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RFID aprimora processos logísticos da Centauro

A Centauro, uma das maiores varejistas de artigos esportivos do Brasil e da América Latina, implementou a tecnologia de Identificação por Radiofrequência (RFID) para elevar a eficiência operacional nas lojas e no Centro de Distribuição (CD), melhorar a acuracidade de estoque e aumentar as vendas nos canais físico e online.

O sucesso do projeto rendeu à empresa o Prêmio Automação 2019, na categoria EPC/RFID na logística do varejo esportivo.

“Como qualquer varejista, temos a oportunidade de alavancar os resultados melhorando a gestão do estoque. O projeto contemplou três pilares de funcionamento: inventário, recebimento e busca de produtos. Sabendo o que tenho no estoque e o que recebo na loja, controlo praticamente toda a minha cadeia de suprimentos”, afirmou o gerente de serviços e perdas da Centauro, Sérgio Silva Jardim Filho.

Fase de implementação

A empresa tinha a necessidade de corrigir perdas e falhas operacionais para melhorar a acuracidade de estoque. Isso porque eram realizados inventários rotativos e gerais, nos quais a contagem de todo o estoque da companhia era feita cerca de três vezes por ano.

O processo era moroso e feito manualmente. Para se ter uma ideia, levava cerca de oito horas para fazer a contagem de estoque de apenas uma loja e, para isso, eram necessários 10 colaboradores.

Assim, para minimizar a perda dos produtos e melhorar a gestão do estoque, a companhia iniciou um projeto piloto de RFID, em 2017, em quatro lojas, iniciativa expandida para quase 200 unidades espalhadas pelo País, em 2018.

Prosseguindo com a evolução do projeto, em 2019, foi implementado um bureau de impressão de etiquetas RFID no centro de recebimento da Centauro e instituído o processo de etiquetagem de todos os produtos que entram na companhia.

A empresa optou por utilizar o padrão global EPC nas etiquetas RFID, garantindo uma identificação única para cada item.

A impressão e a etiquetagem dos produtos foram o “coração” do projeto. Tanto que, para implementá-las, foi necessário mobilizar e ter o apoio das áreas internas, principalmente, TI e logística. Boa parte dos processos logísticos de recebimento, armazenagem e expedição foram modificados.

Em um período de seis meses, a empresa fez uma força tarefa para etiquetar todos os produtos em estoque armazenados no Centro de Distribuição, garantindo assim que os itens que chegassem às 200 lojas estivessem devidamente identificados.

Com isso, os processos de retaguarda da loja – recebimento, inventário e picking – foram impactados positivamente.

Ganhos do projeto

Com a maior frequência de inventário, também foi possível aumentar significativamente a acuracidade nas lojas, reduzir a ruptura dos pedidos das vendas multicanal e a perda de produtos (divergência estoque teórico versus real).

“Não nos enxergamos mais como dois canais: varejo físico e online. O omnichannel já está na cultura da Centauro. Somos uma empresa só e queremos que o cliente enxergue isso”, acrescenta Sergio Filho.

Vale lembrar que esse projeto cumpre um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estipulados pela Organização das Nações Unidas (ONU) e compactuados por mais de 150 líderes mundiais para serem implementados pelos países até 2030.

A ação da Centauro se enquadra no ODS n° 9, relacionado à Indústria, Inovação e Infraestrutura, que visa construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável, além de fomentar a inovação.

Parceiros envolvidos

Para o gerenciamento do projeto, a Centauro optou por não contratar uma única empresa, mas diversos fornecedores para cada etapa (software, etiquetas, coletores, impressoras, etc.) do projeto.

Os parceiros dessa iniciativa foram: CCRR, Sato, Acura e Mojix.

Além disso, foi constituída uma área dedicada a implementação do projeto e responsável por lidar com os stakeholders internos e externos.

Assista ao vídeo e confira os detalhes do case

*A foto de abertura retrata a entrega do troféu do Prêmio Automação 2019 para a Centauro. Da esq. para dir.: Sergio Filho, da Centauro; José Roberto Prado, da GS1 Brasil; Alberto Diaz, da Sato; Carlos Eduardo Severini, da GS1 Brasil; e Márcio Muniz, da CCRR.

Foto: Marco Flavio/Orquestra de Imagens

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