Nos últimos cinco anos, o Índice Agrotech GS1 Brasil 2025 registrou avanço de 33% na automação dentro das porteiras e de 29% na pecuária. Já a adoção de tecnologia na agropecuária brasileira avançou 35% nos últimos cinco anos, sinalizando que tecnologias no campo têm se tornado não só uma tendência, mas um padrão do mercado.
E, sem dúvidas, a rastreabilidade está entre os motivos para a adoção de muitas soluções tecnológicas no agronegócio, já que este requisito não é mais apenas uma boa prática do mercado. Cada vez mais, ela se tornou um critério de acesso, ferramenta de gestão e pilar de conformidade.
Confira, a seguir, 10 razões práticas para empresas do setor de agronegócios investirem na rastreabilidade.

Ferramentas de rastreabilidade ajudam a atender exigências técnicas e normativas (incluindo normas específicas sobre rotulagem e controle) e a regulamentação sanitária e de origem.
Entre as normas, está a INC 02/2018, que define os procedimentos para aplicação da rastreabilidade ao longo da cadeia produtiva de vegetais frescos. Com isso, quem atua no mercado de Frutas, Legumes e Verduras (FLV) no Brasil, certamente precisa conhecer todos os detalhes desta instrução normativa.
Sistemas bem estruturados permitem mapear lotes e fornecedores rapidamente, encurtando tempo de resposta em crises. A Itaueira, produtora do Melão Rei, é um exemplo disso. Desde 2011, inclui o QR Code Padrão GS1 nas frutas que direciona o consumidor para um site com informações sobre local de plantio, colheita e outros dados relevantes. Na empresa, testes de simulação documentados registraram recuperação de rastreabilidade em cerca de 1h30. Isso reduz perdas financeiras e danos à imagem.
A rastreabilidade por meio da adoção de padrões, como QR codes, permite ao consumidor conferir procedência e práticas de produção, transformando transparência em diferencial competitivo no ponto de venda.
A digitalização da cadeia, com a adoção de sensores, integração de dados e códigos padronizados, acelera processos logísticos, reduz retrabalhos e melhora a alocação de estoques.
Registrar origem, tratamentos, análises laboratoriais e movimentações facilita auditorias, investigações de contaminação e garante histórico técnico para satisfazer clientes e órgãos sanitários.
Códigos padronizados, como os da GS1 Brasil, permitem a integração entre sistemas, reduzem dificuldades na comunicação, certificações e cruzamento de informações entre comprador e fornecedor, tornando a cadeia mais transparente e previsível.

Instituições financeiras e compradores cada vez mais avaliam risco e conformidade através dos dados. Dessa forma, produtores com histórico rastreável tendem a obter melhores negociações comerciais e linhas de crédito vinculadas a sustentabilidade.
Projetos de pesquisa e soluções públicas e privadas (por exemplo, o Sistema Brasileiro de Agrorrastreabilidade, o Sibraar) mostram que é possível combinar blockchain, QR Code e outros padrões da GS1 para garantir integridade dos dados e interoperabilidade entre elos. Isso abre caminho para cadeias inteligentes, inovadoras e integradas.
Realizado pela GS1 Brasil, em parceria com o Cubo Itaú e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Agro em Código – Summit de Rastreabilidade no Agronegócio, conecta produtores, investidores, executivos e startups para tornar o agronegócio nacional uma referência mundial em rastreabilidade, tecnologia e sustentabilidade.
O evento deste ano pretende aprofundar debates sobre os temas que têm impactado o futuro do setor, como rastreabilidade, sustentabilidade, inteligência artificial e financiamento verde.
Data: 4 de dezembro de 2025
Local: Itaú Cubo
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Foto: iStock
Agro em Código abre diálogo sobre rastreabilidade no agronegócio