrescentando que além da sinergia com as novas tecnologias, ajudará a ampliar a consciência ambiental dos usuários.

Histórico de sucesso

logo do projeto código verdeO Código Verde foi desenvolvido há cerca de dois anos com o objetivo de automatizar a gestão e o processo de rastreabilidade do viveiro de plantas do Legado das Águas. Com o sucesso do projeto-piloto, a iniciativa passou a ser replicada no mercado, como no caso do Projeto Pomar Urbano.

Com o Código Verde, o processo de rastreabilidade se torna automatizado por meio da adoção dos padrões globais GS1 de identificação e serviços, incluindo a identificação das espécies e a localização das matrizes cadastradas no  Cadastro Nacional de Produtos (CNP), plataforma online da GS1 Brasil. A automação garante o padrão de qualidade durante todas as etapas do processo de produção das plantas até o público final.

Em virtude da sua concepção inovadora, o Código Verde ganhou na categoria Sustentabilidade do Prêmio Automação 2018, da GS1 Brasil, além do Prêmio ECO 2018, oferecido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham-SP).

Parceiros do Código Verde

O Código Verde nasceu da parceria do Legado das Águas com a GS1 Brasil e contou com a colaboração voluntária das empresas Zebra Technologies, PariPassu e 3M.

“A aplicação do Código Verde no Projeto Pomar reafirma a aderência à Proposta de Valor em Sustentabilidade da GS1 Brasil, que é a escalabilidade das suas inciativas” comenta Herbert Kanashiro, especialista em sustentabilidade da GS1 Brasil. Além disso, Kanashiro reforça a convicção de que qualquer empresa pode trabalhar o tema da sustentabilidade por meio do seu core business. “Esse projeto demonstra na prática o poder da união e da colaboração mútua de parceiros, cada um participando por meio da sua especialidade, em prol de um propósito em comum. Os resultados são transformadores!”

A Zebra, que disponibilizou os coletores de dados e impressoras para o projeto-piloto do Código Verde, valoriza os benefícios que esta ação traz ao mercado. “Vivemos um momento com desafios constantes e crescentes em desmatamentos e queimadas, que acabam gerando impactos no equilíbrio ambiental e aquecimento global. O Código Verde é uma excelente demonstração que o conhecimento traz maior conscientização.  O Projeto Pomar é uma grande iniciativa de dimensões importantes nas metrópoles e é um excelente exemplo de convivência entre cidades caóticas e a natureza. Acredito que o Código Verde está apenas começando e desejo uma replicação ainda maior para outros cantos do Brasil. Somos o país do agronegócio, portanto é fundamental que não apenas a iniciativa privada mas os governos possam replicar o conhecimento e tecnologias que hoje estão sendo utilizadas neste projeto”, acredita o country manager da Zebra Technologies Brasil, Vanderlei Ferreira.

Segundo ele, a Zebra também apoia globalmente outras iniciativas na área de sustentabilidade. “O Código Verde gera informações importantes sobre a vida das árvores cadastradas. Com tais informações pode-se criar conteúdo de educação e incentivo ainda maior na conservação das florestas.  Quanto maior o uso de tecnologias, maior será o controle.  No futuro, o uso de QR Code poderá ser aprimorado com o uso de etiquetas inteligentes RFID e prevejo que drones poderiam rastrear dinamicamente uma floresta”, aposta Ferreira.

Na opinião do CEO da PariPassu, Giampaolo Buso, em um momento que a questão ambiental ganha atenção especial no Brasil, é fundamental ter controles específicos com informações estruturadas e que possam ser compartilhadas. “A implementação do Código Verde em iniciativas que estão olhando para padrão de informação e padrão de identificação de origem, é algo que entra no DNA das empresas para que se possa, de fato, ter essa evidência documentada”.

A PariPassu foi a responsável por implementar o sistema de rastreabilidade e o aplicativo para automação da inspeção e controle de qualidade no projeto. “Para a PariPassu, o Código Verde abriu uma perspectiva diferente e nova de mercado, com a necessidade de desenvolvimento de processos específicos para essa demanda de árvores, florestas e reflorestamento. Foi uma avaliação complementar ao que já fazíamos em outros segmentos de mercado e nos impulsionou para novas funcionalidades dentro das nossas soluções de tecnologia”, completou Buso.

Para a 3M, o Código Verde é uma iniciativa que cada vez mais ganha relevância. “Acreditamos que o projeto Código Verde tem uma grande importância para a conservação da Mata Atlântica, um tesouro do nosso país que deve ser mantido por todos, governo, empresas e comunidade.  Além disso, através dessa iniciativa estamos levando um pouco da ciência da 3M presente na tecnologia de identificação, colocando à disposição do projeto nossas etiquetas que suportam as intempéries do ecossistema Mata Atlântica, garantindo a identificação das árvores matrizes e a rastreabilidade de todas as plantas ofertadas na comunidade”, afirma o gerente de negócios da 3M,  Milton Andrade.

“A sustentabilidade é um grande pilar e norteia tudo o que fazemos na 3M. Todas as iniciativas, como o Código Verde, que têm por objetivo a conservação da natureza, recuperação de áreas degradadas e a melhoria do meio ambiente nas cidades, são e devem continuar a serem incentivadas e têm todo o nosso apoio, pois visam a promoção da qualidade de vida da sociedade e a preservação do nosso planeta”, conclui Andrade.

Foto de abertura: Pomar Urbano/Divulgação SIMA

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